26.9.15

Livros que me mudaram

26.9.15

Nada mais pertinente a este espaço que os temas da blogagem coletiva do meu grupo do coração: Livros que me mudaram. =)

E, nós, leitores, sim ou claro, temos uma listinha desse tipo de livro (até meio grande às vezes), cuja leitura se apresenta como uma espécie de divisor de águas na nossa vida. Alguns por mostrar que não estamos sozinhos nesse mundo, outros por nos desestabilizar de uma maneira absurda, outros, ainda, por nos ensinar lições valiosas (que têm o seu mérito mesmo sendo clichês horríveis xD).

Pensei que seria legal fazer uma retrospectiva e compartilhar os livros que me marcaram desde a infância. Não priorizei as "altas" ou "baixas" literaturas, com o perdão do uso dos termos, apenas aqueles que considero ter feito uma grande diferença, por alguma razão ou outra.



Vamos à lista:





1. O menino do dedo verde, de Maurice Druon: Não lembro exatamente a minha idade, e eu já tinha lido bastantes livrinhos antes de me deparar com este. Porém, o menino do dedo verde foi, de fato, o primeiro "romance" que li, um livro que era um livro, encorpado, sem gravuras, nada a ver com os livrinhos infantis com o qual eu estava acostumada (e os quais eu queria abandonar o quanto antes!). Apesar de ser um livro bem bobinho, só por ter uma história mais arrumadinha, com descrições mais complexas, ideias encadeadas, parágrafos, foi uma historinha que ficou muito tempo na minha cabeça.


Deixo um trechinho:

— Meu filho — disse enfim [o jardineiro], após madura reflexão — ocorre com você uma coisa extraordinária, surpreendente! Você tem polegar verde...
[...]
— E para que serve isto de polegar verde?
— Ah! é uma qualidade maravilhosa — respondeu o jardineiro. — Um verdadeiro dom do céu! Você sabe: há sementes por toda parte. Não só no chão, mas nos telhados das casas, no parapeito das janelas, nas calçadas das ruas, nas cercas e nos muros. Milhares e milhares de sementes que não servem para nada. Estão ali esperando que um vento as carregue para um jardim ou para um campo. Muitas vezes elas morrem entre duas,  30 pedras, sem ter podido transformar-se em flor. Mas, se um polegar verde encosta numa, esteja onde estiver, a flor brota no mesmo instante. Aliás, a prova está aí, diante de você! Seu polegar encontrou na terra sementes de begônia, e olhe o resultado! Que inveja que eu tenho! Como seria bom para mim, jardineiro de profissão, um polegar verde como o seu!
Tistu não pareceu muito entusiasmado com a descoberta.
— Já vão dizer de novo que eu não sou como todo mundo — resmungou.
— O melhor — replicou-lhe Bigode — é não falar nada com ninguém. Que adianta despertar curiosidade ou inveja? Os talentos ocultos, em geral, trazem aborrecimentos. Você tem o polegar verde, está acabado. Mas guarde para você, e fique em segredo entre nós.  

Dá pra baixar aqui.


2.  Ilusões, de Richard Bach: Acho que esse foi o livro da minha adolescência. Li-o e reli-o incontáveis vezes, a ponto de saber de cor grande parte dele. E depois virei uma fã inveterada do Richard Bach, a ponto de ler tudinho o que ele escreveu até o momento e de ter suas ideias como meu norte de vida. Ilusões me mostrou, por meio dessa lição bem clichê de "se eu quero, eu posso", que a mimizage da minha vida era uma decisão minha mesmo, e que não adiantava nada ficar nesse estado contemplativo-lamentoso. Fez-me ver também que as coisas jamais aconteceriam se eu não corresse atrás de que elas acontecessem, e corresse muito, mas muito mesmo! Richard Bach nunca considerou nenhum de seus livros como autoajuda, porém acaba sendo xD. Mas é uma autoajuda divertida que jogava na minha cara que eu podia escolher entre ser retardada e não ser retardada ( no sentido de agir para fazer o melhor que eu posso) e que tudo era culpa minha mesmo. E a última linha do texto é uma lindeza xD.

Outra coisa mega divertida é que os narradores do Richard Bach é sempre ele mesmo. Além de copiar o Platão, nessas paradinhas de diálogos, foi precursor do "retorno" do autor na literatura (kkk).

Um trechinho:

— Você se enganou, aí — disse ele. — Diga-me por que larguei o meu trabalho... Sabe por que larguei o trabalho de Messias?
— As multidões, você disse. Todo mundo querendo que você fizesse os milagres por eles.
— Olha, o horror às multidões é a sua cruz, não a minha. Não são as multidões que me cansam, mas sim o tipo de multidão que não liga a mínima às coisas que vim dizer. Você pode andar de Nova York a Londres sobre o oceano, pode passar a vida toda fazendo aparecer moedas de ouro, e ainda assim não conseguir interessá-los, sabe disso?
Naquele momento, pareceu mais solitário do que jamais vira um homem vivo parecer. Não precisava de alimentos, de abrigo, de dinheiro, ou de fama. Estava morrendo devido à sua necessidade de dizer o que sabia, e ninguém se interessava em saber. Franzi o rosto, para não chorar.
— Bem, a culpa é sua — disse eu. — Se a sua felicidade depende do que fazem os outros, acho que tem um problema, sim.
Levantou a cabeça de repente e seus olhos faiscaram como se eu lhe tivesse batido com a chave. Pensei que não seria prudente fazer com que aquele sujeito se zangasse comigo. Uma pessoa queima, logo que é atingida por um raio. Depois ele deu aquele sorriso de meio segundo.
— Sabe de uma coisa, Richard? — disse, devagar. — Você... tem... razão! 

Dá pra baixar aqui.


3. Terra dos homens, de Exupéry: Esse foi sugestão de um amigo muito querido com quem, infelizmente, perdi o contato. Mas foi uma leitura que até hoje me marca. Pego-me às vezes me lembrando aqui e ali de alguma passagem, e me pego igualmente recomendando-o para todo mundo que me pergunta sobre livro bom para ler. O caráter reflexivo do livro, escrito como se fosse uma espécie de diário, um relato memorialístico, a intenção de escavar a alma humana... É muito tudo sobre o que eu queria ter escrito na vida xD.

Deixo um trechinho:

          "Temos, com efeito, o hábito de esperar durante muito tempo os encontros. De Paris a Santiago do Chile, esses companheiros de linha estão espalhados pelo mundo, um pouco isolados, como sentinelas que quase não se falam. Só o acaso das viagens reúne aqui e ali os membros dispersos da grande família profissional. Em volta de uma mesa, uma noite em Casablanca, em Dacar, em Buenos Aires, retomam-se, depois de anos de silêncio, conversas interrompidas e reatam-se velhas lembranças (...)
          Mas pouco a pouco descobrimos que não ouviremos nunca mais o riso claro daquele companheiro; descobrimos que aquele jardim está fechado para sempre. Então começa nosso verdadeiro luto, que não é desesperado, mas um pouco amargo.
         Nada, jamais, na verdade, substituirá o companheiro perdido. Ninguém pode criar velhos companheiros. Nada vale o tesouro de tantas recordações comuns, de tantas horas más vividas juntas, de tantas desavenças, de tantas reconciliações, de tantos impulsos afetivos. Não se reconstroem essas amizades. Seria inútil plantar um carvalho na esperança de ter, em breve, o abrigo de suas folhas.
        Assim vai a vida. A princípio, enriquecemos; plantamos durante anos, mas os anos chegam em que o tempo destrói esse trabalho, arranca essas árvores. Um a um, os companheiros nos retiram sua sombra. E aos nossos lutos mistura-se então a mágoa secreta de envelhecer."





4. Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, de Clarice Lispector: Esse livro caiu na minha mão por acaso, mas achei uma leitura muito louca, que mexeu profundamente com a maneira de encarar a minha escrita (essa foi a 1a grande mudança, considero). O jeito como a Clarice começa e termina esse livro, a maneira como ela joga com os "símbolos", as referências, a própria sintaxe pesada e ao mesmo tempo tão linda... Esse amor esquisito entre a Lori e o Ulisses... A própria Clarice em um determinado momento fala que não curtia muito esse livro, mas ainda bem que ela não desistiu dele de todos os modos <3

Deixo um trechinho — na verdade, deixo o primeiro período do livro. Note onde está o único ponto final do trecho:


, estando tão ocupada, viera das compras de casa que a empregada fizera às pressas porque cada vez mais matava serviço, embora só viesse para deixar almoço e jantar prontos, dera vários telefonemas tomando providências, inclusive um dificílimo para chamar o bombeiro de encanamentos de água, fora à cozinha para arrumar as compras e dispor na fruteira as maças que eram a sua melhor comida, embora não soubesse enfeitar uma fruteira, mas Ulisses acenara-lhe com a possibilidade futura de por exemplo embelezar uma fruteira, viu o que a empregada deixara para jantar antes de ir embora, pois o almoço estivera péssimo, enquanto notara que o terraço pequeno que era privilégio de seu apartamento por ser térreo precisava ser lavado, recebera um telefonema convidando-a para um coquetel de caridade em benefício de alguma coisa que ela não entendeu totalmente mas que se referia ao seu curso primário, graças a Deus que estava em férias, fora ao guarda-roupa escolher que vestido usaria para se tornar extremamente atraente para o encontro com Ulisses que já lhe dissera que ela não tinha bom-gosto para se vestir, lembrou-se de que sendo sábado ele teria mais tempo porque não dava nesse dia as aulas de férias na Universidade, pensou no que ele estava se transformando para ela, no que ele parecia querer que ela soubesse, supôs que ele queria ensinar-lhe a viver sem dor apenas, ele dissera uma vez que queria que ela, ao lhe perguntarem seu nome, não respondesse "Lóri" mas que pudesse responder "meu nome é eu", pois teu nome, dissera ele, é um eu, perguntou-se se o vestido branco e preto serviria, então do ventre mesmo, como um estremecer longínquo de terra que mal se soubesse ser sinal de terremoto, do útero, do coração contraído veio o tremor gigantesco duma forte dor abalada, do corpo todo o abalo — e em sutis caretas de rosto e de corpo afinal com a dificuldade de um petróleo rasgando a terra — veio afinal o grande choro seco, choro mudo sem som algum até para ela mesma, aquele que ela não havia adivinhado, aquele que não quisera jamais e não previra — sacudida como a árvore forte que é mais profundamente abalada que a árvore frágil — afinal rebentados canos e veias, então sentou-se para descansar e em breve fazia de conta que ela era uma mulher azul porque o crepúsculo mais tarde talvez fosse azul, faz de conta que fiava com fios de ouro as sensações, faz de conta que a infância era hoje e prateada de brinquedos, faz de conta que uma veia não se abrira e faz de conta que dela não estava em silêncio alvíssimo escorrendo sangue escarlate, e que ela não estivesse pálida de morte mas isso fazia de conta que estava mesmo de verdade, precisava no meio do faz de conta falar a verdade de pedra opaca para que contrastasse com o faz de conta verde-cintilante, faz de conta que amava e era amada, faz de conta que não precisava morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus, não Lóri mas o seu nome secreto que ela por enquanto ainda não podia usufruir, faz de conta que vivia e não que estivesse morrendo pois viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte, faz de conta que ela não ficava de braços caídos de perplexidade quando os fios de ouro que fiava se embaraçavam e ela não sabia desfazer o fino fio frio, faz de conta que ela era sábia bastante para desfazer os nós de corda de marinheiro que lhe atavam os pulsos, faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua pois ela era lunar, faz de conta que ela fechasse os olhos e seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta, faz de conta que se descontraía o peito e uma luz douradíssima e leve a guiava por uma floresta de açudes mudos e de tranqüilas mortalidades, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando por dentro — pois agora mansamente, embora de olhos secos, o coração estava molhado; ela saíra agora da voracidade de viver. 


Dá pra baixar aqui.


5. O livro do desassossego, de Fernando Pessoa: Não sei falar do Pessoa. Pelo menos não com a intensidade com que ele me afeta. Vejo-me em tudo o que ele escreve e no livro do desassossego, mais. Não que se ver num livro dele seja novidade. Existe alguém que não se vê? Preciso retomar o clichezão de "Pessoa, pessoas"? Eu li o livro por partes, porque a mudança que ele sempre provocou em mim foi tão absurda que eu passava tempos e tempos num estado de melancolia plena, como se as cores do mundo tivessem sido anestesiadas diante dos meus olhos. Ele também provocou uma grande mudança sobre a minha escrita, me deu a possibilidade de escrever sobre "nada", sequer sobre uma história, uma vez que ele se apresenta como "anti-livro".

Deixo um trechinho:

Invejo — mas não sei se invejo — aqueles de quem se pode escrever uma biografia, ou que podem escrever a própria. Nestas impressões sem nexo, nem desejo de nexo, narro indiferentemente a minha autobiografia sem fatos, a minha história sem vida. São as minhas Confissões, e, se nelas nada digo, é que nada tenho que dizer. 

Dá pra baixar aqui.


6. Memórias sentimentais de João Miramar, de Oswald de Andrade: Oswald é uma figuraça louca e cubista debaixo desse sol esturricante. Memórias... também me mostrou que eu posso polir a minha escrita até não sobrar nada que seja exatamente o que eu (não) vejo. Esse livro foi uma experiência louca e reveladora. Apenas. 

Deixo um trechinho, um capítulo, na verdade (e qualquer semelhança com meu livro NÃO é mera coincidência):

48. CHUVA DE PEDRA Estiadas amáveis iluminavam instantes de céus sobre ruas molhadas de pipilos nos arbustos dos squares. Mas a abóbada de garoa desabava os quarteirões. E um dia o dinheiro chegou demais dentro dum telegrama com resposta paga de minha rápida volta.  




7. Grande sertão, veredas - de Guimarães Rosa: Tenho até hoje, muito forte, os arrepios que eu sentia ao ler esse livro. Guimarães Rosa não é desse planeta. Meio que a história de Riobaldo é a história de todo mundo, cada um com suas próprias "guerras". 

Trecho:

A gente viemos do inferno – nós todos – compadre meu Quelemém instrui. Duns lugares inferiores, tão monstromedonhos, que Cristo mesmo lá só conseguiu aprofundar por um relance a graça de sua sustância alumiável, em as trevas de véspera para o Terceiro Dia. Senhor quer crer? Que lá o prazer trivial de cada um é judiar dos outros, bom atormentar; e o calor e o frio mais perseguem; e, para digerir o que se come, é preciso de esforçar no meio, com fortes dores; e até respirar custa dor; e nenhum sossego não se tem. Se creio? Acho proseável. 

Dá pra baixar aqui.


8. Opio en las nubes, de Rafael Chaparro Madiedo: Esse conheci quando estudei na Colômbia. Uma viagem de ópio mesmo, umas bricolage psicodélicas sem eira nem beira, como a vida. Sempre que se fala em pós-modernismo, a imagem que me vem à mente é desse livro, cujo protagonista é Pink Tomate, um gato que gosta de tomate, ou um tomate com cara de gato. Trip trip trip. Rolava demais uma tradução desse livro em português, quem sabe eu não animo? Ópio me ensinou que a literatura não tem absolutamente compromisso nem com a verossimilhança. E que isso pode ser melhor que a encomenda.

Trecho:

"a tristeza se localiza na boca do estômago, é como se você sempre tivesse fome de algo, fome de luz, fome de rua, fome de noite, fome de tudo, fome de nada, fome de merda, não te deixa tranquilo te queima te dá voltas no estômago te agarra todas suas palavras e não as deixa sair…"

Dá pra baixar aqui (em espanhol).  


9. O lobo da estepe, de Herman Hesse: Por último e não menos importante. Uma porrada que é esse livro. O mais legal é que na verdade consigo ver um nexo entre ele e o clube (meu livro), sendo que eu comecei a escrever o meu muito antes de lê-lo. Uma lindeza. Solo para locos, no para cualquiera


Trecho: 

— Você trazia no íntimo uma imagem da vida, uma fé, urna exigência; estava disposto a feitos, a sofrimentos e sacrifícios, e logo aos poucos notou que o mundo não lhe pedia nenhuma ação, nenhum sacrifício nem algo semelhante; que a vida não é nenhum poema épico, com rasgos de heróis e coisas parecidas, mas um salão burguês, no qual se vive inteiramente feliz com a comida e a bebida, o café e o tricô, o jogo de cartas e a música de rádio. E quem aspira a outra coisa e traz em si o heróico e o belo, a veneração pelos grandes poetas ou a veneração pelos santos, não passa de um louco ou de um Quixote. Pois bem, meu amigo, comigo também foi assim! eu era uma jovem bem dotada, com vocação para viver dentro de um elevado padrão, para esperar muito de mim mesma e para realizar grandes feitos. Poderia ter um belo futuro, ser a esposa de um rei, a amante de um revolucionário, a irmã de um gênio, a mãe de um mártir. E a vida só me permitiu ser uma cortesã de mediano bom gosto, o que já se vai tornando bastante difícil para mim! 


Dá pra baixar aqui.


Desculpem-me o post enorme! Não tem como não se empolgar falando sobre livro.

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11 comentários:

  1. Achei super interessante a ideia desse post!
    Pelas suas escolhas dá pra perceber que você tem um otimo gosto literário, adorei a forma como você contou como cada um desses livros te marcaram, alem do que dá pra perceber o quão eles influenciaram na sua formação como leitora né? Desses que vc citou já li Grande Sertão Veredas e o Menino do dedo verde e realmente são obras incriveis

    Abraços
    http://www.desconstruindooverbo.com.br/

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    1. Oie =D
      Então, a ideia partiu do grupo que eu participo, o blogs que interagem. Nem preciso falar do tanto que eu curti =)
      Obrigada pela parte do bom gosto literário <3. Eu sou meio exigente mesmo enquanto leitora. Ás vezes isso é chato, porque acabo não lendo nada que a maioria das pessoas le, mas a parte boa é que existe muita coisa boa no mundo pra ler, então não vou passar vontade haha.
      Obrigada pela leitura =)
      Um abração!

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  2. Olá ! muito legal o post. Não foi pedida nenhuma indicação , mas sugiro mesmo assim (hahaha) "100 anos de solidão" , você já deve ter lido, eu, particularmente, acho ma-ra-vi-lho-so ! Lembro que li a versão o original, em espanhol mesmo, achei um brilho a mais que as traduções nunca conseguem transmitir. Super indico, adorei o blog . Sucesso!

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    1. Oiee =D
      Obrogada pela leitura <3
      Então, ainda não li 100 anos de solidão. Li muita coisa do García Marquez e estou devendo esse para minha formação leitora. Mas fiquei feliz porque sei que é uma sugestão maravilhosa <3.
      E lerei em espanhol, sim <3

      Um beijoo!

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  3. Nossa, ótimo gosto literário! Muita coisa boa... Oswald de Andrade, Fernando Pessoa, Richard Bach.
    Eu tenho que ler "Grande Sertão: Veredas" ainda. Ótimo post! :D

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    1. Olááá =D

      Em primeiro lgar, obrigadinha pela leitura =D
      Você viu que coincidimos com a leitura do Richard Bach?
      Adorei! =D

      Leia o Grande sertão, é um livraço. As primeiras 80 páginas são meio difíceis, mas daí depois delas você lê na carreira *-*

      Bjoo!

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    2. Vi sim, e achei muito legal. Ilusões é um dos meus livros favoritos. É sempre legal achar alguém que também tenha sido influenciado de alguma for por ele. :D

      Grande Sertão tá na minha lista faz tempo, mas sempre acabo protelando. Acho que esse ano sai. rs

      Ah, e parabéns pelo blog! Ele tá bem bacana...

      Bjão!

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  4. Que lista hein! Não li nenhum desses, mas li alguns títulos de alguns autores desses! Adorei Sali ♥

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    1. Olá, minha querida!
      Eu me empolguei mesmo falando desses livros, né? Isso porque ainda faltaram alguns. Acho que praticamente todo livro que a gente lê muda a gente de alguma maneira, né?

      Enfim, que bom que gostou do post. E sobre não ter lido nenhum, normalz. Normalmente me sinto assim sempre que vou nos blogs das pessoas hahaha.

      BJooo!

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  5. Ainda não li nenhum dos livros que te marcaram e mudaram, mas concordo que isso acontece (e muito!) com todos os leitores. rsrs
    E entendo que é muito fácil se empolgar e escrever um livro falando de outros. Não dá para escrever pouco sobre livros bons...
    Ah, eu não conhecia seu blog, e achei muito lindo :3
    Bjos
    Coisinhas Aleatórias

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  6. Fernando Pessoa tem uma magia, né? Ele também mudou a minha vida quando eu era bem jovenzinha <3 <3

    bruna-morgan.blogspot.com

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