9.11.14

Oh dal Jah's Spring [2007]

9.11.14



Gênero: Comédia romântica
Episódios: 22
Ano: 2007


Sinopse: Oh Dal Ja é uma bem-sucedida diretora de Marketing em um canal de compras. Entretanto, preocupada com sua carreira, chega solteira aos 33 anos, com o sonho de se casar com Shi Sae Do, o P.A com quem trabalha e pelo qual mantém uma paixão em segredo por oito anos. Eles têm a oportunidade de sair juntos, contudo, posteriormente, Oh Dal Ja descobre que ele estava de caso com Yee Son Ju, a apresentadora do mesmo canal onde ambos trabalham. Com o orgulho destroçado, ela procura se vingar, e nesse momento aparece Kang Tae Bong oferecendo seus serviços de "namorado de aluguel". No meio disso tudo, ela se depara casualmente com Uhm Gi Joon, um homem bonito, elegante e rico que Oh Dal Ja acredita ser seu "predestinado"...

Elenco Principal: Chae Rim como Oh Dal Ja; Lee Min Ki como Kang Tae Bong; Lee Hyun Woo como Uhm Gi Joong; Lee Hye Young como Wee Seon Joo; Gong Hyeong Jin como Shin Sae Do


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Comentário:

Ainda continuo mantendo meu juízo a respeito do enredo clichê. Se bem que dessa vez eu vacilei nas minhas expectativas por um momento. Entretanto, esse drama, que para mim é como uma mistura de "O diário de Bridget Jones" com "Muito bem acompanhada", me surpreendeu muito mesmo, a ponto de querer revê-lo com mais calma. É lógico que Dal Ja's Springs se revela muito mais delicado e em um ritmo muito mais lento que os filmes citados, mas não deixa de ser uma comparação interessante.

Desde o início, é impossível focar apenas na trajetória de Oh Dal Ja, porque cada personagem é devidamente bem trabalhado e tem sua importância na trama. E o que me pareceu mais interessante é a revelação do caráter complexo de todos eles - são demasiadamente humanos - com suas falhas e suas qualidades. É impossível odiar qualquer um, porque se eles cometem equívocos em determinadas situações, em outras merecem destaque por fazerem e pensarem algo realmente digno.


Familia de Oh Dal Jah e Mãe de Kang Tae Bong

Wee Seon Joo e Shin Sae Do

Ao longo da trama, conforme Oh Dal Ja vai transitando pelos diversos cenários e setores da sua própria vida, em suas relações com seus colegas de trabalho, com sua família e com seus pretendentes, a trajetória de cada umas dessas pessoas com quem ela se relaciona também vai se revelando, assim como vai se fazendo visível a mudança de cada uma. E é comovente pensar como às vezes o simples contato com uma pessoa querida é capaz de modificar tanto a nossa vida. Para mim, se o dorama ensina alguma lição, é justamente esta, sobre como nossos relacionamentos ao longo da vida são importantes para nós e para as pessoas com quem nos relacionamos. Haverá turbulência, inevitavelmente, mas também haverá momentos de profunda gratidão que nos destruirá e nos reconstruirá como novos seres humanos. E nada é forçado, ou seja, os encontros de Oh Dal Ja com todos são extremamente naturais, aquele medo oriental corrente de "passar da linha" com o outro, de invadir-lhe o espaço. Mas a própria convivência e o próprio passar do tempo vai tratando de ajeitar os sentimentos e aparar as distâncias. Na novela isso acontece de uma maneira tão sutil que realmente não sabemos quando foi que ficamos tão envolvidos com todos os personagens. 

A maneira como tudo é "amarrado" na história também foi muito interessante. É a mensagem bobinha do "destino", do "predestinado", daquele que a pessoa deve esperar, mas a sutileza com que ela vai se construindo, vai contornando de verossimilhança o eixo condutor da história. Por mais que eu torcesse para outro final, como sempre, eu acredito que o final da história foi... aceitável. Mudá-lo seria mudar a ênfase da história. Seria possível e igualmente interessante, mas, bem, não fui eu quem escreveu a novela...





Avaliação:



Pontos fortes:

1. De maneira geral, o tratamento com a caracterização das personagens. 

2. A compatibilidade entre Shin Sae Do e Oh Dal Ja. Os dois protagonizam, com certeza, as cenas mais cômicas da novela.

3. O ritmo da história, lento e delicado.

4. As reflexões de Oh Dal Ja que são engraçadíssimas, ou seja, ela lança uma pergunta super mega profunda, em seguida a responde, ou pergunta de novo, uma coisa totalmente ridícula, fazendo com que a gente, no auge do pensamento nostálgico, despenque de uma vez ao chão. 

5. O azar constante de Oh Dal Ja. Fiquei pensando naquele filme "Sorte no amor", ridículo, em que o roteirista e diretor confunde azar com burrice. Eles devia ter visto esse dorama antes de escrever a história. No caso da Oh Dal Ja é azar MESMO. A gente chega a se contorcer no sofá de vergonha alheia.

6. A equipe de trabalho de Oh Dal Ja que funciona como uma espécie de coro grego, revelando sempre o humor dela nas cenas. Hilárias em algumas partes, totalmente non sense em outras.

7. Representante Uhm (uhmmmmmmmmm *_*) e suas conjecturas. Primeiro são muito sérias, mas Oh Dal Ja vira a vida dele de cabeça pra baixo totalmente. 

8. A trilha sonora a la ABBA que eu amo. Mas todas as músicas são boas e se agarram tanto à personalidades das personagens que você baixa o OST e fica se lembrando das cenas.

9. Os "baques" que o modo de pensar "oriental" dá às vezes. Essa novela me deixou pensando muita coisa, muita mesmo.


Pontos fracos:

1. O final. Nem vou discutir isso. Essa recorrência de finais envolvendo viagens de uma das partes é um porre, sério.

2. O encontro de Kang Tae Bong com Oh Dal Ja. Ah, achei forçado. Não precisava daquilo tudo, foi como matar uma formiga com uma bala de canhão, muita coisa para pouca coisa.

3. As cenas da história de Kang Tae Bong. Ele tem um passado misterioso, mas achei as cenas demasiado dramáticas para o tom da novela. Ele comendo aquele prato de comida foi "o fim da picada" pra mim.

4. Achei o Tae Bong com a Dal Ja meio sem química. Mas por culpa dele. Não sei, não achei que ele "segurou" a história. Talvez seja por ele ser mais novo que ela. Pode ser...

5. A "advogada" que eu esqueci o nome e aparece mais adiante. Achei ela deslocada na série. É interessante as cenas dela com a família de Tae Bong, mas de resto, ela só toma toco e fica insistindo em coisas que não sei de onde ela tira.


Personagens interessantes:

Essa parte é um pouco difícil, porque praticamente todos os personagens são interessantes.


1o - Representante Uhm Ki Joong (na legenda estava Eom Ki Joong):


Já sou suspeita para falar, estou totalmente apaixonada por esse ator, então parece que tudo o que ele faz me emociona. Mas esse personagem dele, especialmente, fará parte do meu hall de personagens preferidos de todos os tempos. Primeiro ele se revela como uma pessoa fria e metódica, mas, ao longo da série, vai se mostrando totalmente "noiado" em todos os âmbitos. A palavra "neurótico" deveria vir com uma foto dele ilustrando. E, óbvio, quanto mais "noiado" mais perfeito. Acho que ele deveria ter tido um final mais emblemático na série, além de aparecer mais, porque foi marcante.


2o - Shin Sae Do:



Operador da mesa (PA). Primeiramente é mostrado como "o pegador". É sério e todo galanteador, mas no decorrer da trama se mostra a versão masculina de Oh Dal Ja, totalmente desengonçado e espontâneo. Extremamente carismático, a trajetória dele tem uma reviravolta interessantíssima no seu envolvimento com Wee Seon Joo e na experiência de amizade com Oh Dal Ja.





3o - Wee Seon Joo:






É apresentadora do programa de TV da Handa Shopping. Depois do Representante é minha personagem preferida. O silêncio dela é polifônico. Primeiro é mostrada como uma espécie de megera e depois vai se revelando em sua totalidade oblíqua e silenciosa. Ela faz Shin Sae Do pagar por todos seus pecados no mundo. Quero ser que nem ela quando eu crescer.


4o - Jung Ae (mãe da Oh Dal Ja):





A personagem que mais me fez pensar na história. Ela como representação das decisões do passado, aliada à ideia de Oh Dal Ja como representação do futuro, tem uma história muito tocante e nos deixa com muitas interrogações a respeito do nosso modo de pensar frente a outros modos de pensar a vida. 


5o - Professor Kang (pai do Tae Bong):




Também me deixou com muitas perguntas na cabeça. Uma conversa que Tae Bong tem com ele mais para o final da história me pegou terrivelmente de surpresa. Uma das cenas mais interessantes de todo o dorama. 


6o - Yeong Shim (mae do Tae Bong):




Responsável por cenas hilárias na série. É absurdamente histérica e sua vida é perseguir o filho. O estereótipo da sogra, total. As cenas dela com oh Dal Ja são hilárias.



7o - Gerente Kang:



Quando escutei "lá vem a Gargamel", ri por uns três dias. O jeito de ela conversar, então, extremamente irritante - Ela falando: "Oh Dal Ja-ssi"... Nunca vou esquecer -. Mas ao longo da série mostra sua retidão como ser humano e sua preocupação em sempre dar o melhor apesar dos pesares (que são muitos). Qualquer semelhança com qualquer nome não é mera coincidência.


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Portanto, esta novela está recomendadíssima. Penso que vai ser difícil eu ver um kdrama tão bom quanto, nas dosagens entre comédia e drama, mas principalmente no tratamento com as personagens secundárias que são tão importantes quanto as principais - e que nos envolve e nos faz torcer por elas.

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