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7.7.17

[SÉRIE] El ministerio del tiempo (e também sobre o jogo "Gardens of time")

7.7.17
Fonte: http://bluper.elespanol.com

Esses dias, eu estava passeando pela página dessa série no facebook e vi os espanhóis irados porque, ao que tudo indica, a Netflix comprou essa série (e esteve restringindo seus direitos de exibição para espanhóis no exterior, daí a fúria deles) e muito em breve ela fará parte do cartaz do canal. Eu espero isso com toda força da minha alma, sério! Assim, bateu a empolgação e só penso em falar dela.

De fato, meu amor por essa série começa antes de ela começar. Senta que é uma história engraçada: 

11.8.16

6 filmes estrelados por Robin Williams para assistir na netflix

11.8.16
Créditos: http://abc7news.com/


Levei um baita de um susto quando apareceu minhas memórias no facebook hoje e notei que faz não um, mas dois anos que o ator Robin Williams morreu. Não tem como escapar do clichê: como o tempo passa rápido, socorro!

Quem viveu a infância na década de 90 teve esse ator muito presente na vida. Robin Williams foi pai, irmão, babá, psicólogo, professor, médico e, acima de tudo, um grande amigo, auxiliando a gente em várias etapas do nosso crescimento.

Pra mim é impossível não lembrar de filmes como "miss Doubtfire", "Jumanji", "Hook - a volta do capitão gancho" (o primeiro filme que assisti legendado na vida!), "Jack", "Um sinal de esperança" (um dos filmes mais tristes da minha adolescência)... e muitos outros, claro, que nos fizeram rir, chorar e aprender a sermos um pouco mais sensíveis diante do mundo.

Por isso, resolvi homenageá-lo, garimpando seus filmes na Netflix e fazendo uma pequena lista daqueles que vi e que recomendo.

São eles:

24.5.16

Novidades, desabafo e dica de filme legal na Netflix

24.5.16
Imagem: Pixabay


Como é que a gente faz um post depois de ficar eras sumida?

O sumiço não é por falta de ideias, nem por falta de inspiração. Já disse que tenho tanta ideia de post pra colocar no papel que se postasse todo dia, encheria esse blog de conteúdo. O negócio é o desânimo mesmo, tanto pela correria da vida como pela situação politica do Brasil... Primeiro teve o golpe, e eu pensei: "preciso falar sobre isso no blog", depois veio aquela crise existencial de "ah, mas vou transformar o blog em blog político?" e depois "nossa, o que eu estou fazendo para contribuir com a luta contra isso tudo?" e depois "ai, meu blog é inútil, porque não consigo discutir sobre UM assunto sério que seja"... E então tudo vira uma bola de neve e os questionamentos vão ficando cada vez piores =(. 

Ainda não sei o que fazer, mas sei que posso começar pela atualização do blog e por visitar meus parceiros.

Enfim, as novidades na verdade é A novidadE, porque eu mudei a logo do blog e achei essa novo logo simplesmente linda! Quem fez foi a Mandy do Vintezanos e foi um investimento que valeu a pena! 

Na verdade, o cabeçalho era assim:

26.1.16

[24 FILMES #1] A volta de Roxy Carmichael - 1990

26.1.16


Finalmente fazendo um post sobre o desafio 24 filmes para 2016, isso porque eu deveria estar terminando outra coisa muito diferente e muito importante u.u, decidi escolher o tema dos anos 90 e fazer um post sobre esse filme mara que eu amo, que já vi 350 vezes (e vi de novo pra escrever esta resenha), que achei pra baixar e não tinha legenda, então fiz a legenda, enfim, um filme que marcou minha infância e que até hoje me marca. Não é da sessão da tarde, mas é da BAND, de quando ela passava coisa boa xD (verdade que vi muitos filmes bons na emissora em sua época áurea). 

Para contextualizar, a sinopse:

Após 15 anos em uma pequena cidade de Ohio, Roxy Carmichael (Ava Fabian), uma celebridade, vai retornar à sua cidade natal. Tal acontecimento provoca uma certa excitação em grande parte dos habitantes, incluindo Denton Webb (Jeff Daniels), seu ex-marido. Mas é Dinky Bossetti (Winona Ryder), uma adolescente que foi adotada e que é ignorada pela maioria dos seus colegas, que é a mais afetada por tal fato, pois ela acredita ser a filha secreta de Roxy. Fonte: adorocinema.com


Se fosse para resumir o filme em uma frase ou imagem, seria: uma vida baseada em

8.1.16

[Clube do livro] Leitura de janeiro: Um dia, de David Nicholls

8.1.16


Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.
Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas — vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.
Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.
Um dia é um fenômeno editorial no Reino Unido, sucesso absoluto de crítica e público, e teve o roteiro adaptado para o cinema pelo próprio autor, David Nicholls. O filme, dirigido pela cineasta dinamarquesa Lone Scherfig, que também dirigiu Educação, traz a atriz Anne Hathaway no papel de Emma Morley.

Decidi que vou ser ajuizada com os desafios que me propus esse ano e comecei pelo Clube do Livro, do grupo Blogs que interagem em que temos de ler doze livros de temáticas e títulos previamente votados por todos os participantes. O primeiro é Livro que virou filme: Um dia, de David Nichols. É um romance que gira em torno das vidas de Emma Morley e Dexter Myhew, do que eles viveram em duas décadas, conforme está escrito na sinopse.

Antes de comentar sobre a história, gostaria de dizer que este artigo se destina a pessoas que JÁ LERAM o livro ou que simplesmente não se importam com spoiler, porque, sim, haverá vários, e eu não saberia fazer uma resenha de outro jeito. Afinal, como vou argumentar em favor do meu ponto de vista sem provar com trechos da obra? Outra coisa: tudo o que está escrito é minha opinião, minha leitura, pode estar tudo errado, e você pode não concordar com nada, tudo bem, acontece. Você está certo na sua opinião também. Se quiser, pode até comentar aqui e me ajudar a ver a história com outros olhos, tenho certeza de que posso aprender com isso.

Acho, ainda, que não vou falar nada de novo em relação a esses livros, então existe o sério risco de eu ser clichê nas minhas observações, para dizer o mínimo.


*****

Devo adiantar que a experiência de leitura foi bem menos pior do que eu imaginava. Não sei se é porque eu não esperava nada do livro ou se porque esperava um segundo crepúsculo xD. Li "Um dia" até o fim e deve significar alguma coisa. Mas o livro não se torna menos problemático por isso, e vou tentar enumerar os problemas que vi. Na verdade, terminei de lê-lo muito, muito irritada (meio que a mesma sensação que tive ao ver um seriadinho da Hallmark chamado Signed, Sealed, Delivered sobre o qual quero falar mais adiante)


*****


De um modo geral, o livro é de fácil leitura, acessível,  até demais para o meu gosto. Parece-se com um filme escrito, e acho que é essa linguagem cinematográfica que me irrita mais que tudo, porque, além de apelar unicamente para o visual, fica aquele ritmo rápido de passagens de cenas e... sei lá,  falta para mim substância literária. Imagino que essa seja mesmo a proposta do autor e que resida aí o valor comercial do livro. De todos os modos, acho que as adjetivações podiam ser menos, porque deixa a leitura muito chata e sinto como se o autor estivesse me chamando de retardada, incapaz de imaginar as coisas e fazer meus juízos de valor por mim mesma. Pelo menos descobri de onde a meninada tira algumas expressões chatas e horrorosas do tipo, "língua quente e úmida", "grande e extravagante salão de festas" e coisas do tipo. Fica um aviso de coração, gente, sempre que possível, evite adjetivos, especialmente os óbvios. Mesmo assim, a escrita é, até onde ela mesmo permite, cuidadinha e o livro não possui grandes cacofonias, nem uma grande recorrência dessas metáforas que faz a gente revirar os olhos. Só às vezes... xD

O enredo é plano e no início você já consegue prever mais ou menos como se darão os fatos na história, por mais que a coisa se estenda muito, confirmando na leitura as suas expectativas: o casal  que se conhece na juventude, vive um pequeno momento significativo, mas como as partes não estão prontas, vivem uma série de peripécias até estarem e se resolverem. Daí, para dar uma pitada de "emoção",  e de certo porque esta na moda, o autor vai lá e mata uma das personagens, o que me deixou pensando na ideia que o livro queria passar (ainda que tenha previsto que um deles iria morrer, de todos os modos)...  porque, assim, a impressão que ficou foi a de que ela ficou esperando pelo cara a vida inteira,  daí quando conseguiu ficar com ele, não tinha mais nada depois disso e ela podia morrer mesmo... ou que a morte dela foi uma punição para as atitudes dele, o que se desdobraria num espécie de compensação para os leitores naquela ideia de "não espere para ficar com quem você ama". E isso dá uma ilusão de completude, como que pensamos entender toda a alma da Emma e do Dexter, mas que, se trata, de fato, de uma simplificação das coisas.

Esse ponto me leva a outro de que não gostei no livro que é reduzir todos os problemas aos relacionamentos amorosos de ambos, principalmente da Emma que é mulher (e, claro, o único problema de uma mulher se deve aos relacionamentos amorosos que ela tem ou deixa de ter).

Por sua vez, o problema mencionado desemboca na questão dos estereótipos, Emma, a mocinha sonhadora,  inteligente, porém ingênua,  a espera do seu príncipe encantado. Por mais que digam, não,  ela não é assim, que ela segue a vida dela: a  vida dela se resume a um desastre após o outro, uma infelicidade após a outra, até o momento em que ela e Dexter se acertam e que, devo lembrar, acontece quando ela está num período muito bom, havia conhecido uma pessoa legal, ao mesmo tempo em que ele havia esgotado todas as opções na vida. Daí ela o tira da sarjeta e lhe dá um rumo. Clássico e deprimente na minha opinião. É aquela ideia romantizada de que nós mulheres podemos salvar uma alma masculina em agonia e blá blá blá. Quase nosso propósito na vida. Para, gente. Sem contar naquela insistência de mencionar nomes do tipo, titiasolteirona, só porque ela não se casou aos 30. Alguém pode me explicar qual é o fetiche de casar na década dos 20? Ou qual é o fetiche de casar? Por mais que ela diga em um determinado momento que está bem, ela só está verdadeiramente bem quando se acerta com o mocinho. Isso me incomodou e MUITO, foi uma das coisas que mais me incomodou, para falar a verdade, depois da adjetivação e das metáforas clichês.

Dexter, por outro lado, é o cara popular e bonito, boêmio, que mostra como a gente pode esperar por ele, porque, quando mais velho, todo "homem conserta" ou, como todo homem é salvo por uma mulher que o ama. É sempre o mesmo fetiche feminino de ser especial para alguém que trata todas como objeto sexual. Mulherada está precisando rever a autoestima, serião. 

E foi  bem deprimente também ela ficar tentando por dois anos ter um filho com ele, e não conseguir porque já "estava com 39 anos de idade". 


Ah, mas o romance é UM ROMANCE, é lógico que ia falar de relacionamentos...


Então que o autor me fizesse o favor de FAZER O RECORTE, porque o que vi foi uma tentativa de narrar duas décadas da vida das personagens principais e mostrar o que elas estavam fazendo quando não estavam juntas. O setor "relacionamentos" cobriu 80% da vida de ambos e quando não era isso, os dois eram totalmente fracassados, com raros momentos de brilhantismo. Raaaros...

Uma coisa que me pareceu muito engraçada e que acabou sendo uma das partes mais divertidas do livro pra mim foi que o autor fica o tempo todo tentando mostrar que é culto, do tipo, "olha, estou escrevendo um livro bobinho, mas leio muito, sei muito", daí que ele encheu o livro de referências aos mais variados âmbitos.  Primeiro pensei que fosse só por meio dos pensamentos da Emma,  mas, não,  anotei algumas partes que também se referem ao Dexter, mesmo ele sendo uma mula. Outra mensagem que se poderia passar com isso é a de que o autor sabe que o livro não é essas coisas, mas "quem sabe alguém não se anima a procurar as referencias que eu deixei e daí ler coisa boa?" Espero de coração que alguém faça isso. Tanto espero que eu mesma fiz a lista de referências que ele deixa no livro. Marquei a grande maioria xD. Óbvio que as minhas marcações não servem como fonte de pesquisa, é mais pra quem não sabe nada saber que pelo menos existe o que ele cita.

Bertold Brech (dramaturgo), A batalha de Argel (filme), Percy Shelley (poeta), Belmondo (ator), Fellini (diretor de cinema), È isto um homem? (livro), Betty Blue (filme), Desmond Tutu (personalidade), Virgínia Woolf (escritora), Emily Dickinson (poetisa), Freud (psicanalista), Stan Laurel (ator), Howard's End (livro - tem um filminho mara tb), Ivan Pavlov (fisiologista), Lolita (livro), O idiota (livro de Dostoiévski), Muriel Spark (escritora), Cranberries (banda - coloquei pq adogo xD), Jamiroquai ( banda - idem), Edith Wharton (escritora), Raymond Chandler (escritor e roteirista), Scott Fitzgerald (escritor), A liberdade é azul (filme), Middlemarch, (livro de George Eliot), Cathy e Heathcliff (personagens de "O morro dos ventos uivantes", livro de Emily Bronte), Carpe Diem (referência ao filme Sociedade dos poetas mortos), Agatha Christie (escritora), James M. Cain (escritor), Emma T. Wilde (pseudônimo que ela usa para escrever seu primeiro romance. O T, não faço ideia, mas o Wilde pode ser uma referência a Oscar Wilde), Harry e Sally (filme), O Sol é para todos (livro), Ginger Rogers (atriz/dançarina), Fred Astaire (ator/dançarino), Richard Burton (ator), Elizabeth Taylor (atriz), Malory Towers (personagem infantil da escritora Eny Blyton), Another one bites de the dust (canção do Queen), Brown-Eyed Girl (canção de Van Morrisson), Superstition(canção de Stevie Wonder), Leni Riefenstahl (cineasta), Thelonious Monk (músico), Bob Dylan (músico), T. S Eliot (dramaturgo e crítico literário), Jules e Jim (filme de Truffaut), Wordsworth (poeta).

E as epígrafes:
Grandes Esperanças, de Charles Dickens
Tess of the d'Ubervilles, de Thomas Hardy


Ficha técnica:
EDITORA: Intrinseca
ANO DA EDIÇÃO: 2011
AUTOR: Nicholls, David
PÁGINAS: 373
Minha avaliação:




6.11.15

Livros para não comprar/presentear: Construa seu diário

6.11.15


Uma amiga minha me chamou semana passada para visitar uma aluninha que eu tive em 2014 e, para não ir de mãos vazias, decidi comprar-lhe uma lembrancinha. Passando pela banca da universidade, me deparei com esse livro que ilustra o post. Como minha aluna gostava muito de livros, pensei que seria uma boa comprar-lhe algo assim, ainda mais porque acho super legal essas propostas de livros interativos — ou seja, com atividades a se fazer dia-a-dia.

Acabou que o compromisso não deu certo e eu tive tempo de dar uma olhadinha nele por dentro (ainda bem que fiz isso!). Livros interativos não são novidade nenhuma, afinal, duvido muito que alguém não tenha ou não queira ter na estante livros como "Destrua esse diário", "Termine este livro", "O diário mais legal do mundo", etc — sem querer, mas não tanto assim, acabei citando todos os livros da Keri Smith, né? Acho que porque realmente ela tem uma proposta mais sólida quando se trata desse estilo de livro. Não sei no caso de vocês, mas, no meu, ela consegue mudar o modo de eu ver as coisas depois de fazer aqueles exercícios aparentemente sem noção. Sem contar que é tudo muito bem feito e muito bem pensado.  Gosto.

(Só abro um parêntesis, ou outro xD, para dizer que o mesmo não aconteceu comigo nas experiências com os livros "Uma página de cada vez" e com "O livro do bem". Não me identifiquei com a proposta. Passei tudo pra frente. Os da Keri, ao contrário, comprei TODOS xD, em inglês mesmo xD).

Mas dei essa volta enorme para falar do "Construa seu diário", porque, primeiro, me pareceu  ser um livro sem proposta nenhuma, de exercícios aleatórios. Trata-se de um concorrente para os livros da Keri, mas um concorrente muito "copiado" e mal copiado. Exercícios como "Jogue este diário de uma janela", "Atropele-o", "Arranque esta página e a entregue para alguém" estão todos presentes no "Destrua esse diário". Sem contar que o "Construa..." tem muito mais exercício "destrutivo" que "construtivo", o que desqualifica até o título. Não me convenceu.

Outro ponto, que me deixou HORRORIZADA: o livro está recheado de erros ortográficos e gramaticais. Primeiro achei que um ou outro fosse colocado ali de propósito, mas a quantidade é absurda e, às vezes, o texto chega a atrapalhar o entendimento da atividade. Sério, ainda estou esperando alguém me dizer que é pegadinha e que existe alguma página que me passou despercebida e diz para a gente procurar os erros do livro.

Qual é a birra das editoras com os revisores, hein? Pelo amor do panteão greco-romano, uma revisão matava pelo menos 95% desses erros. Não importa, eu mesma corrigi todos. Mas ficou uma coisa tão feia que me tirou totalmente a graça de dá-lo para minha aluna. 

Mostro alguns:


Esse é o erro mais recorrente do livro, tem vírgula separando sujeito de predicado pra todo lado. Como eu ensino meu aluno que não se faz isso?

Só pode ter ficado indeciso porque eram duas páginas, mas o enunciado ocupava só uma.

No livro tem vírgula pra tudo quanto é lado, só não tem quando precisa. A vírgula rabiscada foi trabalho meu mesmo xD.

Esse, pra mim, nossa!, sem palavras!!! O melhor é ler "modo grosseiro" ali embaixo. Grosseiro é esse "voçê" =(

Todo esse texto está ininteligível, as correções que eu fiz não dão conta de torná-lo melhor. 

Quando a gente presenteia alguém com um livro, o mínimo que espera é que esse livro passe alguma coisa para essa pessoa, que sejam palavras escritas corretamente. Mas esse deu um show de como não fazer as coisas, viu...


Ficha técnica:
AUTOR: Marcelo Augusto
EDITORA Discovery Publicações
I.S.B.N. 9788584170289
NÚMERO DE PÁGINAS 80
IDIOMA Português
ANO DA EDIÇÃO 2014
Avaliação: para, né? Recuso-me a dar qualquer nota. 


27.5.15

Demolidor [2015]

27.5.15


Sinopse: Matthew Michael Murdock (Charlie Cox) é um jovem atleta e excelente aluno. Ainda na adolescência, um acidente envolvendo um caminhão que carregava lixos tóxicos o deixou cego e fez com que ele desenvolvesse vários sentidos. Quando Matt decide vestir o uniforme e adotar o nome "Demolidor" (Daredevil), leva uma vida dupla: é advogado durante o dia, e, à noite, protege as ruas de Hell's Kitchen, seu bairro em Nova York. Fonte: adorocinema.com.br

Apenas acabei a minha maratona de Demolidor na Netflix e tive que vir correndo contar as minhas impressões sobre a série.

Antes de tudo, devo dizer que sou totalmente leiga em relação aos quadrinhos, ou seja, tudo o que eu conheço é baseado naquele filme do Ben Affleck, então já peço desculpas adiantadas se eu falar qualquer bobeira. Mas, claro, isso não impede que você me mostre onde errei, realmente aprendo muito com essas interlocuções.

Acabei resistindo muito em ver a série, porque essa premissa de um super herói cego que luta melhor que qualquer pessoa que enxerga não me emocionou nem um pouco (aquela coisa de ele enxergar na chuva, então, me doeu os ossos). E, ainda pensando no filme, a história em si não pareceu nada chamativa, daí que resolvi assistir só porque praticamente todas as séries que acompanho entraram em hiatus e fiquei sem nada para ver.


Ainda bem que isso aconteceu.


O que chama a atenção, logo de início, é o fato de que a equipe de criação cuidou muito bem da verossimilhança. O tempo todo, e em momentos muito oportunos, surge uma explicação aqui e ali que faz com que o cenário todo tenha sentido, mesmo que essas explicações sejam entrecortadas e não sejam definitivas. Isso me causou a impressão de que a história foi muito bem arquitetada, muito bem pesquisada e seriamente escrita/produzida. Como se os caras fossem fãs de verdade e estivessem inclinados a fazer uma coisa comercial e de qualidade ao mesmo tempo. Isso é possível, na minha opinião.




Daí acho que eles acabaram cuidando tanto, construindo tanto, querendo passar a ideia completa de um contexto, que a história demorou a engatar. Particularmente, só comecei a achar o enredo envolvente a partir do capítulo 9, ainda que as coisas já comecem a andar por volta do capítulo 5. Antes disso, temos caracterização de personagem e construção de cenário. Não sei se é negativo ou positivo, até porque se começarmos a ver do ponto em que a "história anda", não vamos entender muita coisa. Porém, creio que umas pistas e umas preparações para o expectador seriam muito bem-vindas pra dar aquele "ar" de expectativa que a série não passa até o capítulo 9. E falo muito dele porque é quando o grande vilão aparece pra valer, ou seja, na minha opinião, é um capítulo divisor de águas na série.

Exatamente aqui, no vilão, me parece que foi onde os criadores/produtores da série apostaram as fichas. Tem muito tempo que não vejo um tão bem caracterizado, tão bem criado, e tão bem interpretado. Temos que aplaudir muito o Vicent D'onofrio, chamado de "camaleão" não à toa. A identificação com ele é precisa, e há momento em que nos pegamos em uma "gray area" sem saber se torcer pelo herói ou por ele, sem contar as discussões sobre o homem ser produto do seu meio, da sua criação, e como suas atitudes são moldadas ao longo da vida. Enfim, coisas de que eu gosto. Pra mim, a construção do Fisk é uma verdadeira aula; a interpretação idem. D'onofrio coloca detalhes na sua interpretação, uns tiques aqui e ali que fazem uma diferença absurda.




A série tem um tom sombrio e a censura +18 já marca que virão cenas de muita violência. Na minha opinião, violência gratuita demais. Mas há quem gosta. Eu acabei fechando os olhos em várias cenas, e as que me pegaram de surpresa me deixaram impressionadíssima. Sou meio sem estômago pra violência, de todos os modos.

Gostei demais do elenco, e foi o que acabou me motivando a continuar a ver os primeiros 5 capítulos da série. Especialmente da escolha da Deborah Ann Woll que é super nerd e merecia demais participar de uma série de super heróis xD. E já estou shippando hard ela com o Matt, porque sim xD




Já vi que há uma 2a temporada garantida para 2016, então recomendo muitíssimo a série para quem curte essas temáticas de super-heróis. Ainda mais porque o Matt é um herói em conflito e está o tempo todo dialogando entre o que ele faz e o que ele poderia fazer para salvar a cidade, sendo que esse "poderia fazer" não é nada, nada cristão... As reflexões dele se tornam as nossas, e vamos construindo nosso pensamento junto com ele, o que me soa muito "entretenido" como diz meus amigos colombianos, além de humanizá-lo e colocar a gente como participante da história de algum modo. 


Título original: Marvel's Daredevil
Criada por: Drew Goddard (2015)
Elenco: Charlie Cox, Deborah Ann Woll, Elden Henson...
País: EUA
Gênero: Drama, Fantasia, Ação
Status: Em produção
Duração: 42 minutos
Fonte: adorocinema.com.br
 Avaliação
4.4.15

[24 Filmes] La Belle et la bête [2014]

4.4.15



Para falar a verdade, é até estranho começar um post depois de tanto tempo sem escrever no blog. Enfim, poderia listar uma série de acontecimentos que serviriam como desculpas muito pertinentes, porém a verdade é que estava sem disposição mesmo xD. Nem posso reclamar de falta de leitura ou de leitores, porque a verdade é que este blog foi o meu mais bem recebido de todos, e tenho estado bastante satisfeita. Acho que estava mesmo era desanimada com a perspectiva de não cumprir os desafios que me propus a fazer este ano (e com o fato de não ter respondido os coments lindos que recebi), ainda mais com a minha volta à academia que sempre me obriga a ler quilos de teoria e pouca literatura (paradoxos de se fazer algo voltado para a literatura). Mas *pausa dramática* resolvi estruturar toda minha vida acadêmica e estou de volta com o ímpeto de colocar tudo em dia. Vou começar com os desafios de filmes (que são os mais fáceis hehe), então esse blog, por um tempo, será predominantemente sobre filmes xD. Espero que não fique chato para ninguém. 

Devo 5 resenhas para o desafio "24 fimes para 2015". Vou começar com a releitura francesa de "A bela e a fera", do diretor Christophe Gans. Para não falarem que eu só falo de filme da década de 80, trago este de 2014 como requisito para preencher o campo "contos de fadas" do desafio em questão.





Sinopse: No ano de 1810 um naufrágio leva à falência um comerciante (André Dussollier), pai de três filhos e três filhas. A família se muda para o campo e Bela (Léa Seydoux), a filha mais jovem, parece ser a única entusiasmada com a vida rural. Certo dia, o pai de Bela arranca uma rosa do jardim de um palácio encantado e acaba condenado à morte pelo dono do castelo, um monstro (Vincent Cassel). Para salvar a vida do pai, Bela vai viver com o estranho ser. Lá ela encontra uma vida cheia de luxo, magia e tristeza, e aos poucos descobre mais sobre o passado da Fera, que se sente cada vez mais atraída pela jovem moça. Fonte: adorocinema.com

Antes de tudo, acho interessante fazer um pequeno parêntesis para falar do diretor, porque saber um pouco da sua trajetória pode trazer um pouco de sentido à essência do filme: Christophe Gans sempre esteve profundamente ligado aos gêneros de terror e fantasia. Só lembrar que ele dirigiu o filme Pacto dos Lobos, em 2002 e também Terror em Silent Hill, em 2006. Além disso, ele foi fundador da revista Starfix que sempre comentou sobre vários grandes nomes do terror e da fantasia, como os diretores David Cronenberg, Dario Argento, Russel Mulcahy, David Lynch, John Carpenter etc. 

Certo. Com isso pensei: é, já faz sentido que o filme tenha uma marca supostamente mais dark e tenha cenários super bem trabalhados. Não sei por que, mas sempre que penso nessa visão meio hollywoodiana de fantasia, me vem a ideia um worldbuilding super bem esquematizado, estilo Senhor dos anéis e talz. Posso estar falando uma bobagem imensa, mas é o que me vem mesmo à mente.

Entretanto, o que aconteceu com A Bela e a Fera foi que esse worldbuilding ficou tão lindo, tão majestoso que parece ter feito a produção do filme gastar as energias só com isso e esquecer da história... detalhe, um enredo, imagina...




Então, no fim das contas, ficou um filme pretensioso que não saiu da mesmice a la Disney e não acrescentou nada. Houve tentativas de se acrescentar algo, mas o resultado foi tão acessório que não fez diferença alguma. 

Cito algumas: Na história em questão, o pai de Bela tem três filhas e três filhos. As duas irmãs dela me lembraram as meias-irmãs da Cinderella, mas elas não tiveram participação na trama. Apareceram no início só para serem chatas, e mais nada. Dos três irmãos, dois são totalmente descartáveis, e um, o que é responsável pelo conflito na história, me remeteu ao corcunda de NotreDame com a cigana, porém serviu mais como ferramenta para o desenvolvimento do enredo, numa situação passiva, do que teve um papel de profundidade que justificasse sua razão de ser enquanto personagem mesmo. Não sei se me fiz entender, mas é isso, ou seja, para mim, personagens têm de ser responsáveis por ações, não ações têm de fazer ou requisitar personagens... Ou pelo menos tem que parecer assim xD.

Outra tentativa foi a história da Fera. Pareceu-me demasiadamente rasa, mais rasa ainda do que a história da Disney. A Bela vai descobrindo aos poucos essa história no decorrer da trama, como um quebra-cabeças montado no decorrer do filme, mas a história me pareceu jogada no enredo, sem ter qualquer ligação com os acontecimentos. Entendo que é uma forma de ir aos poucos humanizando a Fera de quem a moça é refém, mas a maneira como isso foi conduzido ficou muito sem graça, para mim. Acho que se ela acabasse ajudando a Fera a encontrar a antiga esposa teria sido muito mais bonito xD.




E uma outra tentativa ainda é o fato de eles criarem uma história para a família da Bela. Mas, assim, não sei de onde eles tiraram tanta coisa. E foi tanta coisa que não serviu para nada que não fosse empacar a história e fazer tudo demorar a acontecer. Meia hora de filme que, se tirar, não faz praticamente nenhuma diferença para a trama. Ou meia hora que poderia ser resumida em 5 minutos, contando a história do irmão mau caráter (que por sinal é o Eduardo Noriega, protagonista do filme Abre los ojos, o primeiro resenhado para esse desafio. Mesmo estragado, ele continua uma lindeza).



Vale ressaltar também que (me pareceu que) eles tentaram fazer várias alusões a outros contos de fadas, como "Cinderella", "Chapeuzinho Vermelho", "Branca de Neve". Eu ainda vi "Alice no país das maravilhas" e o "Corcunda de Notre Dame" que não são contos de fadas, mas são parte do imaginário popular no mesmo nível aí xD. Só que também não serviu pra nada e não acrescentou nada. Alusões gratuitas, na minha opinião.

*****

O romance da Bela com a Fera não é nada, nada, nada explorado. Então parece que no final eles ficam juntos porque têm de ficar, e não porque se apaixonaram. Enquanto a Bela parece ser conquistada mais pelo luxo do palácio e pelos vestidos do que por ir conhecendo a Fera (que tampouco tem muito o que apresentar), esta parece apenas ligada à beleza da moça, e se isso não é desvirtuar completamente a "história original" que eu já não acho lá essas maravilhas (ainda não vi a versão do Cocteau, mas verei \o/), não sei o que é xD. O grande charme da história da Disney era a Fera se fazer reconhecer como ser humano e revelar uma beleza interna, o que só podia ser visto por uma pessoa de grande sensibilidade, que, no caso, era a Bela. Nesse filme não tem nada disso.

A caracterização da Fera também não me convenceu. Achei-o mais Fera versão humana que versão Fera. Penso: "Já que o diretor era tão ligado a filme de terror, o que custava fazer uma fera que realmente aterrorizasse? A condução do enredo já dá a entender que não é mesmo filme pra criança, então por que "amarelar" justo na parte mais interessante e mais pertinente? 


Bela e a Fera na cena da dança -- a Fera bem arrumadinha

Fera versão humana -- Cassel mais fera em todos os sentidos haha


Mas nem tudo é ponto negativo no filme. Como tinha dito antes, o wordlbuilding é muito bem cuidado, de modo que os cenários e a fotografia do filme são excepcionais. Na verdade, eu recomendando, digo que se tem que ver o filme com essa ideia de pensar no visual, porque até vale a pena se você não se preocupar muito com desenvolvimento de enredo XD. É, de fato, um colírio para os olhos, sendo clichê hehe. Na verdade, eu só queria ficar colando imagem do filme aqui, porque é uma mais bonita do que a outra, assim como as cenas.

Agora, olhem essas imagens aqui do casal protagonista e pensem se não rolava uma versão Bela e a Fera nesse naipe aqui, meio nu e cru e sem efeito especial haha (aquelas, 'bora escrever uma fanfic): 





Ficha técnica:
Título original: La belle et la Bête
Lançamento: 25 de setembro de 2014 (1h54min)
Dirigido por: Christophe Gans
Elenco: Vincent Cassel, Léa Seydoux, André Dussollier...
Gênero: Fantasia, Romance
Nacionalidade: França, Alemanha
Avaliação: 

P.S; Aproveito para deixar o link do blog da Ana Carolina, o "Mesa de café da manhã", em que ela faz uma resenha linda do filme e consegue ver coisas que eu não veria nem depois de ver o filme 400 vezes. Acessem lá para terem uma opinião diferente da minha, adoro:

22.2.15

Saga The Dark Tales

22.2.15


Não sou uma gamer assídua, por assim dizer, daquelas que sabe de todas as novidades e está por dentro das últimas tendências, mas existe um tipo de game no qual sou totalmente viciada e jogo um atrás do outro: os que se enquadram na categoria "objetos ocultos". Aqui geralmente há um mistério, do qual participamos como detetive, e nosso papel é descobrir várias pistas que servirão para avançarmos na história, até o seu final.

Uma das coisas que mais me encantam nessa categoria de games com certeza é o fato de que muitas
histórias buscam na literatura sua fonte de inspiração. Como essa saga de que vou falar a respeito, baseada nas histórias de Edgar Allan Poe.

Não sei se muitas pessoas sabem disso, mas é Poe, na verdade, o precursor do "gênero detetivesco" na literatura moderna. Auguste Dupin, a personagem detetive de Poe, existe antes de Sherlock Holmes e usa do raciocínio lógico e dedutivo para desvendar os crimes. Dupin aparece nos contos Assassinatos na Rua Morgue, A Carta Roubada e O Mistério de Marie Roget. O detetive é excêntrico, escreve poemas e fuma um cachimbo (isso vai lembrar alguém, verdade?). As três histórias mencionadas também são narradas por um assistente de Dupin cuja identidade nunca foi revelada (e isso, de certo modo, também lembrará alguém xD).

Na saga de jogos da Bigfish Games, intitulada The Dark Tales of Edgar Allan Poe, o assistente de Dupin é a gente mesmo. E é a gente que vai acompanhá-lo por vários lugares a fim de desvendar vários mistérios (alguns, inclusive, de cunho sobrenatural, meio assustadores hahaha). A Saga até o momento envolve 7 jogos, a saber:


1. O gato preto



Resumo (feito pela bigfish games): Monsieur Mark Davies reportou que sua esposa, Sara, está desaparecida há duas semanas! Só depende de você salvá-la! Siga o gato preto, ele o ajudará a encontrar a vítima e descobrir pistas para resolver este caso em Dark Tales: O Gato Preto, de Edgar Allan Poe. 

2. Os assassinatos da Rua Morgue



Resumo (feito pela bigfish games): Um sequestro e um assassinato cruel ocorreram na Rua Morgue [...]. Siga as pistas para encontrar o assassino e a família sequestrada. Torne-se um aprendiz de um famoso detetive, Auguste Dupin, e resolva enigmas complexos para encontrar as pistas ocultas que levarão você diretamente até esse[...] assassino.

3. O enterro prematuro



Resumo (feito pela bigfish games): Julien está desesperado para descobrir o motivo da morte repentina de Victorine, por isso contratou o famoso detetive Dupin e você para ajudá-lo na investigação. Procure por evidências e objetos escondidos para descobrir o verdadeiro motivo pelo qual Victorine foi enterrada às pressas.

4. O escaravelho de ouro



Resumo (feito pela bigfish games): Um conto clássico de Edgar Allan Poe ganha nova vida neste quarto jogo da série [...] Dark Tales [...]. Você e seu companheiro, detetive Dupin, foram convocados para ajudar William LeGrand a descobrir a localização exata de um tesouro perdido há centenas de anos. Mas LeGrand não é o único determinado a encontrar o tesouro do pirata... Um vilão mascarado tenta fugir com o código, e uma mulher misteriosa com um véu parece estar ligada ao caso. Siga as pistas - com a ajuda das habilidades farejadoras superiores de seu mascote Newfoundland - para rastrear o tesouro e frustrar os planos do criminoso!

5. A máscara da morte rubra



Resumo (feito pela bigfish games): A justiça está em suas mãos em Dark Tales: A Máscara da Morte Rubra de Edgar Allan Poe. Um assassino mascarado está à solta em uma cidadezinha francesa e o prefeito precisa da sua ajuda para detê-lo. Porém, durante a sua investigação, você se dá conta de que a população vê o mascarado como um herói que luta pelos fracos e oprimidos. Quem é o verdadeiro vilão? O prefeito ou o homem mascarado? Você decide...


6. A queda da casa de Usher



Resumo (traduzido a partir do espanhol, neste blog): Você e seu companheiro, o detetive Dupin, aceitaram um caso estranho na antiga casa dos Usher - devem encontrar a irmã gêmea de Roderick, que desapareceu sem deixar rastro. Ao se aprofundar no mistério, a conexão entre a doença dos gêmeos e a antiga fazenda parecerá mais entrelaçada. Por que gente do povoado está desaparecendo? Que segredo está guardado na biblioteca proibida? Você e Dupin poderão encontrar as respostas antes que haja mais vítimas inocentes?

7. O mistério de Marie Roget




Resumo (traduzido a partir do espanhol, neste blog): Os casos sobrenaturais nunca são fáceis de resolver... E em Dark Tales: O mistério de Marie Roget você e Dupin enfrentarão o caso mais difícil da vida de vocês, em que o suspeito sequer pode ser visto [...]. Desta vez, você ajudará o detetive Dupin a resolver o caso de Marie Roget. Seu marido Jacque contratou-os para averiguar o que está acontecendo com Marie. Ela sempre está deprimida, seu comportamento mudou. E algo estranho está sucedendo na casa - os vidros trincam, a escada range como se alguém invisível estivesse subindo. Com Dupin como seu guia, com a ajuda de um espelho mágico e seu próprio engenho, descubra a verdade nesta aventura... 

(Eu ainda não joguei o nº 7, vou fazê-lo o mais brevemente possível).


É de suma importância pensar que cada jogo é uma releitura do conto em questão, e a fidelidade com as histórias nas quais se baseia nem sempre é mantida, apesar de haver um grande intento nesse aspecto. Por isso aconselho sempre a leitura prévia dos contos. E não digo isso como uma tarefa obrigatória, até porque ler Poe nunca é uma obrigação. Seus contos são breves, fáceis de ler e nos prende de uma maneira que é impossível largar a leitura no meio. Ele mesmo afirmava que um conto era para se ler de uma vez; se a leitura fosse interrompida, a emoção se perdia. 

Os jogos não precisam ser jogados na ordem, mas é divertido fazê-lo, porque a gente percebe a evolução dos gráficos e as melhorias feitas de história para história.

Outra utilidade para os jogos em questão, é para nós, professores de língua e literatura. Usei tanto O gato preto como A queda da casa de Usher para dar aulas e os meninos ficaram loucos! Vale muito a pena até mesmo para tratar questões como intertextualidade e releitura. 

Esses jogos são, em sua natureza, pagos, mas é possível encontrá-los em infinitos sites na web grátis. Baixo todos os meus jogos preferidos aqui.

Super recomendo mesmo! 

Agora esperarei um jogo baseado em Ligeia, que é um dos meus contos preferidos do Poe <3

Um agradecimento especial ao blog Magnolia Juegos, o único em que havia a lista da Saga na ordem correta (dentre os blogs que pesquisei).

31.1.15

[24 filmes para 2015] Abra os olhos/preso na escuridão - 1997

31.1.15

Sinopse: César (Eduardo Noriega) é um belo homem órfão e dono de uma grande fortuna, herdada de seus pais. Mulherengo convicto, ele vive em uma luxuosa casa e troca constantemente de namoradas. Seu melhor amigo é Pelayo (Martínez), que tem inveja de César por não ter o mesmo sucesso que ele tem com as mulheres. Porém, em uma das festas organizadas por César, Pelayo lhe apresenta uma bela jovem, chamada Sofia (Penélope Cruz). Após conversarem um pouco, César passa a sentir algo que nunca sentira antes: estava apaixonado. Apesar da desconfiança de que Sofia seja namorada de Pelayo, César tenta conquistá-la, o que acaba conseguindo. Entretanto, Nuria (Najwa Nimri), a última namorada de César, é extremamente ciumenta e não aceita de forma alguma que ele tenha outra mulher além dela. Ao saber do envolvimento de César com Sofia, Nuria comete suicídio batendo com seu carro em uma árvore. Ela morre no acidente e César, que estava com ela naquele instante, tem seu rosto completamente desfigurado. Após os médicos lhe dizerem que não há como reconstituir seu rosto, devolvendo-lhe a antiga beleza, César entra numa profunda depressão. Mas logo depois a situação sofre uma grande reviravolta: os médicos lhe dizem que uma nova técnica revolucionária é capaz de reconstituir seu rosto e Sofia reaparece para dizer que lhe ama. Mas nem tudo é felicidade, pois estranhas e assustadoras visões têm acometido César, fazendo-lhe perceber que o pesadelo estava apenas começando. Fonte: adorocinema.com


Nos 45' do segundo tempo estou eu para cumprir o desafio de filmes do grupo do coração *blogs que interagem*. Estou tentando postar essa resenha desde o dia 28.01 porém a internet não esteve colaborando comigo... Anyway, vamos ao filme que interessa mais que as minhas justificativas:

Como dito na sinopse, a história corre em volta de César que, em resumo, é um playboy. Ele sempre teve tudo na mão, principalmente mulheres (inclusive, em vários momentos no início do filme, César diz que não dorme duas vezes com a mesma). O início do filme é todo voltado pra essa megalomania dele, tendo seu amigo Pelayo babando ovo em cima, evidenciando sempre as suas qualidades; e também a personagem Nuria que, obcecada, o persegue por todos os lados.

Na sua festa de aniversário, Pelayo leva Sophia, uma moça por quem ele estava apaixonado, porém não demora muito para que César fique também fique interessado nela e "fure os olhos" do amigo, paquerando a menina. O que César não esperava, no entanto, é que Sophia não se daria de bandeja para ele, daí seu interesse por ela foi nas alturas. Mas é o dia seguinte à festa que muda completamente a vida de César, pois, desafiado por Nuria, eles vão dar uma volta de carro, e a moça, louca de ciúmes, decide se matar e levá-lo junto. Ele não morre, mas fica com o rosto completamente desfigurado e, para um playboy narcisista, isso é bem pior que a morte.

A partir daí, a personalidade dele muda de forma radical. Ele fica obcecado pela Sophia que passa a ter medo dele (e quem não teria medo de um cara que você conheceu por uma noite te jurando amor eterno e te cobrando uma responsabilidade que você não tem?). Diante da impossibilidade de ter seu rosto "consertado", passa a usar uma máscara. 

Depois de ir a uma boate, beber e ficar louco com a possibilidade de Pelayo preferir acompanhar Sophia à casa a ficar com ele, César corre desvairado pela rua até cair na porta da casa dela. E no outro dia, tudo muda. É aí que as coisas começam a ficar estranhas, porque tudo começa a dar certo demais na vida de César, como se ele vivesse um sonho cor de rosa: Sophia o encontra dizendo que o ama, leva-o para sua casa e eles passam a morar juntos; em pouco tempo, César recebe a notícia da junta de médicos de que eles são capazes de lhe devolver a antiga feição. Seu amigo Pelayo reconhece a derrota e supera tudo. 

Porém, nem essas coisas lindas duram para sempre, porque, um dia, ele está com Sophia e, do nada, ela se transforma na Nuria. Isso o deixa louco. Mesmo que ela diga ser a Sophia, o rosto de Nuria não o engana. Daí começa todo o enredo louco do filme, ele tentando descobrir o que aconteceu com ele, porque tem alguma coisa muito errada...

Acabei revelando muito do filme. Mas não as partes mais importantes... 
Se alguém viu Vanilla Sky, vai notar uma imensa semelhança. E, sim, este filme foi a inspiração para ele. Inclusive a própria Penélope Cruz está fazendo o mesmíssimo papel. 

Na minha opinião, o filme propõe uma discussão interessante, porém se alonga demais. Acho que se ficássemos na "dúvida" com apenas alusões ao distúrbio de personalidade dele, junto com o grande fato revelador da história (que não vou contar pra não estragar), seria muito mais proveitoso, propiciaria uma inquietação muito maior na gente. Isso sem contar o autor ter trazido como personagens vários estereótipos, mesmo que seja para quebrar alguns.

Mas não deixa de ser um filme interessante, principalmente na maneira como o enredo é conduzido, com várias idas e vindas, cortes bruscos e algumas cenas absurdas. 

Recomendo pra quem curte uma história cheia de ação e suspense, porém não recomendo para pessoas que gostam de desenvolvimento de personagens ou que esperam grandes transformações. 


Ficha técnica
Lançamento: desconhecida (1h59min)
Dirigido por: Alejandro Amenábar
Cast: Penélope Cruz, Eduardo Noriega, Chete Lera
Gênero: Ficção científica, Suspense
Nacionalidade: Espanha , França , Itália
Avaliação: 
25.1.15

[52 filmes| 52 semanas] Bagdad Cafe - 1987

25.1.15


Sinopse:
Depois de brigar com seu marido e abandoná-lo na estrada, a turista alemã Jasmin (Marianne Sägebrecht) caminha pelo deserto do Arizona até chegar ao posto-motel Bagdad Café. Recebida com aspereza por Brenda (CCH Pounder), a dona do local que acabou de colocar o marido para fora de casa, Jasmin aos poucos se acostuma com os clientes e hóspedes do motel.  

Lançamento desconhecida (1h31min) 
Dirigido por
Com Marianne Sägebrecht, CCH Pounder, Jack Palance mais
Gênero Comédia dramática
Nacionalidade Alemanha Ocidental , EUA
 Fonte: adorocinema.com.br


Já vi que estou atrasada com os desafios de filmes, mas essa semana me ajeito.

Enfim, o desafio de 52 filmes| 52 semanas propôs, como primeiro tema, o "feminismo". Isso não significa necessariamente que tem de ser um filme sobre a luta feminista, mas uma história referente à situação da mulher de alguma maneira.  Isso me tranquilizou bastante, pra ser sincera... Não me considero feminista e não me identifico, digamos assim, com muitas situações vividas pela maioria das mulheres, embora saiba que só posso ter essa liberdade justamente pela luta de muitas delas. Respeito demais, claro. De todo os modos, sempre fui o que eu quis ser, e tenho pagado meu preço por isso. Pra mim todo mundo é ser humano, independentemente de gênero, cor, orientação, classe social, religião etc. É assim que procuro ver todo mundo, e é assim que luto para que me vejam.

Bom, mas vamos ao filme que é mais interessante do que minhas conjecturas xD.

Bagdad Café, como está descrito na sinopse, conta a história de Frau Jasmin e de como ela, após ser largada pelo marido no meio da estrada, em uma viagem turística cujo destino era Las Vegas, acaba caindo de paraquedas num motel/posto de gasolina/café de beira estrada nos Estados Unidos. Seu caminho, aí, se cruza com o de Brenda, a dona do motel/posto de gasolina/café que está em condições muito parecidas com a de Frau Jasmin. O marido de Brenda poucos minutos antes de a senhora alemã aparecer, tinha sido expulso de casa, pois Brenda não aguentava mais o descaso dele em relação à sua própria família e negócio. A chegada de Frau Jasmin vai trazer mágica àquele lugar abandonado e modificar profundamente as duas mulheres.

Frau Jasmin chegando e cara "amigável" -qn de Brenda

Muitas coisas me impactaram nesse filme. Primeiro o ritmo da narrativa, muito diferente do ritmo das histórias atuais, muito mais devagar e menos cheio de reviravoltas a cada 5 segundos. Não sei vocês, mas aprecio bastante esse ritmo mais lento... Outra coisa é a própria teatralidade do início. Há uma loonnga cena de briga entre Jasmin e o marido, dentro do carro, durante a viagem, mas a atmosfera criada faz com que não pareçam seres humanos, mas caricaturas de si mesmos. Isso me impactou porque fiquei pensando que às vezes a gente se apega tanto a um papel social que nos sobra para nós apenas uma sombra de humanidade. 




Já as cenas iniciais com Brenda, em movimento contrário, são muito intensas e não há quem não identifique, por mais que tenha se mantido longe da realidade. Mas sempre nos remete a alguém da família ou da nossa própria roda de conhecidos que tem nas costas o trabalho de casa, os filhos, o negócio próprio ou a jornada de trabalho fora, e os maridos são sempre uns encostados que não se lembram nem do mais fácil. E isso, claro, torna Brenda uma pessoa amarga, furiosa e mal-humorada. Como ela diz ao seu marido logo no início: "Você parece meu filho! E eu não preciso de mais um filho, porque já tenho dois". Em um acesso de raiva, expulsando o esposo de casa, as coisas parecem que nunca vão melhorar...

Outra coisa que me impactou demasiadamente, talvez mais do que tudo, foi como Frau Jasmin, mesmo em seu silêncio germânico, conseguiu melhorar a vida de todo mundo à sua volta. Obviamente ela também sofreu ao ser abandonada, mas preferiu não se deixar abater por isso, nem se queixar, nem se julgar o pior ser da história, e procurou fazer do seu entorno um lugar melhor. E olha que o entorno não tinha nada para motivar isso. Nem a vida dela. Ela chegou ao Bagdad Cafe praticamente sem dinheiro, apenas com a sua mala que nem era sua — por engano, o marido jogou pra ela a mala dele. Ela identificou logo que Brenda precisava de ajuda, e tentou fazer isso da melhor forma que pôde, invadindo sem invadir, sendo uma força nas sombras. E mesmo ela, com o coração duro como estava, não conseguiu não ser conquistada pela personalidade amável de Frau Jasmin. 

E aquele lugar, que era a personificação do abandono, logo se tornou uma parada acolhedora e almejada pelos caminhoneiros e pelos que viviam na redondeza. Frau Jasmin procurou levar mágica ao lugar, e tendo assim se proposto, conseguiu. E era do que todos precisavam ali, um pouco de mágica nas suas vidas empoeiradas.

Se ela começa o filme como uma sargentona alemâ, ela termina assim ^

Obviamente, esse movimento de Frau Jasmin é de mão dupla, ou seja, ao mesmo tempo em que ela transformava a vida de todo mundo, as pessoas à sua volta também transformavam a vida dela. E a abertura dela como ser humano e não uma caricatura de esposa é muito legal no decorrer da trama, porque tudo é mostrado pelo modo como ela posava de modelo para um ex-pintor de cenários de Hollywood. 

O filme não tem "efeitos" especiais, então a maneira como eles se viram para passar as mensagens e causar os efeitos na gente são muito interessantes. Valem mais que muitos efeitos hollywoodianos. 

A história é permeada de detalhes que a enriquecem muito e contribuem para causar um efeito impactante na gente. De um momento para adiante chega um forasteiro que acampa no pátio do motel e ele está o tempo todo jogando um bumerangue. Pude fazer várias leituras desse ato, mas creio que a mais pertinente foi realmente a questão de tudo o que a gente passa adiante, volta para nós. É uma metáfora da própria condição de Frau Jasmin que, ao direcionar para as pessoas o melhor de si, recebeu de todas elas o melhor de cada um. Também tem a questão do jogo entre passado e presente e entre presente e futuro, tudo isso faz diferença... Mas esse é apenas um detalhe dentre tantos outros que vou deixar em aberto, para não me delongar demais e para deixar que o olhar de cada um capte. Posso, no entanto citar alguns: a passagem dos caminhões como passagem de tempo, o vestuário de Frau Jasmin, o arco irís, a mala de roupas trocadas, o jogo de mágicas na mala do marido...

Como é um filme de superação, os enredos acabam se resolvendo — o que não deixa de fazer a gente pensar nas pessoas para quem as coisas não se resolvem assim. Mas a mensagem do filme é muito clara em afirmar que as mulheres podem ser independentes de um marido e terem sucesso na vida por si próprias. Elas não devem ter medo de assumir as rédeas do próprio destino e de se livrar dos pesos mortos, quando pesos mortos. Como eu gosto de dizer sempre: às vezes deixar algumas coisas para trás e seguir adiante não é fugir dessas coisas, mas enfrentá-las. Pra mim é essa a mensagem do filme. Ninguém depende de ninguém pra ser feliz e cada um pode trazer um pouco de mágica para sua própria vida.


Gostei muito mesmo do filme, e não consegui parar de chorar depois da primeira hora xD.

Avaliação:



23.1.15

Nodame cantabile

23.1.15


Sinopse: Shinichi Chiaki é um músico de primeira classe cujo sonho é tocar entre as elites da Europa. Vindo de uma família ilustre, ele é um perfeccionista infame, e não só é muito crítico consigo, mas com os outros também. Dois traumas impedem Chiaki de sair para a Europa: seu medo de voar e seu medo de nadar. Como resultado, ele está de castigo no Japão. Durante o seu 4 º ano na melhor universidade de música do Japão, Chiaki conhece Noda Megumi ou Nodame, como ela se refere a si mesma. Na superfície, ela parece ser uma menina despenteada sem rumo na vida. No entanto, quando Chiaki ouve Nodame tocar piano pela primeira vez, ele vê algo nela que não vê em mais ninguém. Para desânimo de Chiaki, Nodame se muda para o apartamento ao lado do seu e ele descobre que ela é loucamente apaixonada por ele. 
Nodame Cantabile conta a história de Chiaki e Nodame, como eles não só aprendem a lidar com o outro, mas aprender lições um do outro como eles se esforçam para o topo do mundo musical. Fonte: superanimes.com (adaptado).

Nº Capítulos: 23
Manga Original de: Tomoko Ninomiya


Ainda estou para fazer uma lista aqui no blog sobre animes, mas enquanto o tempo não colabora comigo, vou falar sobre esse desenho lindo chamado "Nodame Cantabile". Já tem muito tempo que não me interesso por animes, mas esse vi recentemente e me cativou.

A história, como vimos na sinopse, fala de Chiaki, do seu talento como músico e da sua amargura devido à incapacidade de sair do Japão, seja por via aérea ou marítima. Sua vida ia de mal a pior, assim como seu humor, até ele escutar, dentre todas as melodias "iguais" na universidade, o som desleixado e ao mesmo tempo cheio de força de Noda Megumi (Nodame), uma aluna. O moço fica impressionado, mas passa adiante. No entanto, o destino trata de unir os dois novamente, pois, sem saber, ambos são vizinhos de apartamento. Num dia em que Chiaki enche a cara para afogar as mágoas, depois de ser humilhado pela ex namorada, Noda o vê desmaiado na porta de casa e decide levá-lo para seu apartamento, que é a maior bagunça que alguém tem conhecimento a respeito. Depois de acordar de ressaca e sair correndo horrorizado tanto com a aparência escandalosa da menina, assim como com a sujeira da sua casa, o TOC dele acaba falando mais alto, junto ao fato de que Noda simplesmente "gruda" nele, Chiaki acaba "adotando" a menina de início. Nesse processo de conhecê-la, na total leseira da garota, o músico terá sua vida voltada de ponta a cabeça, mas, ao mesmo tempo, aprenderá mais do que podia imaginar até mesmo sobre a música, sobre a qual ele julgava saber tudo.


Ele "adota" a Nodame...
...mas não significa que ele seja bonzinho haha.


Trata-se de uma história leve, divertida, com muita comédia, muito romance e, como não podia faltar em desenhos japoneses, uma dose caprichada de drama. A animação é muito simples mesmo, e acho que isso é muito importante para evidenciar sua "despretensão".

Que beleza de quarto -qn


Além disso, as músicas do desenho são, em sua maioria esmagadora, clássicas, então é uma forma muito divertida de se iniciar nesse meio, conhecendo os compositores, os tons e o que cada canção dessa pode suscitar na gente. 

Outra coisa que me agrada no anime é o próprio cast de personagens (se é posso chamar assim) composto de gente mais velha, e não de adolescentes no high school.

Isso tudo sem contar o próprio enredo. É uma gracinha. A cada episódio, Chiaki se defronta com um aspecto mal resolvido da sua vida, muitos deles colocados diante de si pela própria Nodame, e cada embate resulta num aprendizado que ele leva para sua vida. Por mais que a essência de sua personalidade não mude, a evolução dele como ser humano é incrível.  Mudando a si próprio, logo vem a vontade de mudar o entorno, de tornar as coisas melhores, e na história todo mundo tem a alma quebrada em algum lugar.

Então, digo que VALE MUITO A PENA. Não é necessário ser fã de desenho ou animação japonesa pra ver. Basta ser fã de uma história agradável, divertida e comovente — e, claro, curtir minimamente música clássica, ou pelo menos ter vontade de conhecer, porque senão haverá um pouco de sofrimento aí haha.

O desenho tem uma versão "novela" (J-drama). Quem viu ambos disse que o anime é muito melhor (apesar de o Chiaki do dorama ser uma lindeza). Vou deixar dois vídeos aqui com a mesma cena (anime e dorama, respectivamente) — a cena que eu mais amo — para vocês terem uma noção.




E se alguém vir, please, me conta! Como eu disse, mesmo que for pra dizer que odiou, importante é discutir! *-*






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