16.1.18

Minha experiência no México

16.1.18


Vim super entusiasmada a falar da série "El ministerio del tiempo", que de fato passará a ser parte do catálogo da Netflix, e o que "o povo" faz? Isso mesmo, CANCELA a série. Nem tenho palavras pra expressar meu descontentamento... E não é falta de prêmio ou de audiência, mas de descaso mesmo da emissora... Enfim, vida que segue, mas que coisa...

(Disseram que "Timeless" é uma versão bem piorada do Ministério, mas eu só consegui ver metade do primeiro episódio, então não sei dizer...).

A questão que não quer calar: SUMI MESMO. Passei os últimos nove meses no México, fui porque ganhei uma bolsa de doutorado sanduíche da CAPES, e não podia desperdiçar essa oportunidade, porque, como diz a senhora do carro do conserto das panelas que passa aqui na rua todo dia: "oportunidades nem sempre aparecem". E sendo uma pessoa que reclama de falta de oportunidades, quando uma aparece, tenho que correr atrás, é o mínimo.

Foi incrível passar esse tempo lá. Não viajei muito porque a CAPES não deixa, o foco do intercâmbio é o estudo; de todo jeito, e o mais importante, é que conheci pessoas tão maravilhosas que nem saberia explicar... E a parte boa é que isso dá um gás pra gente continuar as pesquisas e os estudos que as pessoas não imaginam. Se você tiver a oportunidade de fazer um intercâmbio, faça! Se for pra América Latina, não pense duas vezes. Antes de ir para o México, eu tinha morado por quase 3 anos na Colômbia e foi a melhor coisa da minha vida. Quem saiu daqui foi uma pessoa desanimada com a vida e o curso, e quem voltou foi uma pessoa motivada a subir até o último degrau da história xD.

Nem sei por onde começar a derramar as gentilezas. Fui bem tratada desde a Embaixada. Fui pegar o visto e o pessoal foi super paciente comigo, mesmo quando a "esperteza aqui" esqueceu de levar o dinheiro e se não fosse a minha tia, eu teria que ir andando até um supermercado mais próximo pra sacar.

E, depois, o contato com a minha co-orientadora: pensa num ser humano HUMANO. Eu já a conhecia, o que facilitou nosso contato, mas dispor de mais tempo pra conhecê-la e ser inserida no seu dia-a-dia foi um privilégio. Sou uma pessoa muito melhor depois dessa experiência, nossa, muito melhor... Ter convivido com ela foi ver a cada dia como é se doar por inteiro por algo que a gente ama. E essa doação é possível e é louvável, mesmo nesse mundo onde, não importa a área, não importa o nível intelectual, as pessoas ainda precisam crescer e amadurecer. Mesmo que as pessoas não recebam isso como deveria, mesmo que não reconheçam. O compromisso não é com o reconhecimento, mas com a ação e com a própria pessoa. Com ela eu vi que o crescimento é possível, sim. E vi, conforme aquela frase do Calvino, que existe, sim, "algo no meio do inferno que não é inferno", e que por mais que o exercício de diferenciar isso seja mais difícil a cada dia, quando isso acontece, nossa, muda tudo. 

E os amigos... Não sou uma pessoa de muitos amigos, mas não posso reclamar em nenhum momento da qualidade das pessoas que cruzam meu caminho. Conheci as melhores pessoas, daquelas que fazem almoço na sua casa pra você no sábado e daquelas que faz docinhos e leva na Universidade pra você... Daquelas que não aceita ver você passar o natal sozinha (e eu nem ligo pra isso, passo dormindo e feliz) e te chama pra dormir na casa da família e ainda te aguenta vendo filmes dos anos 90, coisa de ano que a pessoa nem tinha nascido ainda haha. Aaaaa, melhores lembranças. E pessoas que dizem "aqui você tem um irmão e uma casa, quando quiser voltar, só avisa". Morro todo dia com essas coisas.

Trabalhei muito, apresentei muito trabalho, fui a muitos eventos. E também tive tempo de me divertir e criar ótimas lembranças, compartilhando momentos com pessoas incríveis. Não posso reclamar de nada, não tem nada o que reclamar, na verdade. Só coisa boa =).

Eu sei que esse deveria ser um post em que falo dos lugares, hábitos e comidas, mas, enfim, depois eu falo sobre isso, por agora só consigo pensar nas pessoas que conheci e no quanto sou grata. 

E é isso. Espero que o resultado do meu trabalho demonstre tudo o que eu aprendi nessa experiência que mudou muito a respeito do modo de ver da minha própria pesquisa e da minha futura carreira como profissional. 




7.7.17

[SÉRIE] El ministerio del tiempo (e também sobre o jogo "Gardens of time")

7.7.17
Fonte: http://bluper.elespanol.com

Esses dias, eu estava passeando pela página dessa série no facebook e vi os espanhóis irados porque, ao que tudo indica, a Netflix comprou essa série (e esteve restringindo seus direitos de exibição para espanhóis no exterior, daí a fúria deles) e muito em breve ela fará parte do cartaz do canal. Eu espero isso com toda força da minha alma, sério! Assim, bateu a empolgação e só penso em falar dela.

De fato, meu amor por essa série começa antes de ela começar. Senta que é uma história engraçada: 

5.7.17

Sombras

5.7.17



o que as portas fechadas abrem nas pessoas?
o que a música grita?
o que a dança esmaece?
o que os ruídos açoitam?

o que os passos apagam?
o que os olhos encerram?
o que os dedos machucam?
o que as veias amarram?

O que, no final das contas,
a noite acolhe, acalenta
abraça e (re)vela
por dentro de cada um?...

1.6.17

Lugar comum

1.6.17



Os rituais de todo dia
a cabeça que assente
as palavras que abraçam
os olhos que sorriem.

E tudo parece muito
E tudo é muito por ser pouco.

O que fazer quando as mãos que desejam
tocar as rosas machucam as pétalas?
O que fazer quando o brilho do olhos se apaga
porque a alma é supernova?

Que janela, que vidro, que cristal
é capaz de revelar
o impossível?



15.4.17

Balanço BEDA

15.4.17


Neste post, acho que serei breve.

Tem sido um pouco exaustivo pensar em escrever todo dia, porque chega um momento em que você não pode se dedicar aos posts da maneira que gostaria, e a impressão que eu tenho é que ficam algumas coisas muito superficiais. Por outro lado, nunca cheguei tão longe num desafio, então saber que mesmo num período meio conturbado da minha vida eu tenho escrito todos os dias, me anima e me mostra que, se organizar, posso, sim.

Uma coisa que tem me ajudado a passar pelo desafio é o apoio das meninas do Interative-se, esse grupo lindo de blogueiras que interagem e se apoiam. O calendário que elas mandaram foi para o saco muitos anos xD, mesmo assim consulto sempre e, quando não vejo pra onde ir, colo na sugestões delas que não tem erro.

Obrigada, meninas.

Se conseguir passar por esse desafio, posso considerar o NANOWRIMO em novembro desse ano hhahah.

Ou posso escrever minha tese também que PRECISA ser escrita.

Acho que vai ser a tese mesmo.

E vocês, como vão? Participando? Na ativa? Desistiram?




14.4.17

Playlist Rock'n'roll

14.4.17


Acho que esse post merece umas 35 partes, sério, porque não é fácil escolher uma plalylist sobre Rock, uma vez que ele tem tanta subcategoria que fica difícil até acompanhar. Quem sabe eu não me animo de falar detidamente sobre as décadas do rock no mundo.

Como vocês já sabem, gosto de música do tempo do onça, e quando vi a sugestão do Interative-se para esse 14o dia de BEDA, achei que seria uma boa oportunidade de apresentar para vocês algo de que eu gosto: ROCK DOS ANOS 50. Sim, é basicamente isso que eu escuto o tempo todo.

Sempre me soa engraçado quando as pessoas tem essa idolatria pelo rock, porque ele nasceu de uma maneira muito despretensiosa e clamava, grosso modo, por uma coisa: o direito de mexer as cadeiras, ou no nosso bom português: o direito de rebolar. 

Pensando que estávamos em uma época muito repressiva e o politicamente correto estava muito em voga, os jovens da década de 50 queriam mesmo era sair pra balada e sair pegando geral. Assim, o nascimento do rock pra mim se assemelha muito mais ao nosso funk que realmente a uma coisa cheia de aura e sei lá mais o quê.

Inclusive, na época em que surgiu, foi muito controverso, porque mais além de ser música de negro, tinha ligações com o capeta porque deixava as pessoas irracionais dançando.

A época em que ele surgiu, apesar de a década de 50 ser oficialmente considerada como a de nascimento do rico, é bem problemática, porque os norte-americanos acho que prefeririam morrer a dizer que que grupos negros que "inventaram" esse ritmo que posteriormente se tornou tão importante pra eles e pra indústria principalmente, mas no final da década de 30 e início da década de 40, grupos de cantores negros já cantavam e dançavam ritmos que foram ao auge na década de 50 na voz de brancos, como o Elvis, por exemplo.

Por isso não é a toa que Elvis que seja o Rei do Rock, em lugar de cantores como o Chucky Berry ou o próprio Little Richard que já faziam rock muito antes dele e de quem ele mesmo regravou várias canções. Mas, por outro lado, Elvis também foi o ponto de convergência entre negros e brancos, porque antes dele, branco não frequentava lugar de negro e vice-versa, tudo era segregado, não existia espaço comum.

Enfim, mas vou compartilhar a minha humilde playlist com vocês. Duas canções do Elvis, duas do Chuck Berry, duas do Little Richard, uma do Bill Halley and his comets (controversa, porque é considerada o primeiro rock, a gravação de Bill Halley -  que é branco - é de 1955, mas ela já era cantada em 1951 por outros grupos negros), duas do Jerry Lee Lewis, duas do Carl Perkins, e avançando pra década de 60 coloquei duas do Chubby Checker (que inventou, dentro do rock, o twist) e duas dos beatles. 

Mas até chegar no beatles, a coisa muda muito de figura na minha opinião, e por isso que rolava de falar mais sobre esses desdobramentos do rock.

De todos os modos, espero que curtam a playlist. Solta o som e aproveita pra mexer as cadeiras também haha, não importa como, sacode de qualquer jeito aí que você se sentir melhor que isso é rock dos anos 50.






13.4.17

Tag netflix

13.4.17
Créditos: http://poltronanerd.com.br


Aquela pessoa que faz um post falando mal de TAG, de repente acha umas mil legais do nada e quer responder todas. Especialmente no BEDA.

Nem vou desabafar muito sobre esse desafio, porque vou esperar o dia, quando chegarmos à metade. 

Até lá, vamos...

Achei essa TAG no blog http://perguntasparatags.blogspot.com.br. Para mim, é divertidíssimo que existam blogs especialistas em armazenar TAGs, mas, ok, eles me ajudam muito.

Como todo mundo sabe, meu vício por séries transcende o saudável e alcança um nível estranho. Não deixo de fazer as coisas por causa das séries, mas passo muito perto e sambo muito pra colocar tudo nos eixos. Esses dias fui ver no TVShowtime minha média de episódios por semana e deu 26 episódios e fiquei pensando o que faço da minha vida... E uma tese precisa ser escrita.

Tudo bem.

Quando apareceu essa TAG da netflix, pensei que ela foi feita pra mim, de modo que não posso deixar de responder. Pode ser que dela surja dicas legais, quem sabe. Eu até hoje sempre tive indicações muito interessantes de séries em blogs.

Perguntas:

12.4.17

Conselhos que gostaria de ter dado a mim mesma

12.4.17
Adicionar legenda


Quando criança, eu era uma muito iludida a respeito do mundo e dos adultos. Pensava que ser adulto tinha que ver com muita aprendizagem e orientação na vida, e que uma pessoa adulta tinha descoberto segredos que uma criança jamais saberia. 

É bem triste ver o quanto estava equivocada e como me decepcionei na vida por me equivocar.

Tudo isso só mostra o quão longe estava da lógica do mundo. Às vezes fico pensando em como seria minha visão das coisas se as pessoas tivessem me alertado para uns detalhes, tais como:

11.4.17

Imagem e palavra: Eternizar

11.4.17
Créditos: pixabay



as memórias pairando
sobre o diamante quebrado

o céu azul cujas nuvens se movem lentamente
e abraça tudo

o presente perfeito.





10.4.17

Dicas de séries de época [parte 2]

10.4.17
Créditos: http://www.hollywoodreporter.com


Semana passada, dei algumas indicações de séries de época que assisto ou assisti. Você pode conferir o post aqui. Acabei me empolgando e não consegui falar sobre todas, então, eis-me aqui para continuar o post.

Na postagem anterior, disse que não falaria das mais famosas, mas acabei de mudar de ideia, então vamos lá xD. Mais uma vez, vou pela ordem crescente de preferência.

9.4.17

Estereótipos femininos com que sempre me identifiquei

9.4.17


Já vamos para  nono dia de BEDA e, gente, minhas ideias estão começando a pifar... Apesar de estar sendo divertido eu AINDA conseguir postar de acordo com a agenda, não posso dizer que não é cansativo. Enfim, mas dessa vez eu vou conseguir! 

Depois de fazer um post aqui há muito tempo sobre personagens com que me identifico, quis fazer um especial só com mulheres. Mas daí me surgiu a ideia de que seria mais interessante ampliar um pouco isso e trazer alguns estereótipos com que sempre me identifiquei, porque isso orientou muito meu gosto para os filmes, livros, séries e novelas, inclusive. Desse modo, quero trazer várias personagens que "preenchem" esses estereótipos para vocês terem uma noção do que estou falando.

Só fazendo uma ressalva, isso é uma brincadeira. Não estou pretendendo colocar ninguém em caixinhas nem coisa do gênero, só pensando nos padrões das coisas que vejo mesmo, porque influenciaram muito a ser quem eu sou.

Outra ressalva, acho que todo estereótipo é negativo, e com esses aqui não poderia ser diferente. Assim, vou tentar discutir um pouco essas questões, porque de algum modo elas me incomodaram igual.

Enfim, vamos à minha enumeração: 
8.4.17

Chovia aqui dentro...

8.4.17
Créditos: Pixabay


Chovia aqui dentro de Maria
Por trás do cristalino, chovia
no abismo

Chovia aqui dentro de Maria
No céu da boca, entre os dentes, chovia
as ausências

Chovia aqui dentro de Maria
nos hematomas, dentro da pele, chovia
cromo (por sobre as esperanças).

Chovia aqui dentro de Maria
dentro do quarto, dentro da casa,
daquele bairro, daquela cidadezinha

E por isso ninguém via.

***

Essa foi uma proposta de blogagem coletiva do grupo Blogs Up que consistia em escrever um texto que começasse com: "Chovia aqui dentro..."






7.4.17

Novas roupagens para músicas antigas

7.4.17


Conforme estive aqui dando uma repassada nos meus posts, fui vendo como fui uma pessoa malandrinha fazendo vários posts de listas, verdade? Mas, confesso: amo listas, listas everywhere!

O de hoje não vai fugir da regra, não: uma das sugestões de blogagem do Interative-se era falar das músicas preferidas. Acontece que minhas músicas preferidas são da época do onça, sério, e aí pensei que seria muito chato trazê-la para as pessoas modernas e situadas com a própria época que são vocês hahahah. 

A questão é que, depois de muito pensar, achei que seria legal trazer versões mais recentes dessas canções, pensando até no fato de algumas se tornaram muito diferentes das "originais", o que sempre me soa muito divertido.

Pode ser que eu faça também uma segunda parte desse post, porque conforme fui pesquisando umas, fui lembrando de outras, mas isso é o que acontece quando a empolgação fala mais alto.

Obs: o mais irônico de tudo é que as próprias versões já estão antigas, então sem comentários, tá?

Vou fazer a lista de modo cronológico, ou seja, da versão mais antiga pra versão mais recente.

6.4.17

TAG: Hábitos de leitura

6.4.17


De um modo geral, tenho muita birra com esse negócio de TAG, especialmente aquelas de 100 perguntas sobre mim, 300 coisas de que mais gosto e menos gosto de fazer etc, porque acho que a pessoa tem de ter um tanto considerável de leitores fieis pra fazer isso e ser interessante, e eu, nessa inconstância, estou MUITO LONGE disso na vida. Enfim. Daí que quando vi no calendário do BEDA que tinha um espaço pra responder uma TAG, pensei: deixa procurar pra ver se acho uma legal que não vai encher o saco do povo...

Olha, procurei muito, de verdade. Acho que já respondi todas as TAGs legais da blogosfera (coitada!), agora vou ter que passar a criar algumas hahaha.

Mas consegui achar duas TAGS, e uma delas é esta que intitula o post: Hábitos de leitura. Encontrei-a numa postagem sobre Tags para responder no blog www.contatudocacau.com.  

Não vou ficar explicando o negócio que já é autoexplicativo, então vamos às perguntas:


1. Quando você lê? (manhã, tarde, noite, o dia inteiro ou quando tem tempo)
R. Leio sempre que tenho tempo, mas confesso que não gosto muito de ler à noite.


2. Você lê apenas um livro de cada vez?
R. Meu sonho ler só um livro de cada vez, geralmente é uns três ou quatro.

3. Qual seu lugar favorito para ler?
R. Qualquer lugar silencioso, o que é cada vez mais RARO nesse mundo de hoje — sério, gente, a coisa está muito complicada.


4. O que você faz primeiro: lê o livro ou assiste ao filme?
R. Depende do meu ânimo. Mas não tenho essa noia de que preciso ler livro antes de ver filme, não, até porque ambas as coisas são muito diferentes pra mim e cada uma requer seus suportes e tem seus meios.


5. Qual formato de livro você prefere? (áudio-livro, e-book ou livro físico).
R.Sou oldschool, gosto de livro físico mesmo. Já tentei ler e-book e essas coisas, comprei um kindle, e foi muito tenso, não adiantou nada pra minha vida. Sou daquelas que baixa um PDF e vai lá e imprime xD.


6. Você tem algum hábito exclusivo ao ler?
R. Não considero que seja um hábito exclusivo, e muito menos um hábito, já que consideraria mais um vício de leitura xD, mas se eu ler um livro e não ir sublinhando as partes que são interessantes pra mim, circulando palavras e fazendo notas, sinto como se não o tivesse lido.


7. As capas de uma série tem que combinar ou não importa?
R. Combinar com o quê? Se for com a história, acho que é um plus, sim. Agora, se for combinar entre elas, aí isso pra mim não faz a menor diferença.


****

E quais são os hábitos de leitura de vocês? Contem aí nos comentários!



5.4.17

Dica de série: Merlí [2015]

5.4.17
Créditos: http://obviousmag.org


Acho que foi no primeiro post desse ano de 2017 que falei sobre Merlí, citando como uma das grandes surpresas de séries que comecei a ver por acaso. Daí disse que queria falar mais demoradamente sobre ela, e eis que surge a oportunidade.

Merlí (Merliiiiiiiiii, não Merlin, socorro, todo mundo acha que eu falo de Merlin e não tem nada a ver), é uma série catalã, lançada em 2015 pelo canal TV3 e que conta a história do professor de filosofia Merlí Bergeron e de sua turma de alunos, que ele intitulou "Os peripatéticos", palavra grega que significa "itinerantes" ou "ambulantes" e que também denomina a escola filosófica que seguia os ensinamentos de Aristóteles.

A série tem um ar de "Sociedade dos Poetas Mortos", mas tem aquele diferencial de trazer um professor relativamente mais humanizado e menos idealizado. Merlí já um é um senhor, mas a história começa com ele sendo despejado de casa e indo pedir "asilo" pra mãe, uma atriz famosa chamada Calduch -- que também é ótima, melhores cenas são as dos dois.

Pra completar, a ex exposa vai de mudança pra Roma; ele e o filho, que o odeia, passam a conviver, e acaba que ele vai dar aulas na própria escola do filho e ser o professor da sua turma.

Nunca fui fã de série jovem/adolescente, especialmente essas que passam no ambiente escolar, porque é muito difícil fugir de assuntos batidos e de certo didatismo irritante -- e também porque já deixei de me identificar com esses temas há muito tempo --, porém Merlí consegue escapar de muitos clichês e trazer, além de uma série PARA adolescentes, uma série SOBRE adolescentes, e sobre essa nova maneira de esse meninos lidarem com o mundo, com as suas próprias experiências e com as gerações anteriores.

Por mais que o Merlí seja um ótimo professor e goste muito da sua sala e dos seus peripatéticos, ele está muito longe de ser um bom exemplo hahaha. Sua reação com as mulheres é algo extremamente problemática, o que acaba afetando sua família e seus alunos. E isso é mostrado na série com muita maestria, pois a maneira como ele vê e trata as coisas, frente às suas atitudes e as coisas que ele ensina, dá muito pano pra manga pra pensarmos várias coisas. E os criadores da série não deixam barato e colocam à prova sua maneira de pensar o tempo todo. 

Pessoal geralmente gosta de colocar Merlí como uma série LGBT, por causa do Bruno, filho do professor, e seus conflitos com sua homossexualidade, porém, por mais que eu admire a audácia da série em tratar isso de uma maneira super linda, acho que Merlí é mais universal que isso. Inclusive, se tivermos uma visão de colocarmos as coisas na caixinha, vai ser muito difícil aproveitar essa série e as oportunidades de pensar outside the box, que é o que a história nos convida  a fazer o tempo todo.

Cada episódio tem o nome de um filósofo, que é tema da aula do Merlí para os meninos, mas as ideias desse pensador, ou dessa pensadora, perpassa o andamento do episódio inteiro, o que é muito legal e pode até ser um forte instrumento de ensino para os professores de filosofia nas escolas aí.

A série começa com os vários personagens-tipo dentro de uma sala de aula, mas depois acaba relativizando e desdobrando essas questões.

Vale muito a pena ver, de verdade.

A primeira temporada tem na Netflix.

*******

Vocês já conheciam a série?

Comentem aí!








4.4.17

Aberturas de série que nunca salto

4.4.17
Créditos: Pixabay

Sou uma pessoa muito viciada em séries, mais do que deveria, muito mais. Acompanho várias, mas confesso que a abertura da maioria, depois de quatro ou cinco episódios, fica impossível não saltá-las, por mais legais e interessantes que sejam, como é o caso da abertura de "O demolidor", por exemplo, que eu AMO, ou a abertura de Powerless, que eu achei super criativa.

Porém tem umas séries com umas canções de abertura tão legais que eu sempre me empolgo cantando ou me divertindo, e daí a abertura passa e eu não salto.

Vou colocar minha listinha aqui, espero que vocês gostem:

3.4.17

Blogs que valem a pena acompanhar

3.4.17


Não sou uma pessoa de seguir muitos blogs, porque tenho muito problema com seguir qualquer coisa. De todos os modos, sempre tem um conjunto de blogs pelo qual tenho um carinho enorme, e muito boa a ideia desse tema de blogagem coletiva do Blogs UP, porque me deu a oportunidade de falar sobre isso.

Eu sou muito adepta dos blogs estilo diarinho, sou oldschool, daquelas que abre blog pra se identificar com os problemas e com o cotidiano das pessoas. Acho que escrever esse tipo de blog é muito difícil, porque, pra mim, a pessoa tem que ter as manhas de escrever algo que além de ser extremamente pessoal, também alcance um caráter universal, de nos fazer calçar seus sapatos e estar em seu lugar.

Lembro que quando os blogs surgiram, as pessoas falavam com muito desprezo desse estilo, mas é engraçado ver como virou uma espécie de coisa cult, com a profissionalização das blogueiras, né? 

Vamos à minha lista:
2.4.17

Dicas de Séries de Época [parte 1]

2.4.17
Créditos: http://www.mediaweek.com.au/

Acho que, eventualmente, todo ser humano curte uma seriezinha de época pra interagir melhor com a História e o passado. Muito óbvio que eu sou uma dessas pessoas. 

Por mais que minha preferência não seja esse tipo de seriado, quando eu decido ver algo no estilo, prezo muito que a série seja bem construída e fiel à época que quer retratar, seja parodiando-a ou levando-a a sério — apesar de que raramente vejo paródias.

A questão é que quando vi essa sugestão de postagem no Grupo Café com Blog, não resisti e decidi compartilhar minha listinha de séries de época com vocês que é até considerável.

No meu caso, acho que tudo dos anos 70 pra trás, é série de época xD.

Vamos à minha lista, vou por ordem crescente de preferência mesmo. 

1.4.17

Abril é mês de BEDA

1.4.17
Créditos: canva.com


Então, nem vou comentar mais do meu sumiço. Melhor digo que vou fazer o blog voltar em grande estilo participando do BEDA. Aquelas, pra quem nunca conseguiu seguir UM desafio à risca, é muita audácia da minha parte vir com um canhão desses, mas, vamos lá, gente, pensamento positivo!

O BEDA pra quem ainda não sabe, é um projeto de blogagem diária que ocorre tanto no mês de abril como no mês de agosto. Alguns grupos se reunem para combinar postagens, mas isso não é obrigatório, o que vale mesmo é que as pessoas tentem trazer conteúdo diário e de qualidade, porque, afinal, não é só porque a pessoa está postando todo dia que tem que relaxar e fazer as coisas de qualquer jeito, verdade?

Dessa vez vou seguir as orientações do grupo Interative-se. Esse anda sendo meu grupo do coração do momento — ou seja, nem para o meu próprio grupo eu ando dando muita moral, mas, ok. As meninas fizeram um calendário muito legal que não vou seguir à risca, mas vou fazer os posts diários. Acho que vai dar certo.


Aqui está o calendário das meninas


Quem animou sobre o grupo e quer conhecer, acesse aqui

Mensagens de apoio moral também são muito bem-vindas.




24.1.17

Breve história

24.1.17
Créditos: Pixabay



O quadro de nós
desbotou-se sob o sol
ressecou-se
e
caiu
em relva cobrindo os caminhos
confundindo as sendas
desviando os olhares

O quadro de nós
é apenas um nódulo
no meu pensamento.

Nenhuma imagem presente neste blog me pertence. Todas foram encontradas na internet por meio de pesquisa no google.com e não viso qualquer fim comercial com seus respectivos usos. Se usei uma imagem sua e não lhe dei os devidos créditos, por favor me avise que o farei imediatamente, ou a retirarei do blog se você não quiser que eu a use. Visão Periférica - 2016

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