1.12.14

Everlove Rose

1.12.14


Estúdio: Silicon Sisters
Idioma: Inglês
Sistema: Android/IOS

Não é segredo nenhum que eu sou bem viciadinha nesses Otome Games e variantes, e jogo bem mais do que meu bom senso gostaria de admitir. Confesso que entre o mar de clichês e tra lá lá para meninas de dez anos, ainda espero alguma que seja legal e para um público maior de idade, porque, não adianta, eu acho a dinâmica desses jogos divertida. É como se fosse a evolução das aventura-solo, só que românticas...

Pra você que caiu de paraquedas aqui e não sabe o que é um "otome game", olha a citação que eu "roubei" da wikipédia:

Otome game é um tipo de jogo de vídeo game que é direcionado para o público feminino, onde um dos principais objetivos é desenvolver um relacionamento amoroso entre a personagem feminina jogadora e um dos vários personagens masculinos. Este gênero é mais estabelecido no Japão, e é geralmente baseados em visual novels e jogos de simulação, não sendo jogos hentais.Otome (乙女) é um termo derivado do Japão, que significa virgem, donzela, senhorita, "mulher pura".


Enfim... Fuçando no google esses tempos atrás, me dei com esse "Everlove Rose". Há duas maneiras de analisar esse jogo, obviamente: posso fazer isso desde uma perspectiva realista e posso fazer isso comparando-o com os demais jogos otome com que tenho me deparado ao longo dos tempos. Sob a primeira ótica, não sei se há muito o que dizer, fora que parece que o estúdio que fez o jogo pegou aqueles livros da Sabrina-Julia-Bianca etc etc etc, ilustraram e fizeram na forma de joguinho. Já sob a segunda perspectiva, o jogo apresenta uma série de coisas que me pareceram interessantes e me fez procurar, sem sorte, mais jogos feitos pelo mesmo estúdio.

Bom, de cara, uma coisa que me chamou a atenção é que a personagem principal (main character, ou simplesmente MC) tem uma cara e tem um nome, "Rose". Além disso o traço do game é bem lindo, mais realista, porém com o cuidado de não deixar a coisa parecendo uma caricatura (e isso é sempre o que mais me anima, ou não, a jogar um jogo desses).


Rose
É o lugar de Rose que vamos tomar no jogo (tendo em conta que se trata de um game para MULHERES HETEROSSEXUAIS -- apenas constatando o público-alvo do jogo). Na história, Rose está tendo uma série de pesadelos e pede ajuda de uma profissional que decide lhe fazer a famosa terapia de regressão, fazendo com que ela retorne a uma vida anterior para resolver suas pendências. Ali, Rose é uma espécie de curandeira (physician) cujo pai, a priori, morreu em um incêndio criminoso. Os seus pesadelos são baseados em uma fera que aparece, e essa é a pendência que Rose deve solucionar, isso ao mesmo tempo em que entra no meio de uma rebelião contra o regente do povoado, se posicionando contra ou a favor desse regente. 

No mundo medieval para onde ela vai nas regressões, além da tia (que é a psicóloga) e de uma amiga de infância, ela vai poder interagir com 4 personagens masculinos e se envolver com eles. Na parte grátis do jogo, esses 4 personagens são apresentados. Cada resposta dada a esses personagens vão aumentar ou diminuir a tensão sexual entre eles, além disso, vão também acrescentar certos atributos à personagem principal aos quais esses mesmos personagens são mais chegados. Se eu me lembro, os atributos são: sabedoria, tenacidade, gentileza, romantismo e responsabilidade (agora do que cada um gosta, impossível lembrar, e eu teria probleminhas se lembrasse).

Infelizmente, essa questão dos atributos também não influenciam no andamento do jogo em si. Pode facilitar ao final, para um pequeno diagnóstico que o jogo faz a respeito de sua personalidade, que eu achei até legalzinho. Enfim...

Em relação às personagens, temos Warrick (imagem 1 - que é um príncipe todo puro de coração e meio besta, pessoalmente falando); Thorodan (imagem 2 - o amigo do pai de Rose que a protegeria do mal); Garrett (imagem 3 - uma espécie de rebelde revolucionário) e Lord Blaxton (imagem 4 - o regente do povoado, um homem obscuro que maltrata os habitantes da vila).




 Eles não são lá muito bem trabalhados ao longo da história, e eu acho isso sempre um grande lapso de todos os "otome game" que eu jogo. Nessa ânsia de colocarem todos loucos pela protagonista, tratam de encaixá-los em estereótipos e se esquecem de tramar uma história convincente que motivem suas trajetórias. Não acho que uma coisa exclua a outra, muito pelo contrário, acho que uma coisa teria muito a acrescentar à outra. 

A jornada de Rose é realmente mais motivada por essas interações com esses 4, mas também tem
umas partes em que ela tem que buscar ervas no parque, de maneira fazer poções para uma e outra coisa. Não que essas poções sejam importantes... É só para dar uma quebrada na linearidade da dinâmica mesmo (e talvez justificar sua profissão de physician).

Pelas imagens intermediárias (aquelas lindas que aparecem de surpresa no jogo) a gente nota que o público-alvo do jogo é um público mais maduro, e isso é realmente um ponto forte pra mim, já que eu sou esse público (xD) e sinto falta de jogos desse estilo que vão além daquele lenga lenga da conquista, que fale de 1o amor e essas coisas. Até os jogos mais maduros japoneses (que são os que joguei, em sua maioria) me estressam nesse sentido (como In your arms tonight My forged marriage) porque... me estressam xD.

Imagem intermediária tipo essa xD

A despeito dos problemas que existem, especialmente dos problemas de condução da narrativa e de interação entre a MC e os demais (quando chega naquele momento em que você não agiria de nenhuma maneira, nem falaria nada nem chegasse perto das opções disponíveis)  e da superficialidade da história, acho que vale a pena apoiar a iniciativa do estúdio e jogá-lo/comprá-lo. É um bom passatempo e supera, na minha opinião, vários jogos mais famosos do mesmo estilo.


Avaliação:




Obs: As imagens utilizadas neste blog foram retiradas deste blog, em que a autora também faz uma resenha a respeito desse game. Vale a pena conferir. 

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