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28.3.16

Desafio 24 filmes: Diário de Bordo de Uma Viagem à Infância (Mundo da Lua - O Documentário)

28.3.16
Foto: Divulgação


Sou dessas que odeia ler post com a(o) blogueira(o) começando a pedir desculpas pelo atraso. Mas como eu apareço aqui na cara dura depois de um mês? Enfim, não sei o que anda passando ultimamente, tenho várias ideias para posts, sempre penso no blog, sempre quero escrever, mas daí sento na frente do pc, faço um milhão de coisas, e aí a vontade passa...

Falando de coisas mais importantes:

Um dos desafios dos quais estou participando e que está beeeem desatualizado da minha parte é o 24 filmes para 2016, proposto pelo Blogs Que Interagem. Como já devo ter dito anteriormente, trata-se de vermos dois filmes por mês com temas pré-estabelecidos. Acho que esse ainda deve ser o segundo, mas não é a falta de ver filmes que tem me empacado, muito pelo contrário, é o desânimo mesmo. Tenho várias resenhas acumuladas.

Um dos temas do desafio é DOCUMENTÁRIO. Confesso que comecei a ver vários para escolher um sobre o qual considerasse valer a pena falar, no entanto não avancei muito. Ate tinha começado um lindo sobre a vida do Sinatra na Netflix; tinha começado a rever uma coleção sobre a História do Rock'n'roll que eu amo... Mas, um dia desses, de bobeira no facebook, vi um link falando sobre um documentário de apenas 25 minutinhos sobre a série Mundo da Lua. Aí meus olhos se encheram de água, porque fui tomada daquela nostalgia infantil e não teve jeito: era sobre ele que eu falaria e PRONTO!

20.1.16

[SELECT] Personagens de séries que me representam

20.1.16


Tinha prometido a mim mesma que postaria regularmente três vezes por semana, assim como tinha prometido que só postaria blogagem coletiva uma vez por semana, e parece que já comecei a falhar. Mas sou brasileira e não desisto nunca, então voltarei a tentar xD.

Preciso postar a resenha do desafio 24 filmes. Amanhã verei algo digno sobre o qual escrever um review.

Enquanto isso, antes que vença o mês e eu perca esse tema lindo proposto pelo BLOGS QUE INTERAGEM SELECT, quero muito falar sobre "personagens de séries que me representam", porque sou dessas que vê séries pelas personagens e nem tanto assim pela história. Basta um me conquistar que eu engulo o enredo que for xD. Devo ressaltar que de início interpretei "representam" como "com que identifico". Depois, no final, fiquei pensando que a representação podia ter uma conotação diferente, como algo que é símbolo do que acredito ou de como acredito que deveriam ser as coisas. Daí acabei escolhendo mais uma personagem para identificar esse aspecto também. Colocarei-a como "menção honrosa".

Vamos à lista, tentei ser diversificada, escolhendo homens e mulheres:

12.1.16

Séries que vou retomar em 2016

12.1.16


É bem verdade que neste ano de 2016 quero me dedicar muito menos às séries e mais aos livros e filmes, porque em 2015 fui abduzida por elas e me sobrou muito pouco tempo para me dedicar às outras coisas de que gosto.

Então a ideia não é ficar procurando série nova e, se pintar a vontade de ver alguma, retomar as antigas encalhadas da "geladeira". 

São elas:


House of Cards




Parei de ver House of Cards porque me senti dentro dessa série com as coisas que eu vivi em 2015 (sente o drama) e foi muito minblowing. Porém, já a retomei. Acho que, no final das contas, House of Cards ensina para a vida, sério. Todas as personagens são tão complexas, tão individualistas e tão ruins que abre nossos olhos pra muita coisa. Sem contar que as pessoas são movidas como peças num jogo de xadrez e uma ação mínima que parece não mudar nada, de repente coloca o cenário todo às avessas. Por isso preciso retomar essa série, exercitar o pensamento estratégico, começar a entender melhor "o jogo" e aprender a dominar as situações em lugar de só reagir a elas hehehehe. 


****


Hannibal




Hannibal só não é a série mais bem feita que eu já vi na vida porque Black Mirror tomou o lugar dela. Então ela é a 2a série mais bem feita. Tive de parar de ver porque geralmente assisto séries à noite e, gente, sério, sonhei com Hannibal todas as vezes. Não, não foi legal, porque a atmosfera da história é sufocante e terrível. Isso faz dela excelente, porém, gosto de dormir e descansar xD.

Mas quero retomar, porque, como disse, é uma das melhores séries já feitas, o cuidado com o enredo, com a composição das personagens, com a fotografia, cenário, símbolos, que isso, coisa de outro mundo. 


***

How I met your mother




Todo ser humano que conheço fala maravilhas de How I met your mother. Daí que comecei a ver. Apesar de ter achado o Barney excelente e achado o Ted um chato, até gostei da 1a temporada. Parei de ver porque não estava mesmo com humor para comédia. Mas pretendo continuar nesse 2016, só não sei quando (ainda não estou com muito humor para comédia xD). 



***

Residue




Essa é uma minissérie. Curti muito a proposta, muito mesmo. Acho que parei de ver porque fui solapada por outras vááááárias séries, acabou que ficou esquecida. Pretendo retomar assim que der. 


******


Por incrível que pareça, não foi um post quilométrico. Todas comemora'

E, vocês, gente, estão querendo retomar quais séries?
8.1.16

[Clube do livro] Leitura de janeiro: Um dia, de David Nicholls

8.1.16


Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.
Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas — vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.
Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.
Um dia é um fenômeno editorial no Reino Unido, sucesso absoluto de crítica e público, e teve o roteiro adaptado para o cinema pelo próprio autor, David Nicholls. O filme, dirigido pela cineasta dinamarquesa Lone Scherfig, que também dirigiu Educação, traz a atriz Anne Hathaway no papel de Emma Morley.

Decidi que vou ser ajuizada com os desafios que me propus esse ano e comecei pelo Clube do Livro, do grupo Blogs que interagem em que temos de ler doze livros de temáticas e títulos previamente votados por todos os participantes. O primeiro é Livro que virou filme: Um dia, de David Nichols. É um romance que gira em torno das vidas de Emma Morley e Dexter Myhew, do que eles viveram em duas décadas, conforme está escrito na sinopse.

Antes de comentar sobre a história, gostaria de dizer que este artigo se destina a pessoas que JÁ LERAM o livro ou que simplesmente não se importam com spoiler, porque, sim, haverá vários, e eu não saberia fazer uma resenha de outro jeito. Afinal, como vou argumentar em favor do meu ponto de vista sem provar com trechos da obra? Outra coisa: tudo o que está escrito é minha opinião, minha leitura, pode estar tudo errado, e você pode não concordar com nada, tudo bem, acontece. Você está certo na sua opinião também. Se quiser, pode até comentar aqui e me ajudar a ver a história com outros olhos, tenho certeza de que posso aprender com isso.

Acho, ainda, que não vou falar nada de novo em relação a esses livros, então existe o sério risco de eu ser clichê nas minhas observações, para dizer o mínimo.


*****

Devo adiantar que a experiência de leitura foi bem menos pior do que eu imaginava. Não sei se é porque eu não esperava nada do livro ou se porque esperava um segundo crepúsculo xD. Li "Um dia" até o fim e deve significar alguma coisa. Mas o livro não se torna menos problemático por isso, e vou tentar enumerar os problemas que vi. Na verdade, terminei de lê-lo muito, muito irritada (meio que a mesma sensação que tive ao ver um seriadinho da Hallmark chamado Signed, Sealed, Delivered sobre o qual quero falar mais adiante)


*****


De um modo geral, o livro é de fácil leitura, acessível,  até demais para o meu gosto. Parece-se com um filme escrito, e acho que é essa linguagem cinematográfica que me irrita mais que tudo, porque, além de apelar unicamente para o visual, fica aquele ritmo rápido de passagens de cenas e... sei lá,  falta para mim substância literária. Imagino que essa seja mesmo a proposta do autor e que resida aí o valor comercial do livro. De todos os modos, acho que as adjetivações podiam ser menos, porque deixa a leitura muito chata e sinto como se o autor estivesse me chamando de retardada, incapaz de imaginar as coisas e fazer meus juízos de valor por mim mesma. Pelo menos descobri de onde a meninada tira algumas expressões chatas e horrorosas do tipo, "língua quente e úmida", "grande e extravagante salão de festas" e coisas do tipo. Fica um aviso de coração, gente, sempre que possível, evite adjetivos, especialmente os óbvios. Mesmo assim, a escrita é, até onde ela mesmo permite, cuidadinha e o livro não possui grandes cacofonias, nem uma grande recorrência dessas metáforas que faz a gente revirar os olhos. Só às vezes... xD

O enredo é plano e no início você já consegue prever mais ou menos como se darão os fatos na história, por mais que a coisa se estenda muito, confirmando na leitura as suas expectativas: o casal  que se conhece na juventude, vive um pequeno momento significativo, mas como as partes não estão prontas, vivem uma série de peripécias até estarem e se resolverem. Daí, para dar uma pitada de "emoção",  e de certo porque esta na moda, o autor vai lá e mata uma das personagens, o que me deixou pensando na ideia que o livro queria passar (ainda que tenha previsto que um deles iria morrer, de todos os modos)...  porque, assim, a impressão que ficou foi a de que ela ficou esperando pelo cara a vida inteira,  daí quando conseguiu ficar com ele, não tinha mais nada depois disso e ela podia morrer mesmo... ou que a morte dela foi uma punição para as atitudes dele, o que se desdobraria num espécie de compensação para os leitores naquela ideia de "não espere para ficar com quem você ama". E isso dá uma ilusão de completude, como que pensamos entender toda a alma da Emma e do Dexter, mas que, se trata, de fato, de uma simplificação das coisas.

Esse ponto me leva a outro de que não gostei no livro que é reduzir todos os problemas aos relacionamentos amorosos de ambos, principalmente da Emma que é mulher (e, claro, o único problema de uma mulher se deve aos relacionamentos amorosos que ela tem ou deixa de ter).

Por sua vez, o problema mencionado desemboca na questão dos estereótipos, Emma, a mocinha sonhadora,  inteligente, porém ingênua,  a espera do seu príncipe encantado. Por mais que digam, não,  ela não é assim, que ela segue a vida dela: a  vida dela se resume a um desastre após o outro, uma infelicidade após a outra, até o momento em que ela e Dexter se acertam e que, devo lembrar, acontece quando ela está num período muito bom, havia conhecido uma pessoa legal, ao mesmo tempo em que ele havia esgotado todas as opções na vida. Daí ela o tira da sarjeta e lhe dá um rumo. Clássico e deprimente na minha opinião. É aquela ideia romantizada de que nós mulheres podemos salvar uma alma masculina em agonia e blá blá blá. Quase nosso propósito na vida. Para, gente. Sem contar naquela insistência de mencionar nomes do tipo, titiasolteirona, só porque ela não se casou aos 30. Alguém pode me explicar qual é o fetiche de casar na década dos 20? Ou qual é o fetiche de casar? Por mais que ela diga em um determinado momento que está bem, ela só está verdadeiramente bem quando se acerta com o mocinho. Isso me incomodou e MUITO, foi uma das coisas que mais me incomodou, para falar a verdade, depois da adjetivação e das metáforas clichês.

Dexter, por outro lado, é o cara popular e bonito, boêmio, que mostra como a gente pode esperar por ele, porque, quando mais velho, todo "homem conserta" ou, como todo homem é salvo por uma mulher que o ama. É sempre o mesmo fetiche feminino de ser especial para alguém que trata todas como objeto sexual. Mulherada está precisando rever a autoestima, serião. 

E foi  bem deprimente também ela ficar tentando por dois anos ter um filho com ele, e não conseguir porque já "estava com 39 anos de idade". 


Ah, mas o romance é UM ROMANCE, é lógico que ia falar de relacionamentos...


Então que o autor me fizesse o favor de FAZER O RECORTE, porque o que vi foi uma tentativa de narrar duas décadas da vida das personagens principais e mostrar o que elas estavam fazendo quando não estavam juntas. O setor "relacionamentos" cobriu 80% da vida de ambos e quando não era isso, os dois eram totalmente fracassados, com raros momentos de brilhantismo. Raaaros...

Uma coisa que me pareceu muito engraçada e que acabou sendo uma das partes mais divertidas do livro pra mim foi que o autor fica o tempo todo tentando mostrar que é culto, do tipo, "olha, estou escrevendo um livro bobinho, mas leio muito, sei muito", daí que ele encheu o livro de referências aos mais variados âmbitos.  Primeiro pensei que fosse só por meio dos pensamentos da Emma,  mas, não,  anotei algumas partes que também se referem ao Dexter, mesmo ele sendo uma mula. Outra mensagem que se poderia passar com isso é a de que o autor sabe que o livro não é essas coisas, mas "quem sabe alguém não se anima a procurar as referencias que eu deixei e daí ler coisa boa?" Espero de coração que alguém faça isso. Tanto espero que eu mesma fiz a lista de referências que ele deixa no livro. Marquei a grande maioria xD. Óbvio que as minhas marcações não servem como fonte de pesquisa, é mais pra quem não sabe nada saber que pelo menos existe o que ele cita.

Bertold Brech (dramaturgo), A batalha de Argel (filme), Percy Shelley (poeta), Belmondo (ator), Fellini (diretor de cinema), È isto um homem? (livro), Betty Blue (filme), Desmond Tutu (personalidade), Virgínia Woolf (escritora), Emily Dickinson (poetisa), Freud (psicanalista), Stan Laurel (ator), Howard's End (livro - tem um filminho mara tb), Ivan Pavlov (fisiologista), Lolita (livro), O idiota (livro de Dostoiévski), Muriel Spark (escritora), Cranberries (banda - coloquei pq adogo xD), Jamiroquai ( banda - idem), Edith Wharton (escritora), Raymond Chandler (escritor e roteirista), Scott Fitzgerald (escritor), A liberdade é azul (filme), Middlemarch, (livro de George Eliot), Cathy e Heathcliff (personagens de "O morro dos ventos uivantes", livro de Emily Bronte), Carpe Diem (referência ao filme Sociedade dos poetas mortos), Agatha Christie (escritora), James M. Cain (escritor), Emma T. Wilde (pseudônimo que ela usa para escrever seu primeiro romance. O T, não faço ideia, mas o Wilde pode ser uma referência a Oscar Wilde), Harry e Sally (filme), O Sol é para todos (livro), Ginger Rogers (atriz/dançarina), Fred Astaire (ator/dançarino), Richard Burton (ator), Elizabeth Taylor (atriz), Malory Towers (personagem infantil da escritora Eny Blyton), Another one bites de the dust (canção do Queen), Brown-Eyed Girl (canção de Van Morrisson), Superstition(canção de Stevie Wonder), Leni Riefenstahl (cineasta), Thelonious Monk (músico), Bob Dylan (músico), T. S Eliot (dramaturgo e crítico literário), Jules e Jim (filme de Truffaut), Wordsworth (poeta).

E as epígrafes:
Grandes Esperanças, de Charles Dickens
Tess of the d'Ubervilles, de Thomas Hardy


Ficha técnica:
EDITORA: Intrinseca
ANO DA EDIÇÃO: 2011
AUTOR: Nicholls, David
PÁGINAS: 373
Minha avaliação:




19.12.15

Amigo secreto do Blogs que Interagem 2

19.12.15

Gostei tanto desse negócio de escolher cinco posts para o Amigo Secreto do B.Q.I que quero fazê-lo até para as pessoas que eu não tirei, mas que merecem muito!

Daí escolhi falar do blog da Bianca Thais, Bianca e os balões. Blog lindo, com uma proposta muito legal que li inteirinho na busca pelos 5 posts preferidos. Na verdade, li sem querer, porque os assuntos são tão legais e os posts tão enxutinhos que você lê, passa para o seguinte, lê, de novo, lê, de novo, daí: ué, mas já acabou?

A Bianca fala muito sobre o peso e sobre a elevação da autoestima de quem é gordo. Particularmente, não sou gorda, mas já fui, então entendo cada linha que ela discute no blog. E mais, às vezes a gente se esforça, entra no manequim padrão, mas a cabeça não muda e muito menos o nosso sentimento de estar no mundo. Não é algo fácil... 

Enfim, aqui vai a minha lista que não está em ordem de preferência. Se você ficou curioso e quer acessar o post, basta clicar no seu respectivo título:


1. Tag: Doctor Who

Apesar de todo mundo saber que, pra mim, Doctor Who termina na 4a temporada xD, achei muito diva essa tag e me imaginei respondendo todas as perguntas. Para quem é fã da série, essa TAG é um prato cheião.


2. Três personagens gordas para amar

Aqui, a Bianca faz uma lista de personagens gordas de filmes e séries que se destacam em seus respectivos papéis. Só a menção de "Preciosa" me deu um nózão na garganta, sem mais. 


3. A gordofobia da revista Glamour Brasil

Esse post é uma resposta a uma piada de mau-gosto feita pela revista mencionada no título em que uma mulher que antes era gorda diz que emagreceu depois de tomar vergonha na cara, como se a obesidade fosse consequência apenas de preguiça e desleixo, mas a questão é muito mais complexa e todo mundo sabe; ou pelo menos todo mundo que não é idiota, na boa. Não vou ficar chovendo no molhado, o post fala as coisas essenciais por si mesmo. 


4. Ditadura feminazi do ENEM

Aproveitando essa vibe de posts de posicionamento crítico, não poderia deixar de mencionar esse em que ela fala sobre a redação do ENEM e a repercussão que ela causou nas redes sociais. Foi um grande acontecimento desse ano. E o melhor é que a Bianca ainda termina citando Sailor Moon hahah, adorei!



5. Filmes para ver no dia das bruxas

Por último, ficou esse texto bem legal que ela escreveu para uma blogagem coletiva do grupo. Só filme bom, adorei a seleção, vi quase todos e os recomendo! Gostei muito!


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É isso!

Prazerão, Bianca! Espero que seu blog continue firme e forte em 2016, você não pode parar esse trabalho lindo que tem feito. Acho que você mesma tem noção da importância da representatividade. Agora você é uma dessas pessoas <3


18.12.15

Amigo secreto do Blogs que interagem

18.12.15


Sempre estou postando coisas do Blogs que Interagem aqui, né? Mas é que realmente esse é um grupo no qual vale a pena estar.

Enfim, nesse fim de ano fizemos um Amigo Secreto que consistia em compartilharmos cinco posts interessantes do blog da pessoa a quem tiramos.

Acabei dando MUITA sorte, porque a pessoa com quem saí, além de ter um blog super lindo, recheia-o com conteúdos legais e que facilitam nossa vida nos mais variados âmbitos. Além disso, é uma das parceiras aqui do blog, o que me deu mais gosto ainda de tê-la tirado.

E essa pessoa é...

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THAY PASQUARIELLO, do blog Penduricalhos <3 <3 <3 <3 <3 <3 

Não sei definir o nicho do blog da Thay, porque ela fala de muitas coisas mesmo: numa hora dá dicas de decoração, na outra está falando sobre músicas ou filmes. E, olha, conteúdo é o que não falta, porque ela publica diariamente! Não pode dormir, galera, se não vai perder coisas muito legais.

Aqui vai a minha lista. As imagens retirei do próprio blog dela <3.

Thay, parabéns pelo blog e pelo seu trabalho super bem desempenhado. Espero que possamos continuar parceira por muito e muito tempo!


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Esse foi o post de que mais gostei, porque, além de ser super pertinente (no corpo do texto ela comenta que é em homenagem ao dia internacional das pessoas com deficiência), a lista de filmes que a Thay trouxe está um luxo. Só a menção ao "Escafandro e a borboleta" fizeram meus olhos encherem de água xD... Mas não vou falar de todos, para deixar um suspense. Dando meus pitacos básicos, senti falta apenas de "Perfume de mulher" e "Mar adentro" (este, inclusive, trata essas questões de viver com deficiência e morrer de uma forma muito diferente). Porém, isso não compromete em nada a lista dela, nadinha mesmo.





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Nem tem como passar pelo blog da Thay e não morrer de emoção com esse post que ela fez sobre as frases inspiradoras das canções de que ela gosta. Esse post ficou muito perfeito, não somente pelas frases (que valem muito a pena), mas também pelo cuidado com que ela o compôs, selecionando imagens, fontes... Deve ter dado muito trabalho.

Nem preciso falar que copiei o estilo descaradamente, né? xD




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Adorei muito saber como ela se organiza para escrever no blog. Nem preciso dizer que eu sou a desorganização total e post aqui no blog sai quando dá, né? É muito bom ver o processo de quem posta DIARIAMENTE para ver se aprende um pouco da técnica. xD

Vamos que vamos, ainda não cheguei a esse patamar xD.







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O post anterior terminou me levando a esse, porque, como uma pessoa se organiza pra conseguir desempenhar tão bem aquilo que se propõe?  

Ela fez o caderno e eu estou há mais de mês tentando fazer um planner, vamos ver se eu consigo terminá-lo em breve.







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Por último, mas não menos importante, selecionei esse post sobre como baixar vídeos do youtube para o celular.

Primeiro, post de utilidade pública, apenas!
Segundo, sou dessas que escuta um cover aleatório no youtube, depois fico morrendo, querendo escutá-lo ou vê-lo o dia todo. Esse post simplesmente acabou com a minha agonia.




Bom, é isso!

Thay, mais uma vez, parabéns pelo blog, pelos conteúdos diversificados, e desculpa se não consegui abranger todo seu blog (galera, é post demais mesmo, mas vale a pena ver todossss!)
13.12.15

30 frases para não esquecer (3/3)

13.12.15


Já que meus vizinhos não vão me deixar dormir com a festa de arromba que estão fazendo, melhor eu providenciar minha própria festa de arromba do lado de cá com músicas aceitáveis ao meu ouvido.

Daí resolvi escutar várias para fazer a última parte desse post que já está com um mês de atraso (ou seja, HOJE já era dia de postar o topic de dezembro, mas abafem).

A primeira constatação que eu tive quando selecionei minhas canções preferidas foi a de que não escuto nada de profundidade, gente, desculpa xD. Não tem nadinha poético, nem de "grande valor literário". Só escuto musiquinha romântica da década de 40 e 50. Serião.

Outra constatação, só canções em inglês. Nadinha em PT, nadinha em ESP. Estou realmenre precisando ampliar meus horizontes xD.

Daí que tive que fazer uma seleção mais apurada. Das músicas que eu curto saíram as que saíram. Vocês vão notar, de cara, que, das dez, duas são do Simon e Garfunkel, e mais uma do Paul Simon em carreira solo, porque, né, porque sim, melhores letras ever. Ou seja, 30% são dos mesmos cantores xD (e se dependesse de mim, fazia as 10 frases só com músicas  deles hehehe). Mas essa dupla foi muito importante mesmo na minha vida e The sound of silence é minha canção preferida dentre todas, não tem jeito. Em seguida vem o B.J Thomas, um cantor que eu super curto (de quem já tive a oportunidade de assistir um show *o*, melhor coisa da minha vida). Do B.J foram duas (a do Burt Bacharach conta como a do B.J também já que ele a eternizou). A you'll never walk alone coloquei como sendo do Elvis, mas essa canção já teve umas 350 mil regravações, então... Essa música está no final do filme "O padre", um dos meus filmes mais preferidos da história igual *-*. Não tem como "you'll never walk alone" não fazer parte do seu repertório de canções arrepiantes depois que você vê o filme.


Enfim, espero que gostem da seleção. Como sei que há uma probabilidade muito minúscula de vocês terem escutado todas ou quase todas, espero que sirva de algo xD.





















18.11.15

30 frases para não esquecer (2/3)

18.11.15



Se você perdeu a 1a parte, pode vê-la AQUI

♥♥♥♥

Bom, seguindo com a vida, porque não há outra coisa que fazer (mas minha indignação continua u.u), venho com a 2a parte do "Topic of the month". Dessa vez resolvi trazer citações de filmes. Vale observar que fiz uma interpretação meio peculiar da proposta da blogagem, porque, na minha cabeça, "frases para não esquecer" virou "frases que eu não me esqueço" xD. Mas sou daquelas que quando tem a oportunidade de compartilhar algo de que gosto, não penso nem meia vez (daí essas interpretações transversais xD).


♥♥♥♥♥


A primeira citação não era bem a que eu queria trazer, mas vale a menção do meu filme preferido de todos os tempos: "A eternidade e um dia", do diretor Theo Angelopoulos. Já falei dele aqui em algum momento, foi um filme que vi por acaso, numa noite de insônia, beeem na adolescência mesmo (praticamente quando lançou) e foi um impacto muito grande na minha vida. É um filme lindo, daqueles que não acontece nada, mas fica na sua cabeça por décadas!



A segunda, também trago de um filme bem antigo e que todo ser humano na Terra devia ver, porque fala exatamente das relações humanas: "Morangos silvestres", do diretor Ingmar Bergman.




A terceira é uma frase que nunca saiu da minha cabeça, desde que a escutei nesse filme. Apesar de não fazer muito sentido deslocada, é o que guia o filme inteiro. Trata-se de: "O homem do lado", do diretor Gastón Duprat. Nem preciso dizer que é um filmaço, super mega cuidado em cada centímetro e que deixa a gente de cabelo em pé. 




A quarta citação também vem de um filme super importante para a minha vida: "Amadeus", do Milos Forman. Já falei desse filme aqui no post dos personagens com que me identifico porque o Salieri sou eu em todos os sentidos imagináveis. Não é à toa que tiro meu nickname daí. O filme é recheado de falas super importantes dele, mas esta é uma das que eu mais gosto:



A quinta pertence ao filme "Closer", do diretor Mike Nichols, e deu o que falar na sua estreia. De todos os modos, é um dos filmes que possuem os diálogos mais inteligentes de que tenho conhecimento a respeito. 



A sexta é parte de um dos meus filmes top 3, assim, que me motivou a escrever a história que escrevo a vida inteira. Trata-se do filme "Beleza Americana", dessa dupla que eu amo demais da conta, o Sam Mendes e o Alan Ball. Esse filme é bem famoso e acho que dispensa maiores apresentações. A cena e a citação causa sentimentos bem contraditórios (e comparando com essa nossa realidade, então!), por isso vale a pena, no fim das contas.





A sétima é desse filme argentino lindo e delicado: "Medianeras", de Gustavo Taretto, em que se problematiza a questão das realizações humanas na era virtual.



A oitava é uma das mil citações lindas de "V de Vingança". Como não falar desse filme aqui e hoje ainda?




A nona é uma frase que eu amo e cito sempre que posso. Pertence ao filme "Mais estranho que a ficção", do Marc Forster. Emma Thompson arrasando como sempre. A citação está livremente adaptada, porque não me lembro com precisão o que ela falou no filme. Mas é isto aqui:



E, para finalizar, essa citação linda do filme "O substituto", de Tony Kaye. Filmaço, também no meu top 3. Acho que o filme mais verossímil sobre sala de aula que já vi na minha vida, acho que ele retrata muito bem quem são os professores, mais além dessa figura idealizada e estranha que muitos têm na vida e que a cinematografia sempre fez questão de exaltar. Aqui, não.





É isso =).

Na terceira parte falarei de canções <3

14.11.15

30 frases para não esquecer (1/3)

14.11.15


Mais uma vez, meu grupo do core lançou um projetinho de blogagem coletiva: desta vez, sugeriu que falássemos sobre 30 frases para não esquecer. Como sou lesada e não consigo lembrar de 30 frases, pensei em falar de trechos de livros, filmes e música de que eu gosto e procuro sempre reler. 

Vou tentar ser o mais concisa possível, porque 30 fragmentos são MUITA coisa xD.

[1] A primeira, já citei aqui em outras oportunidades, está no meu perfil do facebook e é um trecho do livro "O lobo da estepe", do Hermann Hesse, um livro que simplesmente mudou muito a minha percepção das coisas. Fala de quando o protagonista se encontra com uma moça em um clube e essa moça lhe diz bem umas verdades na sua cara. Meio que as verdades que eu precisava ouvir na época:


— Quero dizer-lhe hoje uma coisa que já sei há muito e que você também sabe, mas que talvez nunca a confessou a si mesmo. Quero dizer-lhe agora o que sei de mim, de você, de nosso destino. Você, Harry, sempre foi um artista e um pensador, um homem cheio de fé e de alegria, sempre ao encalço do grande e do eterno, nunca se contentando com o bonito e o mesquinho. Mas quanto mais foi despertado pela vida e conduzido para dentro de si mesmo, tanto maior se tornou sua necessidade, tanto mais fundo mergulhou no sofrimento, na timidez, no desespero; mergulhou até o pescoço, e tudo o que no passado conheceu, amou e venerou como belo e santo, toda a sua fé de então nos homens e em nosso elevado destino, nada pôde ajudá-lo, tudo perdeu o valor e se fez em pedaços. Sua fé não encontrou mais ar que respirasse. E a morte por asfixia é uma morte muito dura. Não é verdade, Harry? Não é este o seu destino?
Eu assentia, assentia e assentia.
— Você trazia no íntimo uma imagem da vida, uma fé, urna exigência; estava disposto a feitos, a sofrimentos e sacrifícios, e logo aos poucos notou que o mundo não lhe pedia nenhuma ação, nenhum sacrifício nem algo semelhante; que a vida não é nenhum poema épico, com rasgos de heróis e coisas parecidas, mas um salão burguês, no qual se vive inteiramente feliz com a comida e a bebida, o café e o tricô, o jogo de cartas e a música de rádio. E quem aspira a outra coisa e traz em si o heróico e o belo, a veneração pelos grandes poetas ou a veneração pelos santos, não passa de um louco ou de um Quixote.


[2] Esse trecho do poema "Tabacaria", do digníssimo Fernando Pessoa, também resume muito meus estados de ser na vida xD:

Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

[3] Falando em poemas, não posso passar o post sem falar dessa poeta argentina que conheço tão pouco e já considero pacas (Alejandra Pizarnik). As imagens dessa mulher me machucam, porque ela tem a mão pesada de verdade!

Recordo minha infância
quando eu era uma anciã
As flores morriam em minhas mãos
porque a dança selvagem da alegria lhes destruía o coração
Recordo as negras manhãs de sol
quando era criança
quer dizer ontem
quer dizer há séculos
Senhor
A gaiola se tornou pássaro
e devorou minhas esperanças

Senhor
A gaiola se tornou pássaro
Que farei com o medo

[4] Já estou bastante repetitiva com post anteriores, mas como falar de "frases para não esquecer" e deixar de citar aquele trechinho de "Terra dos homens", do Exupéry, que sempre me chega tão forte?

Nada, jamais, na verdade, substituirá o companheiro perdido. Ninguém pode criar velhos companheiros. Nada vale o tesouro de tantas recordações comuns, de tantas horas más vividas juntas, de tantas desavenças, de tantas reconciliações, de tantos impulsos afetivos. Não se reconstroem essas amizades. Seria inútil plantar um carvalho na esperança de ter, em breve, o abrigo de suas folhas.

[5] Trazendo para uma perspectiva menos intimista e mais engajada com o mundo, esta citação do Eduardo Galeano, presente no livro "O mundo de pernas pro ar", resume bem a maneira como funciona a dinâmica das coias hoje em dia:

O mundo ao avesso nos ensina a padecer a realidade ao invés de transformá-la, a esquecer o passado ao invés de escutá-lo e a aceitar o futuro ao invés de imaginá-lo: assim pratica o crime, assim o recomenda. Em sua escola, escola do crime, são obrigatórias as aulas de impotência, amnésia e resignação. Mas está visto que não há desgraça sem graça, nem cara que não tenha sua coroa, nem desalento que não busque seu alento. Nem tampouco há escola que não encontre sua contra-escola.

[6] E sobre a atualidade, o autor mexicano Julián Herbert nos diz bastante sobre nossa relação com a literatura em "Canção de Findar":

Observações como esta me deixam pessimista sobre o futuro da arte de narrar. Não lemos nada e exigimos que esse nada careça de matizes: ou vulgar ou sublime. E, pior: vulgar clichês, sublime sem proparoxítonas. Higienicamente literária. Eficaz até na frigidez. No melhor dos casos, um romance posmo não passa de regionalismo trasvestido de cool jazz e/ou pedantes discursos de Kenneth Goldsmith's style que demoram cem páginas para dizer o que Baudelaire gastava em três vocábulos: spleen et ideal.

[7] Não podemos nos esquecer de Guimarães Rosa nos deslocando da nossa zona de conforto:

"E se as unhas roessem os meninos?"

[8] Nem de Sêneca falando da Brevidade da vida:

Não temos exatamente uma vida curta, mas desperdiçamos uma grande parte dela. A vida, se bem empregada, é suficientemente longa e nos foi dada com muita generosidade para a realização de grandes tarefas. (...) Desse modo, não temos uma vida breve, mas fazemos com que seja assim. Não somos privados, mas pródigos de vida. Como grandes riquezas, quando chegam às mãos de um mau administrador, em um curto espaço de tempo, se dissipam, mas, se modestas e confiadas a um bom guardião, aumentam com o tempo, assim a existência se prolonga por um largo período para o que sabe dela usufruir. 

[9] Outra citação de que sempre me recordo é, na verdade um poema do Pessoa, chamado Agnosticismo superior:

Foi-se do dogmatismo a dura lei
E o criticismo não foi mais feliz.
«Nada sei» o Agnóstico enfim diz...
Eu menos, pois nem sei se nada sei.

[10] E talvez a frase mais clichezona ever, mas que me acompanhou grande parte da minha vida:

Conheça-te a ti mesmo.

Mas só em teoria, porque quanto mais me conheço, menos me conheço.


A segunda parte virá em breve. Falarei de filmes <3 
26.9.15

Livros que me mudaram

26.9.15

Nada mais pertinente a este espaço que os temas da blogagem coletiva do meu grupo do coração: Livros que me mudaram. =)

E, nós, leitores, sim ou claro, temos uma listinha desse tipo de livro (até meio grande às vezes), cuja leitura se apresenta como uma espécie de divisor de águas na nossa vida. Alguns por mostrar que não estamos sozinhos nesse mundo, outros por nos desestabilizar de uma maneira absurda, outros, ainda, por nos ensinar lições valiosas (que têm o seu mérito mesmo sendo clichês horríveis xD).

Pensei que seria legal fazer uma retrospectiva e compartilhar os livros que me marcaram desde a infância. Não priorizei as "altas" ou "baixas" literaturas, com o perdão do uso dos termos, apenas aqueles que considero ter feito uma grande diferença, por alguma razão ou outra.


13.9.15

Ríe, chinito

13.9.15
Fonte: http://g1.globo.com/


Dorme, menino.
Em sonho: a vida que golpeia, te embala,
a tempestade que ruge, te abraça,
as ondas que te impelem, saúdam sua chegada.

Dorme, menino.
Contorna o desespero com um sorriso,
pinta na dor um rosto tranquilo,
matiza de esperança a água que cai.

Dorme, menino.
Está sempre cada vez mais difícil estar acordado...
é velar tanto mais sonos como o seu
desde janelas minúsculas fechadas a cadeado. 


* O "Topic of the month" é um projeto do grupo "Blogs que interagem" e promove posts  mensais sincronizados sobre um determinado tema. O deste setembro, mês da compreensão mundial,  foi "tolerância". 

10.5.15

Personagens com que me identifico

10.5.15



Na arte de um modo geral, aquilo que nos marca costuma estar ligado à comoção que determinada manifestação artística nos provoca, que nos permite apropriar do pensamento alheio, nos fundirmos e nos confundirmos a ele. Logo, de certo modo, nosso juízo de valor está relacionado ao nível de identificação que temos com determinada obra. 

Já tem um tempo que eu queria trazer uma lista com as personagens com as quais me identifico, porque acaba sendo uma oportunidade de falar sobre filmes, séries e livros, tudo aquilo sobre o que gosto de falar. Agora surgiu a oportunidade perfeita, com a blogagem coletiva do meu grupo do core (Blogs que interagem). Tentei ser muito ampla na minha lista e abarcar de livros até novelas. Foi divertido fazer essa compilação, porque até acabou traçando um perfil de quem eu sou. 

Enfim, espero que a lista desperte alguma coisa em alguém e sirva para alguma coisa. Não vou seguir ordens, acho que cada personagem tem seu mérito, independentemente de onde pertence. Vamos lá:

1. Floriano Cambará [Livro: O tempo e o vento - Arquipélago 1, 2 e 3, de Érico Veríssimo]




É bom ressaltar que tudo o que eu sei na vida sobre a Era Vargas se deve à leitura dos Arquipélagos de O tempo e o vento. Mas o que me manteve firme e forte mesmo na leitura foi a personagem Floriano Cambará. Pelo que eu me lembro (já tem mais 10 anos que li), Floriano é um intelectual que passa os três livros digredindo muito, à mercê do mundo e tentando escrever seu romance (que, no final das contas, é o próprio O tempo e o vento, no sentido de ser uma saga da sua família, os Terra Cambará). 

Já não lembro muitas coisas pontuais a respeito dessa personagem, porém tenho nítido o impacto que ler a história do Floriano me causou. Sentia profundamente que Veríssimo escrevia sobre mim sem nem nenhuma cerimônia, como se tivesse predito meu nascimento ou como se eu mesma fosse uma criação dele. Floriano, assim como eu, não conseguia viver sem "filtrar" no pensamento qualquer atitude e terminava vivendo a mesma coisa duas vezes, porque o empírico parece impossível de apreender, só o pensamento torna as experiências possíveis. Sem contar que tudo é material para sua narrativa; ele se agarra a todos os conflitos pormenorizadamente, porque tem certeza de que aquilo é importante para seu livro.


25.4.15

Livros que marcaram a minha infância

25.4.15



Não poderia deixar de fazer esse tema da blogagem coletiva do Blogs que interagem (meu grupo do coração), porque me deu uma nostalgia quando propuseram falarmos sobre os livros da nossa infância... Para mim, foi uma época excelente, porque eu lia MUITO (na faixa de um livro por dia, a tia da biblioteca pirava) e lia de tudo, sem filtro, sem preconceito, sem crítica, sem nada. Fui de Sidney Sheldon a Homero, passando por Hemingway, Dickens, Pedro Bandeira e Paulo Coelho (pelo menos deste não gostei logo de cara xD, amém). 

Daí que, óbvio, foi um CUSTO fazer essa lista, porque queria escolher uns 30 livros, mas achei que seria demasiadamente cansativo... Então resumi, resumi, resumi e cheguei nestes seis. Quero ver se alguém compartilha das minhas leituras e se isso vai fazer pipocar alguma lembrança boa.

Vamos à lista:



1 - O menino do dedo verde: Além de a história ser uma gracinha, "O menino do verde" foi o primeiro livro com 100 páginas que li na vida (a edição que li tinha 100 páginas xD - isso foi marcante). Eu devia ter uns oito, nove anos, mas a verdade é que me lembro até hoje da história de Tistu e de sua habilidade de fazer nascer flores onde quer que colocasse o seu polegar verde. Lembro-me mais ainda, visualmente até, da linha final do livro, que me emocionou bastante.

2 - Marquinhos no "lugar-nenhum": Li e reli esse livro tantas vezes que sabia de cor algumas partes. A gente, na escola, acabou lendo por causa de um projeto, mas a ideia era que comprássemos, cada aluno, um livro da coleção e fôssemos trocando. Mas quem disse que queria trocar o meu? xD Era um livro de aventura, em que Marquinhos entrava numa casa abandonada para pegar sua bola e, ao cruzar uma porta, dava-se com outro mundo, chamado "lugar-nenhum". Para voltar, ele precisava realizar algumas provas. Sempre gostei dessas coisas, então o livro para mim era uma delícia. Arrependi-me de tê-lo vendido, seria legal tê-lo como lembrança.

3 - Pássaro contra a vidraça: Parece que nos anos 90 se falava muito sobre as drogas, sobre seu perigo, sobre o estrago que poderia fazer na vida de uma família. Houve uma quantidade absurda de filmes sobre isso, livros ("Diário de um adolescente", com o DiCaprio, "Kids")... É a sensação que tenho xD. Enfim, foi nessa comoção que me deparei com "Pássaro contra a vidraça", que conta a história de Ígor e de sua tentativa desesperada de ligar para uma desconhecida e relatar sua história para não cometer uma atrocidade contra si mesmo. Apesar de ser um livro infanto-juvenil, a leitura foi muito impactante pra mim, que devia ter uns 11 anos. Sendo Ígor um rapaz de classe média que vivia bem e foi totalmente destruído pelas drogas, aquilo me arrepiou bastante. 

4 - A Odisséia: Em 1994, eu estava na 4a série, e nessa época cavaleiros do zodíaco passou pela primeira vez no Brasil. Foi uma loucura. Eu, por exemplo, vivia e respirava esse desenho, queria saber tudo relacionado a ele, desde astrologia, astronomia, filosofia e mitologia. E é aí que a "Odisséia" entra. No caso, lembro de ver uns cartazes dos meninos da 5a série sobre a obra e de ela falar de Odisseu ser protegido pela deusa Atena. Não deu outra: pedi a minha mãe (que trabalha na biblioteca da Universidade) pegar o livro para mim. O que eu não sabia era que a molecada da 5a série leu uma versão adaptada e minha mãe tinha pegado a versão original, em versos xD. Era um calhamaço de 500 páginas que li INTEIRO e não entendi NADA xD. Mas lembro de muita coisa, de Telêmaco (filho de Odisseu) tentando convencer o povo a viajar e procurar seu pai, de Atena dar uns conselhos a Odisseu... E por alguma razão inexplicável, adorava ler o livro em voz alta, parecia muito bonito. 

5 - João Simões continua: Esse livro, que conta a história da pós-vida de João Simões, um contador que viveu na década de 30, li para umas aulas de literatura (a gente podia escolher o livro que quissesse, me emprestaram esse xD) e posso dizer que afetou bastante a visão que tenho de eternidade até hoje. É um livro bem legal e divertido de ler, mas também suscita algumas questões interessantes sobre a vida após a morte, a verdade, aquilo que permanece...

6 - Os Corumbas: Já não era tão criança quando li esse livro (nem quando li o João Simões), devia ter uns 13 anos, mas, de todos os modos, foi um dos livros mais chocantes que li na vida, até porque não era para nada um livro infanto-juvenil e apresentava uma proposta muito diferente de todos os anteriores que já havia lido. A história fala sobre a familia Corumba que sai de São Paulo e vai para Aracaju, no Sergipe, trabalhar nas fábricas de tecido, com a esperança do progresso e de revolução que as máquinas traziam. Mas eles chegam lá e tudo não passa de promessas vazias. Desse modo, a vida de cada um vai se desgraçando do modo mais realista e sacana possível até não sobrar nada. Apesar de ter ficado muito impressionada na época, não me arrependo nada de tê-lo lido, até porque descobri um milhão de anos mais tarde que a minha orientadora no doutorado escreveu sua dissertação sobre esse livro e ela ficou bem surpresa e maravilhada quando soube que eu o tinha lido, coisa que ela achava impossível ter acontecido fora de Aracaju. =P


Espero que tenham gostado, espero que algum tenha provocado algo em vocês. E se vocês tiverem lido algum, me contem! E deixem o link do blog de vocês para eu visitar, please. Infelizmente não sou de responder o comentário aqui embaixo, mas a minha visita, vocês a tem garantida =D (essa é a minha forma de responder o comentário, na verdade, vou direto na fonte haha).

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