16.1.15

Coffee House (Page one)

16.1.15


Gênero: comédia, romance, drama
Episódios: 18
Ano: 2010

Sinopse: Lee Jin Soo (Kang Ji Hwan) é um famoso escritor de romances de terror e suspense. Ele trabalha para Seo Eun Young (Park Si Yeon) uma grande amiga desde os tempos da universidade que é dona da maior editorial sul coreana. Lee Jin Soo é solteiro e parece ser um excelente partido, mas ninguém sabe que ele é demasiado estranho e sarcástico, que possui um monte de hábitos inusitados e, combinado com sua atitude extremamente perfeccionista, o leva a ter os comportamentos mais absurdos. Eles acabam sendo descobertos por Kang Seung Yeon, uma garota inocente que trabalha com o pai em uma cafeteria. Ela encontra o escritor por acaso, quando ele entra em sua cafeteria e, depois de algumas reviravoltas, ela termina contratada por ele como secretária. Mesmo Lee Jin Soo apresentando um comportamento tão incomum, a garota não o abandona, determinada a se tornar uma profissional e a melhor secretária que ele já teve. 




Elenco principal:





Vi online: AQUI
(Legendado em espanhol) 


Comentário: Ah, não vou dar muitas voltas. Simplesmente, Coffee House acabou de empatar com Dal Ja’s Spring como melhor k-drama que vi. Trata-se realmente de uma história que eu gostaria de ter escrito, tirando certos exageros. De acordo com uma amiga minha, isso foi porque me identifiquei com esse escritor estereotipado (ela diz que sou uma escritora estereotipada xD) mas, enfim, esse k-drama me conquistou. Noto, por primeira vez até o momento, que o clichê realmente foi aproveitado para criar situações engraçadas e inteligentes, e isso não tem preço. O único grande problema é que a trama, especialmente no começo, exagera demais no cômico e fica bem pastelão, porém relevando esse início um pouco difícil, depois a gente acaba sendo levado para um caminho que não esperava.


Lee Soo Jin trollando a Seng Yeon


O ponto forte da série, para mim, é a composição das personagens e suas relações ao longo da trama. No início temos a Kang Seung Yeon divagando sobre o príncipe encantado, e entra logo em cena o galã da história. Obviamente isso nos leva a pensar que aí teremos o par romântico da história, tendo em conta os 99,9% dos doramas vistos — em que a garota retardada do inicio é sempre aquela que vai pegar o mocinho chato pra caralho... Lee Soo Jin realmente parece um príncipe, e sua atitude na cafeteria é admirável. No entanto, como já disse, a cena do encontro dele com a Kang Seung Yeon é uma coisa exagerada demais para evidenciar a inaptidão dela como ser humano, mas matar formiga com canhões é uma característica coreana, e vão contando quantas vezes uso esse termo aqui no blog quando falo dessas novelas coreanas.





Por outro lado, ainda no primeiro capítulo, somos apresentados a Seo Eun Young, a dona da maior editora da Coréia do Sul. Ela não tem absolutamente nada a ver com a bobinha do início, trata-se de uma pessoa independente, muito trabalhadora, que se sente muito confortável no seu ambiente de trabalho, apresentando uma desenvoltura invejável. Não sei se vocês repararam, mas a pessoa presidente de uma companhia é uma mulher, ou seja, lá se foi o clichezão de que o mocinho rico e lindo e perfeito e maravilhoso e solitário poderá se apaixonar pela bobinha da história em paralelo ao fato de o mocinho cruel-que-ama-sem-saber ficar maltratando a bobinha até o antepenúltimo capítulo. E o mais legal na Eun Young é que ela compete nos mesmos termos com Soo Jin, ou seja, ela não é retardada. Se ele a provoca, ela o provoca de volta, se ele apronta, ela dá o troco (e ele dá o troco de volta e esse conflito de egos me soa totalmente divertido, porque os dois têm armas e bagagens suficientes para isso, afinal, são amigos de longa data). 




Eun young 



É exatamente para dar o troco em Eun Young, e ajudar um amigo, que Soo Jin contrata a Seung Yeon como secretária, quando se instala na editorial para escrever seu novo livro. Simples assim. Ele nunca teve secretária antes, não tem absolutamente serviço para ela, nem sequer paga seu salário (isso é algo interessante que descobrimos sobre a personalidade dele depois)... E a garota é inepta, um ser humano totalmente dispensável. Daí o que ele faz é mandá-la ler um livro sobre fósseis que ela simplesmente lê. Aqui o cara "cruel" é justamente o chefe, acho que essa mudança já é valida. 

Bom, para não enrolar muito, a grande questão da história é que Seung Yeon vai toda emocionada trabalhar para seu príncipe encantado para descobrir que ele é a pessoa mais sem noção e estranha e louca e sarcástica e sádica do mundo. Não se trata de um mero “sou cruel porque não me importo contigo” como acontece com a maioria dos k-dramas, mas um “sou cruel porque sou assim, acostume-se”. É difícil se acostumar, porque quando ele decide que ela vai assumir o papel de secretária, nada, absolutamente nada está bom para ele. Seus hábitos são realmente estranhos, desde a maneira de apontar os lápis, até a maneira de sentar-se à mesa para escrever. E Soo Jin sabe direitinho quando foi ela que apontou os lápis e não ele, porque a forma dela não lhe serve. O embate dos dois é tenso nesse inicio que, permeado de cenas “pastelão” (de que particularmente não gosto, mas já usei a minha metáfora nesse post), em que a diversão dele se torna humilhar a coitada da Seung Yeon, nos revela mais adiante, e nos conforta haha, o fato de que tudo aquilo foi necessário para que nossa mocinha bobinha aprendesse a parar de levar chicotada dos outros e virasse gente, o que realmente acontece, além, claro, da aguda inteligência de Soo Jin (que a garota, obviamente está muito longe de entender — nós também, de alguma maneira) e do fato de que ele faz a menina de cobaia para narrar as ações de seus livros. 

Lee Soo Jin é realmente inteligente. Não há dúvidas. Ele sempre está um passo a frente de todo mundo, não importa o que diga. Tudo tem um porquê que ele sempre explica quando Seung Yeon falha. E quando ela encontra uma razão, ele lhe coloca seis ou sete, mesmo que ela tenha agido bem e feito algo bom. Daí ele enumera suas razões, e, sim, ele ele está certo, totalmente, filho de uma %$¨&¨$& Isso mata a gente de raiva, mas ao mesmo tempo nos deixa como que “meu deus... há outras maneiras de ver as coisas..." (pra mim, essa é a verdadeira preciosidade da trama). Sem contar que nada é colocado por acaso, basta prestar atenção. Cada detalhe desse é revelado aos poucos na trama, no embate dele tanto com a secretária bobinha, quanto com a Eun Young (isso, sim, concordo que seja clichê). 



Lee Soo Jin um passo à frente...


Eun Young também foi muito bem trabalhada. Se no inicio ela aparenta o estereótipo de uma presidente de companhia, toda executiva, por assim dizer, com o avançar da história ela vai mudando, e sua resistência e força são levadas até o limite, até ela descobrir que simplesmente está cansada de ser forte, além de se perguntar o que significa tudo isso. É muito bonita essa transformação, ainda mais porque está sintonizada com a transformação do Lee Soo Jin, ou seja, os dois, em suas lutas de ego, são levados a confrontar não só o passado, mas também o futuro. Nem preciso dizer que isso resulta em umas cenas tão lindas que, ai, não vou contar para não estragar, mas só posso garantir que é diferente de todos os k-dramas sobre os quais comentei anteriormente. 

Acontece que, no final, todos terminam transformados de alguma maneira por esses encontros. A relação desses quatro personagens foi importante para cada um à sua maneira: se Seung Yeon precisava ter mais atitude na vida e ser uma pessoa com mais de dois neurônios, é em todas as loucuras de Lee Soo Jin que ela aprende isso (aprende e coloca em prática, como bem notamos!). Se Lee Soo Jin tinha que ser mais humano e espontâneo, além de ser menos covarde, é com a própria inocência e teimosia de Seung Yeon que ele aprende isso. E se Eun Young tinha que aprender a ser menos ambiciosa e arriscar mais na sua vida pessoal, é com esse “novo” Lee Soo Jin que ela vai aprender isso, ou seja, não precisou de um chefe gostoso, perfeito e solteiro que só servia de mestre para a mocinha retardada; não precisou de um cara cruel que tinha um amor não correspondido para ficar maltratando uma retardada por quem ele se descobre apaixonado depois; não precisou de cenas melosas ao extremo para ser romântico, enfim...; não precisou de uma viagem de dois anos para resolver os problemas da protagonista... Nem pensei que isso fosse possível. A bendita viagem aparece, porém, acontece no meio do negócio e os problemas do nosso protagonista se iniciam justamente depois dela. Ou seja, mais uma vez, pegou o clichê e aproveitou para fazer uma coisa mais legal com ele... Ainda que eu jamais vá entender essa nóia desses coreanos com essa viagem de dois anos. 

Super recomendo Coffee House, de coração aberto. Tirando o pastelão exagerado do início, lá para o capítulo 6 ou 7 a coisa engata de vez e a série assume outro ritmo. O drama das personagens é bem dosado e, um milagre, até curti o final.

Avaliação:


Pontos fortes:


* Personagens bem trabalhados;

* Trama bem construída; 

* As linhas de raciocínio de Lee Soo jin que são realmente loucas e perfeitas; 

* A entrada dele na cena do casamento (de quem não vou contar haha – mas de um brilhantismo que me deu inveja); 

*As músicas em português que tocaram em dois restaurantes para onde eles vão (Brasil invadindo geral! *-*);

*A cena do aniversário do Lee Soo Jin (ai, morre cinco vezes! *-*); 

* A risada dele que faz uma puta alusão ao filme “Amadeus”. É a risada do Mozart! 

* A cena que ele justifica pra Seung Yeong o inferno que foi o primeiro encontro dos dois, onde ele bota defeito em umas 35 coisas que ele observa, contrariando totalmente aquela visão de príncipe encantado que ela tinha dele. PERFEITA CENA! 

* Os beijos são mais verossímeis; 

* Ele imitando a Seung Yeon para Eun Young.


Pontos fracos:


* Muito pastelão; 

*Aquele presidente ex-namorado da Eun Young. Assim, ela explica porque ficou com ele, e a explicação dela é super interessante. Mas ele não acrescenta NADA na história. NA-DA;

*A famigerada viagem de dois anos (isso pra mim sempre vai ser um ponto fraco, é muito estranho. Eu entendo a simbologia do “tempo de amadurecer”, mas, tipo, 2 anos???) 

* A trama ficou muito focada no quarteto principal e as demais personagens não foram devidamente trabalhadas. 

Personagens interessantes:




1. Lee Soo Jin (meu novo amor, olha o ser humano aqui tentando ver todos os k-dramas dele a partir de agora):

Escritor de mistério. Sem noção, louco, estranho, inteligente ao extremo, sarcástico e LINDO. É uma pessoa muito complexa na sua maneira de ver a vida, e não tem a mínima paciência com imperfeições. No fundo é um sujeito super protetor e leal, mas a pessoa tem de merecer muito, muito mesmo. Tem um passado doloroso, que é revelado na metade da série e torna metade das suas estranhezas algo totalmente justificável. Só metade porque todo bom escritor sabe que nem tudo se explica, e que nem tudo tem de ter explicação.






2. Eun Young:

Presidente da editorial onde trabalha Lee Soo Jin. É uma pessoa totalmente independente, vive para trabalhar e é muito ambiciosa. Desde cedo aprendeu a ser forte e autossuficiente, sendo uma pessoa desenvolta e recursiva, solucionando todas as bobagens do Lee Soo Jin. Mas, no fundo, é uma mulher sentimental e sua força é levada até a saturação, momento necessário para que ela possa pensar em tudo o que fez e questionar-se em sua maneira de viver.










Obs: gente, vou deixar o link de um blog cuja crítica é totalmente oposta à minha. Acho que vale a pena ver opiniões diferentes. Encontrei por acaso, mas acho que vale. Enjoy: 

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4 comentários:

  1. Ah! eu estava justamente procurando um novo drama para ver e sua resenha veio na melhor hora, vou correndo assisti <3
    amei seu blog

    http://kawaiishitty.blogspot.com.br/

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    1. Veja e depois me contaaaaaaa. Mas leia o coment da menina também haha, ela não aguentou ver nem 5 caps hahaha. Eu acho que ela perdeu o melhor. Cap 8 pra mim ainda é o melhor cap de doramas de todos os tempos pra mim nhaaa *(*
      Deu vontade de reveeeer *---*
      BJo!

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  2. Não estava interessada nesse dorama, mas a forma como você descreveu os personagens e sua opinião sobre o enredo me deixaram super curiosa! esse com certeza será o próximo que irei assistir ^^ Obrigada!!

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    1. Oi, sua linda!

      Tentei acessar seu blog, mas não consegui.

      Espero que você possa ver esse coment ^~.

      Então, já percebi que o povo não curte para nada esse dorama, mas eu amei. Muito. Ja vi e revi e continuo mantendo minha opinião kkkk.

      Tomara que você veja e goste. E se não gostar, desculpa xD.

      BJooo!

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