8.1.16

[Clube do livro] Leitura de janeiro: Um dia, de David Nicholls

8.1.16


Sinopse: Dexter Mayhew e Emma Morley se conheceram em 1988. Ambos sabem que no dia seguinte, após a formatura na universidade, deverão trilhar caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro.
Os anos se passam e Dex e Em levam vidas isoladas — vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.
Ao longo dos vinte anos seguintes, flashes do relacionamento deles são narrados, um por ano, todos no mesmo dia: 15 de julho. Dexter e Emma enfrentam disputas e brigas, esperanças e oportunidades perdidas, risos e lágrimas. E, conforme o verdadeiro significado desse dia crucial é desvendado, eles precisam acertar contas com a essência do amor e da própria vida.
Um dia é um fenômeno editorial no Reino Unido, sucesso absoluto de crítica e público, e teve o roteiro adaptado para o cinema pelo próprio autor, David Nicholls. O filme, dirigido pela cineasta dinamarquesa Lone Scherfig, que também dirigiu Educação, traz a atriz Anne Hathaway no papel de Emma Morley.

Decidi que vou ser ajuizada com os desafios que me propus esse ano e comecei pelo Clube do Livro, do grupo Blogs que interagem em que temos de ler doze livros de temáticas e títulos previamente votados por todos os participantes. O primeiro é Livro que virou filme: Um dia, de David Nichols. É um romance que gira em torno das vidas de Emma Morley e Dexter Myhew, do que eles viveram em duas décadas, conforme está escrito na sinopse.

Antes de comentar sobre a história, gostaria de dizer que este artigo se destina a pessoas que JÁ LERAM o livro ou que simplesmente não se importam com spoiler, porque, sim, haverá vários, e eu não saberia fazer uma resenha de outro jeito. Afinal, como vou argumentar em favor do meu ponto de vista sem provar com trechos da obra? Outra coisa: tudo o que está escrito é minha opinião, minha leitura, pode estar tudo errado, e você pode não concordar com nada, tudo bem, acontece. Você está certo na sua opinião também. Se quiser, pode até comentar aqui e me ajudar a ver a história com outros olhos, tenho certeza de que posso aprender com isso.

Acho, ainda, que não vou falar nada de novo em relação a esses livros, então existe o sério risco de eu ser clichê nas minhas observações, para dizer o mínimo.


*****

Devo adiantar que a experiência de leitura foi bem menos pior do que eu imaginava. Não sei se é porque eu não esperava nada do livro ou se porque esperava um segundo crepúsculo xD. Li "Um dia" até o fim e deve significar alguma coisa. Mas o livro não se torna menos problemático por isso, e vou tentar enumerar os problemas que vi. Na verdade, terminei de lê-lo muito, muito irritada (meio que a mesma sensação que tive ao ver um seriadinho da Hallmark chamado Signed, Sealed, Delivered sobre o qual quero falar mais adiante)


*****


De um modo geral, o livro é de fácil leitura, acessível,  até demais para o meu gosto. Parece-se com um filme escrito, e acho que é essa linguagem cinematográfica que me irrita mais que tudo, porque, além de apelar unicamente para o visual, fica aquele ritmo rápido de passagens de cenas e... sei lá,  falta para mim substância literária. Imagino que essa seja mesmo a proposta do autor e que resida aí o valor comercial do livro. De todos os modos, acho que as adjetivações podiam ser menos, porque deixa a leitura muito chata e sinto como se o autor estivesse me chamando de retardada, incapaz de imaginar as coisas e fazer meus juízos de valor por mim mesma. Pelo menos descobri de onde a meninada tira algumas expressões chatas e horrorosas do tipo, "língua quente e úmida", "grande e extravagante salão de festas" e coisas do tipo. Fica um aviso de coração, gente, sempre que possível, evite adjetivos, especialmente os óbvios. Mesmo assim, a escrita é, até onde ela mesmo permite, cuidadinha e o livro não possui grandes cacofonias, nem uma grande recorrência dessas metáforas que faz a gente revirar os olhos. Só às vezes... xD

O enredo é plano e no início você já consegue prever mais ou menos como se darão os fatos na história, por mais que a coisa se estenda muito, confirmando na leitura as suas expectativas: o casal  que se conhece na juventude, vive um pequeno momento significativo, mas como as partes não estão prontas, vivem uma série de peripécias até estarem e se resolverem. Daí, para dar uma pitada de "emoção",  e de certo porque esta na moda, o autor vai lá e mata uma das personagens, o que me deixou pensando na ideia que o livro queria passar (ainda que tenha previsto que um deles iria morrer, de todos os modos)...  porque, assim, a impressão que ficou foi a de que ela ficou esperando pelo cara a vida inteira,  daí quando conseguiu ficar com ele, não tinha mais nada depois disso e ela podia morrer mesmo... ou que a morte dela foi uma punição para as atitudes dele, o que se desdobraria num espécie de compensação para os leitores naquela ideia de "não espere para ficar com quem você ama". E isso dá uma ilusão de completude, como que pensamos entender toda a alma da Emma e do Dexter, mas que, se trata, de fato, de uma simplificação das coisas.

Esse ponto me leva a outro de que não gostei no livro que é reduzir todos os problemas aos relacionamentos amorosos de ambos, principalmente da Emma que é mulher (e, claro, o único problema de uma mulher se deve aos relacionamentos amorosos que ela tem ou deixa de ter).

Por sua vez, o problema mencionado desemboca na questão dos estereótipos, Emma, a mocinha sonhadora,  inteligente, porém ingênua,  a espera do seu príncipe encantado. Por mais que digam, não,  ela não é assim, que ela segue a vida dela: a  vida dela se resume a um desastre após o outro, uma infelicidade após a outra, até o momento em que ela e Dexter se acertam e que, devo lembrar, acontece quando ela está num período muito bom, havia conhecido uma pessoa legal, ao mesmo tempo em que ele havia esgotado todas as opções na vida. Daí ela o tira da sarjeta e lhe dá um rumo. Clássico e deprimente na minha opinião. É aquela ideia romantizada de que nós mulheres podemos salvar uma alma masculina em agonia e blá blá blá. Quase nosso propósito na vida. Para, gente. Sem contar naquela insistência de mencionar nomes do tipo, titiasolteirona, só porque ela não se casou aos 30. Alguém pode me explicar qual é o fetiche de casar na década dos 20? Ou qual é o fetiche de casar? Por mais que ela diga em um determinado momento que está bem, ela só está verdadeiramente bem quando se acerta com o mocinho. Isso me incomodou e MUITO, foi uma das coisas que mais me incomodou, para falar a verdade, depois da adjetivação e das metáforas clichês.

Dexter, por outro lado, é o cara popular e bonito, boêmio, que mostra como a gente pode esperar por ele, porque, quando mais velho, todo "homem conserta" ou, como todo homem é salvo por uma mulher que o ama. É sempre o mesmo fetiche feminino de ser especial para alguém que trata todas como objeto sexual. Mulherada está precisando rever a autoestima, serião. 

E foi  bem deprimente também ela ficar tentando por dois anos ter um filho com ele, e não conseguir porque já "estava com 39 anos de idade". 


Ah, mas o romance é UM ROMANCE, é lógico que ia falar de relacionamentos...


Então que o autor me fizesse o favor de FAZER O RECORTE, porque o que vi foi uma tentativa de narrar duas décadas da vida das personagens principais e mostrar o que elas estavam fazendo quando não estavam juntas. O setor "relacionamentos" cobriu 80% da vida de ambos e quando não era isso, os dois eram totalmente fracassados, com raros momentos de brilhantismo. Raaaros...

Uma coisa que me pareceu muito engraçada e que acabou sendo uma das partes mais divertidas do livro pra mim foi que o autor fica o tempo todo tentando mostrar que é culto, do tipo, "olha, estou escrevendo um livro bobinho, mas leio muito, sei muito", daí que ele encheu o livro de referências aos mais variados âmbitos.  Primeiro pensei que fosse só por meio dos pensamentos da Emma,  mas, não,  anotei algumas partes que também se referem ao Dexter, mesmo ele sendo uma mula. Outra mensagem que se poderia passar com isso é a de que o autor sabe que o livro não é essas coisas, mas "quem sabe alguém não se anima a procurar as referencias que eu deixei e daí ler coisa boa?" Espero de coração que alguém faça isso. Tanto espero que eu mesma fiz a lista de referências que ele deixa no livro. Marquei a grande maioria xD. Óbvio que as minhas marcações não servem como fonte de pesquisa, é mais pra quem não sabe nada saber que pelo menos existe o que ele cita.

Bertold Brech (dramaturgo), A batalha de Argel (filme), Percy Shelley (poeta), Belmondo (ator), Fellini (diretor de cinema), È isto um homem? (livro), Betty Blue (filme), Desmond Tutu (personalidade), Virgínia Woolf (escritora), Emily Dickinson (poetisa), Freud (psicanalista), Stan Laurel (ator), Howard's End (livro - tem um filminho mara tb), Ivan Pavlov (fisiologista), Lolita (livro), O idiota (livro de Dostoiévski), Muriel Spark (escritora), Cranberries (banda - coloquei pq adogo xD), Jamiroquai ( banda - idem), Edith Wharton (escritora), Raymond Chandler (escritor e roteirista), Scott Fitzgerald (escritor), A liberdade é azul (filme), Middlemarch, (livro de George Eliot), Cathy e Heathcliff (personagens de "O morro dos ventos uivantes", livro de Emily Bronte), Carpe Diem (referência ao filme Sociedade dos poetas mortos), Agatha Christie (escritora), James M. Cain (escritor), Emma T. Wilde (pseudônimo que ela usa para escrever seu primeiro romance. O T, não faço ideia, mas o Wilde pode ser uma referência a Oscar Wilde), Harry e Sally (filme), O Sol é para todos (livro), Ginger Rogers (atriz/dançarina), Fred Astaire (ator/dançarino), Richard Burton (ator), Elizabeth Taylor (atriz), Malory Towers (personagem infantil da escritora Eny Blyton), Another one bites de the dust (canção do Queen), Brown-Eyed Girl (canção de Van Morrisson), Superstition(canção de Stevie Wonder), Leni Riefenstahl (cineasta), Thelonious Monk (músico), Bob Dylan (músico), T. S Eliot (dramaturgo e crítico literário), Jules e Jim (filme de Truffaut), Wordsworth (poeta).

E as epígrafes:
Grandes Esperanças, de Charles Dickens
Tess of the d'Ubervilles, de Thomas Hardy


Ficha técnica:
EDITORA: Intrinseca
ANO DA EDIÇÃO: 2011
AUTOR: Nicholls, David
PÁGINAS: 373
Minha avaliação:




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18 comentários:

  1. Nossa Sali, quase pude ouvir você gritando daqui. É uma crítica BEM CRÍTICA (me perdoe a redundância ). Depois de lr essa resenha talvez eu veeja o filme. Talvez... Sou meio feminista e não gosto de história que tratam as mulheres como uma novinha que precisa de um homem e blá blá blá. Não li o livro mas já concordo com seu pont9 de vista. 😊

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    1. Oi, minha querida!
      Então, eu fui a primeira a escrever, então nem consigo linkar outros textos, mas a ideia é você ver outros pontos diferentes do meu kkk, porque todo mundo é meio tendencioso XD.

      Mas fico feliz que vc tenha gostado da resenha, eu também sou dessas que detesta que a única coisa que a mulher faz é esperar por um macho xD. Existem muitos mais setores na nossa vida pra gente cuidar e acho que relacionamento não é o mais importante. Nem acho que se uma mulher não se relaciona ela é fracassada. E isso acaba sendo as ideias que a maioria dos livros e filmes passam, o que é irritante =(.

      Mas espero que mesmo com a minha opinião, vc leia o livro ou veja o filme para tirar as suas próprias conclusões xD

      Bjoo!

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  2. Muito legal você ter começado a cumprir os desafios...rsss. Não li o livro por isso não posso comentar sobre. Tô indo ler outra postagem.
    Bjs

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    1. Vamo' que vamo', nos desafios, fiota =D

      Bjooo!

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  3. Não li sua resenha pq não consegui ler o livro ainda! xD Quando eu terminar volto aqui e vejo se eu concordo... 8) rsrsrs

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    1. Certo, minha querida, vou esperar. E me avisa mesmo, porque eu gostaria de linkar outras resenhas aqui <3

      Bjooo!

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  4. Acho o filme uma lindeza completa, mas nunca li o livro. Quem sabe algum dia quando não tiver nada para lê... Às vezes perde a graça pra mim quando vejo o filme antes )): Beijoos ♡

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    1. Eu te entendo completamente, minha querida. Li o livro e não consigo imaginar nunca as mesmas personagens do filme ali. Mas se tivesse feito a ordem contrária, teria sido impossível não imaginar kkkk xD

      Um beijo!

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  5. Oi, Sali!
    Eu preciso fazer esse post pro blog porque já li Um Dia mas faz um tempinho já...
    Eu não achei a leitura ruim, porém achei o filme uma bela duma porcaria (até fiz live tweet criticando). Sério. Destruíram o Dex (não que ele fosse lá grandes coisas no livro também).
    Tive a ~sorte~ de ler outra obra do David antes dessa, "Nós", que foi apaixonante e talvez tenha sido o melhor livro que li em 2015, então entendo que ele não deva ser julgado pelo trabalho em Um Dia (pois é, tbm não gostei tanto assim). Inclusive quero ler mais dele porque me apaixonei do fundo do coração pela história de "Nós".
    Mas, sobre Um Dia, fiquei pensando também nesse lado de "oi, ela completou a missão de vida dela (ficar com o carinha), agora pode morrer". Outro ponto, que você também comentou, é a definição do que eles são e de seus anseios baseada unicamente nos relacionamentos amorosos deles.
    Gostei muito de sua crítica, apesar de não concordar 100% com ela (e é aí que tá a graça, né?).
    Um beijo!

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    1. Oieeeee!

      Faça sua resenha, por favor, pra eu linká-la ali, porque detesto falar sozinha dessas coisas kkkk. Gosto de gente comentando coisas diferentes de mim, porque uma bela discussão é desse jeito <3. Avisa-me quando escrever pra eu colocar o link aqui, adoro <3

      Pois é, eu acho triste essa ideia de pensar que nós mulheres, se não tivermos alguém até certa altura da vida, é fracassada e merece o exilio social. Existe muita gente que não se casa e fica sozinha e que faz grandes coisas, é útil socialmente e é feliz. Mas o povo não aceita que uma mulher possa ser feliz sem essas coisas, ou que simplesmente ela pode viver dignamente. Daí que realmente achei a morte dela muito sem sentido para a história em questão, no meu ponto de vista não acrescentou nada =(

      Enfim, louca já pra ler sua resenha <3

      BJooo!

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  6. Oii!

    Vim aqui ler o artigo dos adjetivos, que me enviou até aqui, haha!
    Porque lembrou-me o clube de leitura :) e eu já li Um Dia e adorei esse livro! XD

    Já o li há muitos anos, então não me lembro bem dos detalhes das personagens e do enredo... Mas quando reler posso vir aqui responder ao meu comentário ^^ e aí aprofundamos mais esse lado :) .

    Não me lembro de como ficam juntos ou dos detalhes das vidas deles... Lembro-me da infelicidade que foram tendo, sim, e lembro-me que ficaram mais felizes quando ficaram juntos. Eu era mais jovem, bastante mais jovem, e ainda por cima na minha idade 1 ano parece IMENSO TEMPO e o que mais há é mudança de ideias, estamos sempre enfiados numa forma de pensar diferente, eu acho, haha XD... E então, nessa altura, eu não reparava muito no cliché "mulher salva homem" nem analisei o livro assim. Não pensava muito em clichés, e muito menos como penso agora. Talvez ainda quisesse ser veterinária e odiasse português e lesse sem grande pensamento crítico além da minha opinião sobre o desenvolvimento geral do enredo..? XD A minha edição é de 2010, já vai lá realmente muito tempo... xD estou com medo do que vou achar do livro agora, hahaha!

    Enfim, retomando: acho que associei a felicidade ao amadurecimento dos dois. E pelo amadurecimento veio a relação deles também, quando eles estavam mais propensos a encaixar. E não ao contrário :) , não o amor a fazê-los crescer.

    Não sei dizer como interpretaria agora, though ^^ .

    A questão que me fez querer vir comentar nem foi essa XD haha. Foi mais essa linguagem leve, a passagem rápida... foi isso que me prendeu ao livro XD. Tipo série? Comédia romântica leve? Sim! Muito! E faz todo o sentido porque o autor é roteirista de séries XD, ou pelo menos sempre trabalhou para o ser. Achei que adaptou o estilo a livros super bem :) e foi essa mistura de estilos que me atraiu para a escrita dele ^_^ ~ queria algo menos pesado, escrito com alguma inteligência, porque roteiros e livros românticos costumam ser bem diferentes...

    Não esperava romance mega tenso, nem drama, nem nada. Esperava comédia romântica, muito slice of life (pelo título nem poderia ser de outra forma, acho, haha) e foi o que recebi. Lembro-me de ter sorrido imenso ao ler o livro, mas de coração apertado porque as personagens são nabas todos os dias XD, só fazem asneiras. Achei super bem conseguida a forma como ele mostrava as progressões de um ano para o outro. Talvez porque eu estava com 15-16 anos, acho eu(?), ver como a vida de um adulto mudava tanto em tão pouco tempo pelas consequências das ações deles no ano anterior foi super cativante para mim. Naquela idade pouco muda de um ano escolar para o outro, e eu estava algures pelo ensino médio. Na vida adulta... bom, é diferente XD e espreitar isso foi um lado interessante para mim :)

    E depois... O final surpreendeu-me imenso, confesso.

    Não esperava a morte da Emma.

    Odeio Nicholas Sparks, não esperava um Crepúsculo, não tinha nada em mente para comparar a Um Dia quando o li. E levei com a morte dela como com um soco bem dado na cara. Não esperava drama depois de toda aquela coisa leve e feliz e tonta e engraçada.

    Não achei desnecessário, mas também não fiquei contente. Presumo que desde o início que o autor os quisesse infelizes, eu é que não estava à espera xD. Não que a falta de amor traga infelicidade, mas a morte de alguém importante é sempre horrenda... :/ e deprimi e chorei muito quando acabei o livro, fiquei até com raiva XD.

    (está muito grande, não me deixam enviar, vou dividir!)

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    1. (parte2!)
      Sobre adjetivos e grandes salões: lemos traduções diferentes :) e não me lembro com detalhe dela para falar... Mas deduzo que aí na dose de adjetivos as coisas estivessem bastante iguais XD. Tenho de reler e ver o que acho agora :)

      Basicamente este é um comentário sobre um livro que li há demasiado tempo para falar direito sobre ele, confesso XD, mas quis vir partilhar a opinião porque achei interessante termos visto de forma tão diferente o ritmo e o desenvolvimento do livro, tu encaraste o facto de parecer uma coisa de televisão como mau e para mim foi o ponto alto XD.

      Bom, vou tentar reler até ao final do mês para cumprir com o clube de leitura e aí posso voltar aqui, com certeza :) . Se calhar vou engolir todas as minhas palavras, hahaha! Veremos :)

      Foi bom conhecer a tua opinião :D . Só leio resenhas de coisas que já conheço, então acho que esta foi uma primeira vez pra mim, a ler uma das tuas :) . Gostei! Tenho de passar cá mais vezes e ainda de acompanhar o clube de leitura para ir vendo o que achas de todos os livros, haha! :D

      Vou voltar ao post dos adjetivos, haha!
      Beijinhos ^_^ :

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    2. Oi, minha querida =)

      Obrigada pela leitura e pelo coment tão lindo e detalhado (e que eu demorei horrores pra responder).

      Eu acho que esse tipo de livro faz com que eu me identifique "por exclusão", daí a raiva que eu passo, porque é como se eu me sentisse representada de um jeito tão errado e simplista que beira o tosco. E acho que isso contribui muito para criar todo um imaginário a respeito de como as coisas são e / ou deveriam ser, daí talvez seja esse o motivo pelo qual eu veja tudo tão negativamente xD.

      Eu sou daquelas que não considera mais literatura como entretenimento, ou seja, de uma visão conservadora sem precedentes xD — admito mesmo. E hoje cria-se muito livros para virarem filmes, isso me entristece, porque a palavra pode criar imagens que as próprias imagens não conseguem traduzir, podem mexer com um montão de sentidos e fazermos enxergar as coisas de um modo novo e incrível. Sou conservadora mesmo, então quando um livro falta essa substância literária, de cara já não gosto xD.

      Mas uma coisa que eu queria ter escrito nesse texto e acabei esquecendo foi que imagino que se eu lesse esse livro quando tinha 17, 18 anos, teria gostado muito e me identificado com a parte inteligente e outsider da Emma. Teria gostado da leitura cheia de lição de moral e de respostas para as perguntas e panz. Eu só já percorri esse caminho e preciso de coisas mais desafiantes xD, mas, de todos os modos, penso que a sua leitura enquanto ponte seja válida. Ponte para algo melhor e mais complexo. É isso ^^
      Obrigada mais uma vez, minha querida.

      Bjoo!

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  7. Olha, assumo que o filme já foi dramático demais para mim, não se conseguiria ler o livro... Não sou muito boa com filmes ou livros que me façam chorar, assumo haha - Mas coloquei na lista, quem sabe não ganho coragem?! - post maravilhoso e dinâmico de se ler, adorei!

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    1. Oieee!

      Então, depois do livro, nem animei de ver o filme, ainda mais com a Emma sendo a Anne Heathaway que é linda e meio que quebra toda a ideia do livro xD. Enfim.

      Obrigada pela visita, minha querida ♥

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  8. Ja tinha ouvido muito falar desse livro, mas nunca dei uma chance e parece que estou certa de nao ter dado hahaha. Odeio livros em que a ÚNICA razão de felicidade da mocinha é estar com tal carinha...
    Beijos

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  9. Oiie!

    Conhecia o filme e nunca tinha parado para ler o livro. Mas só pelo filme não tive essa vontade. Eu sou bem o oposto da personagem, tentando ser o melhor que posso profissionalmente e meio que deixo de mão os relacionamentos amorosos hahah

    Beijos

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  10. Esse livro me lembra um ex, ele exaltava a obra e o personagem principal que eu achava metido e inconsequente! Assisti o filme primeiro, acho que foi isso que estragou a minha visão da história! Uma pena, porque eu não gosto de desistir dos livros, me da uma dor no coração!

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