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5.7.17

Sombras

5.7.17



o que as portas fechadas abrem nas pessoas?
o que a música grita?
o que a dança esmaece?
o que os ruídos açoitam?

o que os passos apagam?
o que os olhos encerram?
o que os dedos machucam?
o que as veias amarram?

O que, no final das contas,
a noite acolhe, acalenta
abraça e (re)vela
por dentro de cada um?...

1.6.17

Lugar comum

1.6.17



Os rituais de todo dia
a cabeça que assente
as palavras que abraçam
os olhos que sorriem.

E tudo parece muito
E tudo é muito por ser pouco.

O que fazer quando as mãos que desejam
tocar as rosas machucam as pétalas?
O que fazer quando o brilho do olhos se apaga
porque a alma é supernova?

Que janela, que vidro, que cristal
é capaz de revelar
o impossível?



8.4.17

Chovia aqui dentro...

8.4.17
Créditos: Pixabay


Chovia aqui dentro de Maria
Por trás do cristalino, chovia
no abismo

Chovia aqui dentro de Maria
No céu da boca, entre os dentes, chovia
as ausências

Chovia aqui dentro de Maria
nos hematomas, dentro da pele, chovia
cromo (por sobre as esperanças).

Chovia aqui dentro de Maria
dentro do quarto, dentro da casa,
daquele bairro, daquela cidadezinha

E por isso ninguém via.

***

Essa foi uma proposta de blogagem coletiva do grupo Blogs Up que consistia em escrever um texto que começasse com: "Chovia aqui dentro..."






24.1.17

Breve história

24.1.17
Créditos: Pixabay



O quadro de nós
desbotou-se sob o sol
ressecou-se
e
caiu
em relva cobrindo os caminhos
confundindo as sendas
desviando os olhares

O quadro de nós
é apenas um nódulo
no meu pensamento.

30.11.16

Entrelaçados

30.11.16
Dedos entrelaçados blogagem coletiva
Fonte: Pixabay



Quero outras madrugadas
com seu alento desenhando meu corpo
contornando as linhas espalhadas
pelos quatro cantos do nada.

O mosaico de fotos rasgadas
pela primeira vez se pinta em quadro
estampando o portarretrato
que finalmente sorri satisfeito:

Cada fragmento é uma possibilidade.

***


OBS: Esta postagem mata 2 coelhos com uma cajadada só xD. Por um lado ilustra o desafio "Palavra/Imagem" do Grupo Interative-se, cuja palavra que me foi dada foi "amor", e ilustra o tema do mês do grupo NSE| Não somos escritores cujo tema foi "Com os dedos entrelaçados, eles estavam prontos para conquistar o mundo."


10.7.16

Somos todos...

10.7.16
Créditos: Pixabay



Um pássaro morto na rua!

Veio um transeunte 
e passou.
Veio outro transeunte 
e maldisse o obstáculo.
Veio o terceiro transeunte 
(que olhou!) 
e comentou e passou.

E eu que observava
(remoendo sensibilidades),
era eles três.




9.4.16

[WEDA - Dia 5] Dona da Tinta (e melhores da semana)

9.4.16
Imagem por: Pixabay

Ao som de:








Diluiu nas lágrimas as cores do arco íris e com elas maquiou o rosto. Pintou os lábios machucados de escarlate e envolveu o corpo em um vestido rodado. Nada nos pés, nada nos ombros, só a brisa do que viesse.




O que teve de lindo no WEDA da semana:



E a lista da Tais Pezzi, do Momentos de Lucidez mas nem tanto




6.4.16

[WEDA - Dia 4] Feliz aniversário

6.4.16


Ao som de:





Perdeu-se o amor em revelações cotidianas, nas linhas que pouco a pouco delinearam o improvável e mostraram as manchas por trás dos ornamentos. Tanto implorara, tanto fizera, e, para sua surpresa, essas mesmas manchas tingiam de alívio suas inquietações.

Perdeu-se talvez para ganhar-se: aprendera ser este o grande propósito.



4.4.16

[WEDA - Dia 3] Carolina

4.4.16


[Vou um dia atrasada e não acho que vou conseguir ficar em dia tão cedo D:]

Inspirado na canção "Carolina (Chico Buarque)







O criado-mudo nina o adeus em papel perfumado que exala o tempo se tivesse sido... Não quer contar à Carolina que seu amor se foi com aqueles momentos esvaídos detrás das cortinas ou nas frestas das portas, dali para o nunca...






3.4.16

[WEDA - Dia 2] Give me Novacaine

3.4.16
Foto: Pixabay


Inspirado em: Give me Novacaine (Green Day)



[Finjam que estou postando "ontem"]




O feixe de luz que invade a penumbra dilata as pupilas e explode em mil dores matinais. O dia lhe chama, mas a brisa cortante é mais do que sua pele pode aguentar. As vozes que rangem na sala, distantes, gigantes, desdobram-se em enredos confusos, estúpidos e contrai-lhe os músculos em um nó labiríntico, corredores em tentáculos até o inalcançável.

No fundo, no fundo, do lado de dentro da cabeça:


"Drain the pressure from the swelling
The sensation's overwhelming
Give me a long kiss goodnight and everything will be alright

Tell me that I won't feel a thing
So give me novacaine"




31.3.16

[Confraria dos blogueiros escritores] Felicidade

31.3.16
Foto: Pixabay


Dez anos de sua vida: três sacos de papel picado.
Um pacto com o futuro: o novo marco zero.









Leia também, sobre o mesmo tema:




2.2.16

Vitrine viva

2.2.16


Observava-a por detrás do vidro opaco: ela subia, descia, meneava o quadril e tirava uma peça de roupa. Não olhava para mim, e sabia que tampouco eu a via. Nossos olhos, virados para dentro, entorpecidos, sobravam em nós que transbordávamos em explosões que avançavam e destruíam e destruíam. 

Para aplacar os ruídos, ela se torcia sob a luz, lânguida como a música, e eu, braguilha aberta, movimentava minhas mãos mais rápido e mais rápido e mais rápido até o desespero, até acompanhá-la em contorções e ejacular no vidro.

Mas, naquele dia, o derradeiro, seus olhos se viraram para mim, atônitos e invejosos, diante do líquido cromado, pintando de nova cor a vitrine que nos separava: a última coisa que vi antes de fechar os meus para sempre. 

"Três anos assistindo-a [...]. E talvez uma parte de mim [até]  tenha se apaixonado por ela, pois queria que ela soubesse quem eu era. Até que ela soube."


Este post foi parte do projeto "+QP | mais que palavras"

Confira outros posts com o mesmo tema:




P.S: A imagem foi originalmente retirada do blog  https://polebliss.wordpress.com e editada por mim
13.9.15

Ríe, chinito

13.9.15
Fonte: http://g1.globo.com/


Dorme, menino.
Em sonho: a vida que golpeia, te embala,
a tempestade que ruge, te abraça,
as ondas que te impelem, saúdam sua chegada.

Dorme, menino.
Contorna o desespero com um sorriso,
pinta na dor um rosto tranquilo,
matiza de esperança a água que cai.

Dorme, menino.
Está sempre cada vez mais difícil estar acordado...
é velar tanto mais sonos como o seu
desde janelas minúsculas fechadas a cadeado. 


* O "Topic of the month" é um projeto do grupo "Blogs que interagem" e promove posts  mensais sincronizados sobre um determinado tema. O deste setembro, mês da compreensão mundial,  foi "tolerância". 

3.8.15

Biografia

3.8.15




30.5.15

Ampulla

30.5.15


Deitou a ampulheta de lado

e fez dela um jardim de infinitos.





O tema desse post (tempo para si) faz parte da blogagem coletiva do grupo +QP, ou Mais Que Palavras, onde mensalmente é liberado um assunto com o fim de estimular a escrita e a criatividade de blogueiros.


Mais do tema:

30.4.15

Medo

30.4.15



Os sonhos mais escondidos
sorrindo as asas e as penas
dançando na parede espessa
das sombras que alma enjeita...

Os sonhos mais escondidos
coloridos tanto quanto o impossível
chacoalhando omissões e fracassos
empurrando a paisagem ao abismo...


O tema desse post (medo) faz parte da blogagem coletiva do grupo +QP, ou Mais Que Palavras, onde mensalmente é liberado um assunto com o fim de estimular a escrita e a criatividade de blogueiros 

Mais do tema (só coisa boa, porque eu leio e seleciono os melhores, porque sim <3)

5.3.15

Delicadezas

5.3.15



Delicadezas

 As palavras sutis
carregadas por braços de aço
cruzando limites
ferindo o ego...

As sílabas claras
que transbordam sussurros
aquém do abismo
anterior a todas as perguntas...

Mas eu nunca saberia
porque os braços trabalham cegamente,
as mãos agitam a água que tocam,
os dedos lastimam o cálice sagrado.

Eu nunca saberia
parar os pés que marcham
como se um dia após o outro
fosse uma grande vitória.



Esse é mais um texto parte da blogagem coletiva do grupo Mais que palavras. Confira aqui outros textos que versam sobre a mesma temática:


28.2.15

Internet

28.2.15



Ciência ficção



Será apenas um jogo. 


O letreiro em bytes mordiam nossos olhos em luzes. Novos começos, novos mundos, a tela em branco.

Será apenas um jogo. 


Casas de dados que se erguem pessoas prontas que nascem deixando-se aos montes do túmulo do presente porque o hoje é o amanhã e chegamos ao borde do pós-abismo. 


É apenas um jogo. 


As animas sugadas por cabos de energias ligados a um computador maior que nós agora em comunhão com o deus ex Deus que sorri eletricidades ostentando seus dentes regulares de equações quânticas. 


É apenas um jogo. 


O verbo que se fez carne se desintegrou em código e se fez imagem da carne tornando as distâncias maiores ainda. 


Seria apenas um jogo. 


Se a guerra real pelos territórios imaginados não tivesse vindo se o poder não fosse reclamado à moeda se a loteria da babilônia não nos tivesse asfixiado em suas combinações impensáveis e por isso abomináveis. 


Era apenas um jogo. 


Mas em algum momento impossível nos perdemos na simulação do real e no real da simulação nos perdemos no outro e naquilo que nunca seremos. Sorrimos de volta ao deus de neon e por isso mesmo fomos engolidos por ele e as perguntas fundamentais nunca mudam nunca.






Esse um post de blogagem coletiva proposto pelo grupo Mais que palavras. O tema do mês de fevereiro foi internet. Não fugi do clichê como eu queria, afinal, entrei na vibe do lado negativo da coisa, mas: o textinho até que ficou bonitinho, neah? xD

E, por falar em textos muito bons sobre o tema, confira as postagens das coisas fofas aqui abaixo. Estão muito bons e muito diferentes um do outro:


14.2.15

Parada

14.2.15



, e então ela passou — um pedaço do incontável — ou fui eu que passei?... Sussurrando suave ao meus ouvidos, em sintonia com o que eu quis quando sabia querer. Não é isso o verdadeiro amor? Tinha nos olhos as compreensões mais harmônicas dosadas com a tristeza sensual em sorriso de Gioconda, dançando atrás de cortinas e cortinas. E tive três minutos da mais clara felicidade esquecida no canto do ônibus, com a alma voltada para fora, projetada em janelas para o impossível real de uma ideia não pensada. E então ela saiu das minhas vistas, parada no momento que não consegui guardar .E. No vazio deixado pela sua presença as coisas foram caindo outra vez no lugar, pouco a pouco, passo a passo, cinzentas e mudas, estridentemente confortáveis como desde sempre.
11.1.15

Para os que ficam

11.1.15


Seguimos pegadas deixadas sobre o concreto. Seguimos, seguimos...
Que pegadas
imaginadas,
doídas...
Com fé que engolimos com força
porque é o único que nos resta.


Seguimos a marca que esfria
que desenha os párpados cansados.


Marca da esperança que açoita

seguimos as marcas que marcam que marcas?



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