17.3.15

Amigos imaginários

17.3.15



A verdade é que adorei a proposta de blogagem coletiva do Blogs Up dessa quinzena (eu gostei dos outros também, mas não tive tempo de escrever sobre eles, e eles passaram xD): 

Amigo Imaginário: Quem nunca teve um amigo imaginário durante a infância, que comece a imaginar agora mesmo. A maioria das pessoas que conheço já criaram a fantasia de ter alguém ali perto de si, para conversar, brincar, ou até mesmo fazer companhia. A ideia é contar algo sobre isso, como era, quem era ou o que faziam juntos.

Eu, na minha infância, acho que fui a rainha dos amigos imaginários. Não tinha 1 ou 2, tinha uns 40. A parte mais divertida é que eles eram meus personagens preferidos de tudo o que eu gostava de ver ou ler. Então, de novela do SBT a cavaleiros do zodíaco, um personagem acabava virando meu amigo imaginário. Desse modo, para tornar as coisas verossímeis, eu também imaginava que embaixo da minha casa tinha um hotel subterrâneo, daí todos vivíamos aqui felizes e contentes xD.

E o mais engraçado, com certeza, não é o fato de que possa se associar isso a uma consequência de ser sozinha ou qualquer coisa que o clichê peça. Muito pelo contrário, preferia mil vezes estar com meus amigos imaginários a estar com gente de verdade, daí que eu deixava de brincar com os colegas de sempre, porque estava no meu hotel ninja hahaha.

Claro, todos eles mantinham as suas personalidades e me passavam até um "sabão" de vez em quando, se eu fazia "arte". Isso era primordial, porque se eles fossem só falar o que eu quisesse ouvir, onde estava a graça? xD

Com o tempo, passei a colocar essas histórias com meus amigos no papel, então tenho quilos de cadernos aqui sobre isso. A dinâmica era a mesma, se houvesse uma história de que eu gostava, algo que eu queria mudar em algum filme, livro, novela, lá ia eu reescrever a aventura com toda minha turma, como seria se a gente vivesse aquela história.

Foi uma época divertida xD. Não me arrependo e não acho que perdi nada por causa disso, ao contrário, sinto que ganhei, porque passar a vida escrevendo só me trouxe coisas boas.

Bom, sendo uma pessoa que gosta dessa ideia de amigos imaginários, e sabendo que a ficção já se debruçou muito sobre o tema, resolvi trazer — e relembrar — alguns filmes da minha infância que tratam sobre isso e que fizeram a minha alegria. São filmes relativamente antigos, mas, gente, eu sou uma pessoa antiga xD. Além do mais, a ideia do blog é trazer coisas um pouco diferentes, trazer as folhas secas que me impressionam na rua, então...

Lá vai:

1. Day-O (1992)




Sinopse: Grace, aos 5 anos, cria um amigo imaginário, pois seus pais só dão atenção ao novo bebê, Tony. Agora aos 35, casada e bem-sucedida, diante de uma surpresa, seu amigo exclusivo reaparece para ajudá-la.


Em primeiro lugar: alguém reconheceu a coisa fofa do Elijah Wood aí? Pra mim, vê-lo grande é sempre uma surpresa, porque lembro mesmo é da cara dessa coisinha aí. Enfim. Day-o é um filme super divertido que conta a história da Grace. Quando era criança, para driblar a solidão, ela cria o Day-o para ajudá-la a ultrapassar uma fase difícil da sua vida: a chegada do irmãozinho. Mas, com o passar do tempo, todo mundo cresce, e não há mais espaço para ser criança... Pelo menos é o que Grace achava, mergulhada na sua vida de empresária bem-sucedida, boa esposa, com uma vida estável e tranquila. Então descobre que está grávida. O que normalmente seria uma felicidade, para Grace é uma bomba, porque não estava preparada para algo assim. Ela tanto havia esquecido a sua infância no trauma vivido com a chegada do Tony, que abrir espaço para um bebê lhe soava irreal. E quem poderia ajudá-la nessa outra fase difícil da sua vida? Day-o, claro, que aparece do nada e revira a vida dela.

(Bons tempos de "cinema em casa" no SBT hahaha)

Depois de procurar MUITO, só achei este pequeno vídeo do filme, que está sempre classificado como "extreme rare"... Quando eu o achar, coloco o link para download aqui.




2. Os heróis não têm idade (Cloak and dagger - 1984)




Sinopse: Davey Osborne (Henry Thomas) é um jovem muito criativo que adora jogos de faz-de-conta e que, frequentemente, recruta seu amigo imaginário, o superespião Jack Flack (Dabney Coleman), para suas brincadeiras. Por conta disso, não é à toa que ninguém acredita nele quando o garoto jura ter testemunhado a morte de um agente do FBI. Nem seu próprio pai, o Coronel Hal Osborne (também vivido por Coleman), põe fé na história do menino. Fato é que o agente morreu bem na frente de Davey e deixou para ele um cartucho de videogame chamado Cloak & Dagger. O jogo esconde os planos de um grupo de espiões internacionais e agora, ele corre risco de morte, embarcando em uma aventura de verdade, com fugas de tirar o fôlego balas reais e muita ação. Será que Jack poderá ajudá-lo? (Fonte: interfilmes.com)

Escolhi essa imagem só porque ela tem escrito que a parte musical ficou a cargo do Brian May. Acho que só isso é motivo suficiente pra gente assistir ao filme xD. 

Desse eu gostava porque as cenas de aventuras eram maravilhosas! Lógico que hoje não vai ter graça nenhuma, imagina a distância de 84 pra hoje (exatamente a minha idade). Mas ainda vale a pena pela relação entre o Davey e o seu amigo, o espião Jack Flack. Esse filme é fácil de encontrar, e de vez em quando eu o revejo, porque marcou mesmo. 

Deixo o trailer:




3. Bogus, meu amigo secreto (Bogus, 1996)




Sinopse: Após perder a mãe, Albert Franklin (Haley Joel Osment) é forçado a viver com uma amiga da família, a rabugenta Harriet Franklin (Whoopi Goldberg). Como uma forma de lidar com os seus problemas, o orfão leva para a nova casa o amigo imaginário Bogus (Gerárd Depardieu). Apesar de ser um produto da imaginação, este homem pode causar muitas confusões.


Esse aqui já tem bastantes atores famosos (e atores de que eu gosto pacas, como o Depardieu), e de vez em quando ainda passa. Mas vale a pena relembrar que o filme é uma gracinha e mostra como o Bogus (que significa "falso" em francês - e cuja significação rende uma boa cena no filme) aparece num momento em que o Albert precisava e termina ajudando não só o garoto, mas a própria Harriet em seu relacionamento nessa situação. É outro filme que, sempre que dá, revejo.

Ah, e não posso esquecer de mencionar a atuação dessa coisinha fofa que era o Haley Joel Osment. Tão pequenininho e esse monstrinho de ator xD.

 




Se alguém decidir ver algum, depois conta a experiência hahahaha.
Ah, e tem filmes adultos com essa temática também, sobre os quais pretendo muito em breve!

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5 comentários:

  1. Dos filmes eu confesso que só vi um hahaha mas ei!!!! Eu também tive amigos imaginários! E ele se chamava Loló e sim, era ele. E esse nome, hein, filho? Acho que não fui uma criança muito criativa hahaha Lembro que minha irmã também tinha uma (que se chamava Estintegue - criatividade de sobre) e quando nós já estávamos maiorzinhas chegamos a conclusão que os dois foram embora juntos e abandonaram a gente! Cômico se não fosse trágico. Acho que nunca perdemos quando temos um, e sim ganhamos, porque isso mexe com a nossa criatividade, né? E eu também queria ter um hotel subterrâneo agora, fiquei com inveja! hahahahah adorei! Um beijão, Bárbara.

    http://colisaoquimica.blogspot.com.br/

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  2. Fui comentar seu post, e você tinha apagado, odó aiuhiauhe. Mas voltando, adoreeei ♥ Ter amigos imaginários sempre foi uma coisa que me agradou muito, até mesmo mais do que os reais, como você falou. Eu tinha uma que fazia até minha mãe dar comida pra ela, mds aiuehiaueh. Mas faz parte. Por que nunca pensei nesse hotel subterrâneo? Poxa, melhor ideia ever. E sobre os filmes, eu adorava Bogus ♥ O menininho é tão amorzinho ♥

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  3. Adorei Sali,também tive muitos amigos imaginários,mas o período com eles foi curto :/ uma pena,mas eu lembro deles com muito carinho,foram uma parte importante da minha infância,acho que da infância de todo mundo que teve amigos imaginários,enfim,adorei seu post,muito bom mesmo :D
    Beijos ^.^
    www.littlewonderscrm.blogspot.com

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  4. Adorei a descrição da tua infância! E certamente, esses textos que tu escreveu contribuíram com a tua escrita de agora, que é ótima. Não lembro de ter muitos amigos imaginários, mas tive um cachorro imaginário e ainda compartilhava ele com o meu irmão. Éramos doidos juntos. hahaha Dos filmes, só assisti o Day-O. Amava demais! Pena que não tem para download. Se tu não falasse, eu nunca me daria conta de que é o Elijah. Grande descoberta! hahaha Beijão!!
    desapegomental.wordpress.com

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  5. Amei os filmes que vc indicou. Sou dos anos 80 e uma pessoa nostálgica, então já viu, né? Adoro esse tipo de indicação. Ah, e ter amigos imaginários na infância eh algo super saudável que estimula a criatividade. Super beijo

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