5.3.15

Delicadezas

5.3.15



Delicadezas

 As palavras sutis
carregadas por braços de aço
cruzando limites
ferindo o ego...

As sílabas claras
que transbordam sussurros
aquém do abismo
anterior a todas as perguntas...

Mas eu nunca saberia
porque os braços trabalham cegamente,
as mãos agitam a água que tocam,
os dedos lastimam o cálice sagrado.

Eu nunca saberia
parar os pés que marcham
como se um dia após o outro
fosse uma grande vitória.



Esse é mais um texto parte da blogagem coletiva do grupo Mais que palavras. Confira aqui outros textos que versam sobre a mesma temática:


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5 comentários:

  1. Amo poemas, prosas, contos e versos. Foi a primeira vez que participei do [+QP] e adorei vou querer participar sempre.
    O preferido que li atá agora :D

    http://metadedascoisas.blogspot.com.br

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  2. Gostei bastante do teu blog *-*
    Texto lindo *****
    Bjnhs

    http://karoline-o-meu-melhor.blogspot.com.br/2015/03/tag-meu-blog-e-eu.html

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  3. Adoro poemas, não tenho tanto jeito com as palavras assim, mas admiro muito! E realmente, um dia após o outro para nós, mulheres, sempre será uma bela vitória!

    Perpétuo Devaneio

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  4. Sou uma grande apreciadora de poemas e eu amei o seu, delicado e forte ao mesmo tempo! " sutis" x "braços de aço" eh um excelente contraste. Lindos esses versos: " eu nunca saberia parar esses pés que marcham", mas o meu verso preferido eh "as mãos agitam a água que tocam" Parabéns! Bjsss www.janelasingular.com.br

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  5. Belo poema!
    Acho que a mulher consegue ser tantas em uma só e vc escreveu bem sobre isso
    Abraços Mika,
    Pensamentos Viajantes

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