21.12.14

Anjo de vidro [2004]

21.12.14



























Cada um faz o significado do seu próprio natal, mas é inevitável sermos atingidos por essa época de uma maneira ou de outra. Pra mim é sempre uma coisa depressiva e eu tenho que ficar pensando em como sobreviver a ele, natal é sempre um momento de fazer um balanço geral do que me aconteceu, e também organizar a vida para a ilusão do próximo ano xD.

Um filme que sempre me vem à cabeça quando chega essa época, e que ilustra de certa maneira o "tom" com que eu a vejo, é "Anjo de vidro". Até me surpreende que seja um filme que apareça tão pouco (pra não dizer "de jeito nenhum") nas listas de indicações, porque tem uma história muito linda e deixa a gente pensando a respeito de algumas coisas.

Sinopse: É Natal em Nova York. As ruas estão cobertas de neve, músicas natalinas estão por toda parte e as pessoas andam apressadas em direção às lojas, para comprar os presentes de última hora. Porém um grupo de pessoas está completamente à parte deste clima. Alguns deles são Rose (Susan Sarandon), uma mulher emocionalmente frágil cuja mãe está no hospital, e Mike (Paul Walker), um policial que briga com um homem mais velho (Alan Arkin). Porém alguns encontros na véspera de Natal fazem com que eles repensem a vida. Fonte: adorocinema.com



(Fui revê-lo para escrever essa resenha/recomendação e de início já tive "dois socos no estômago": a participação de Paul Walker e Robin Williams. (Re)lembrar que esses caras estão mortos me deu um baque, sei lá.).

Eu gosto de "Anjo de vidro" porque é um filme que trata de solidões. Fala daqueles que não têm motivos para comemorar o natal e da vontade (e estratégias) delas de "sobreviverem" em meio ao consumismo, à falsidade, enfim, a tudo o que temos de engolir em fins de ano e que às vezes se faz intragável mesmo...

O filme tem três núcleos principais, que convergem em determinado momento: temos a personagem de Susan Sarandon, Rose; o personagem de Alan Arken, Artie Venizelos e o casal Mike e Nina (respectivamente Walker e Penélope Cruz).

Rose é uma escritora de livros infantis. É divorciada e cuida da mãe que tem Alzheimer. É uma pessoa bem-sucedida e tida como atraente, o que é bem ilustrado com o fato de o homem mais cobiçado do lugar em que ela trabalha estar interessado nela. Um interesse puramente "carnal", de fato. Porém, está muito fragilizada emocionalmente, mais além de tudo o que contei aqui — ao ponto de ganhar um concurso de "motivos pelos quais eu odeio o natal".

Mas isso não a impede de preocupar-se mais com os outros do que consigo própria. Antes de passar pelo quarto da mãe, ela sempre passa pelo quarto de um outro paciente, de nome desconhecido. Nessa véspera de natal, ao visitá-lo e colocar um anjo de vidro em sua janela, depara-se com Charlie (Robin Williams) sentado na cadeira atrás da porta. Eles têm uma breve conversa e ela se vai, para se encontrarem novamente de noite, quando ela explode e "decide" se matar. Eles conversam, ela o leva para sua casa, eles continuam a conversa e, no dia seguinte, ela tem uma revelação, que vai mudar as coisas para sempre.

Artie é um senhor de idade que fica profundamente impactado quando Mike entra em sua lanchonete para tomar café. Oferecendo-lhe biscoitos de amêndoas e um café puro, adivinhando o gosto do outro, quer dizer-lhe algo, mas não consegue, o que faz com que ele persiga Mike até sua casa. E isso acontece em um péssimo momento, porque Mike, em um acesso de ciúmes, agrediu um amigo de  sua noiva Nina e ela saiu de casa.

Enquanto as cenas se desenrolam, cada um deles terá, provavelmente, a experiência mais significativa de suas vidas. Nenhum deles será o mesmo depois dessa noite de natal.

Como eu disse, gosto da problemática que o filme trata, gosto do "tom" do filme e o elenco é maravilhoso. Atores de peso em grandes atuações, especialmente Alan Arkin. Porém, às vezes (como nada é perfeito nessa vida), o drama é muito forçado, assim como certas interações entre as personagens dos núcleos citados. Não vejo toda essa obrigação dos encontros deles, até porque, fora Artie com Mike e Nina, eles não modificam a vida um do outro, não há significação nos embates.

Também creio que o filme deveria ter acabado uns 15 minutos antes, especialmente na história de Rose e Charlie que acabou quebrando o tom de verossimilhança que o filme vinha tendo até então.

De todos os modos, vale muito a pena ver. Pra mim, Anjo de vidro e Um homem de família são dois dos filmes mais interessantes sobre o natal de 2000 pra cá — dentre os que tenho visto, é claro xD.

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