28.11.14

Minha wishlist

28.11.14



Aproveitando o clima de Natal que cada dia se aproxima mais, vou deixar a minha lista de presentes para o Papai Noel =D e para que vocês também conheçam um pouco mais a respeito das minhas preferências literárias.



1º:  A condessa sangrenta - Alejandra Pizarnik


Alejandra Pizarnik (1936-1972) nasceu em Buenos Aires, Argentina, e é considerada uma das principais vozes da poesia argentina, unindo um lado lírico a outro surrealista.

Todo mundo que me conhece sabe que eu a considero a escritora de mão mais pesada no meio literário, e seus poemas podem bater de frente com qualquer expoente masculino tanto do surrealismo quanto daquela linha simbolista maldita, a la Baudelaire e Rimbaud. 

Esse livro, no entanto, mostra seu lado ensaístico, ao qual se dedicou mais no fim da vida, ao discorrer sobre a condessa de Bathory (sobre quem você pode saber mais AQUI). Mas, claro, esse lado sempre vai encontrar o da poeta e lhe vai escorrer com intensidade pelos dedos. Daí que dizem que o lvro é uma mistura de romance, ensaio e poesia sem ser nenhum dos três.

Apesar de eu ser uma pessoa muito impressionável, que com certeza ficará de luto com os relatos macabros da vida da Condessa de Bathory, pelo estilo da Pizanik, valerá a pena >.< - espero xD.

2º : Museu do romance da eterna - Macedonio Fernandez


Macedonio Fernández nasceu em Buenos Aires no dia 1º de junho de 1874 e morreu em 10 de fevereiro de 1952, na mesma cidade. Figura central do modernismo argentino, foi mestre de mais de uma geração de escritores, além de influência decisiva para Jorge Luis Borges. Sua obra, original e complexa, inclui romances, contos, poemas, artigos de jornal, ensaios e textos híbridos, de natureza inclassificável. Além de escritor, Macedonio foi advogado, promotor, e em 1927, numa de suas ironias, lançou-se candidato à presidência da República. Publicou No toda es vigilia la de los ojos abiertos,Papeles de Recienvenido, entre outros. Seu principal livro é Museu do Romance da Eterna. (Fonte: Site da Cosac Naify).
Vou começar pelo clichezão de que é impossível pensar a literatura argentina sem pensar nessa figura, o grande influenciador de nossos escritores preferidos, tais como Cortázar e Borges. Em Museu do romance da eterna, Macedônio, na verdade, tenta estabelecer uma tese sobre como escrever um bom romance. Como começar? O que escrever? Que tipo de personagens colocar? No entanto, seu narrador, começando com um prólogo do prólogo, acredita ser melhor fazer um prólogo também para apresentar o prólogo do prólogo, e depois de discutir com o cenário, com as próprias personagens que o questionam em vários momentos, que dão pitaco no enredo, o livro não sai do prólogo e nem chega a lugar a nenhum, o que faz dele mais divertido...  e consistente.

Desde que uma prof apresentou esse livro numa aula que fiz, fiquei muito louca de vontade de ler e também de conhecer o autor, afinal, desde o começo do século XX até hoje, o camarada escreveu obras de caráter inclassificável xD. Top. 


COMPREI



3o: Os miseráveis - Victor Hugo


Poeta, romancista, dramaturgo, pintor, arquiteto, político, Victor Hugo nasceu em 1802, filho de um general de Napoleão. Aos 18 anos, recebeu de Luís XVIII um prêmio por um poema sobre o assassinato de um Duque. Aos 23, era Cavaleiro da Legião de Honra. Publicou Han d’Islande, seu primeiro romance, em 1823, mas o sucesso de público só viria mais tarde, em 1830, com a peça Hernani. Um ano depois, com a publicação de O corcunda de Notre-Dame, viria a consagração. Em 1841, foi eleito para a Academia Francesa. Entre dezenas de outras, lançou obras populares até hoje, como Os trabalhadores do mar e Os miseráveis. (Fonte: Site da Cosac Naify)


Clássicos são clássicos e todo mundo devia ter. Ponto final. Eu li os miseráveis na adolescência, quando lia tudo que caía nas minhas mãos. E ainda foi engraçado, porque comecei a ler depois que vi uma novela da globo que tinha um mendigo Jean Valjean, papel do  Edson Celulari, e depois de uma professora dizer que era por causa de Os Miseráveis, lá foi a bonita procurar pra ler. Enfim, a questão é que eu nunca comprei esses livros e compensa ter.


4º: Nova antologia do conto russo (1792 - 1998) - Bruno Barreto Gomide (org.)





Esse foi um daqueles casos que você viu na estante e disse: Eu quero! Desde que fiz uma matéria na faculdade chamada "Introdução aos estudos literários", e a professora nos apresentou os contos russos, não pude desgrudar nunca mais deles. Geralmente são simples, diretos, crus e de uma ironia tão aguda que desconcerta. Sem contar nesses elementos surreais que deixam a coisa com um ar de mais absurdo ainda.







5º :  História da Revolução Industrial - Thomas Carlyle

Thomas Carlyle foi um escritor, historiador,ensaísta e professor escocês durante a era vitoriana. Ele chamou a economia de "ciência sombria", escreveu artigos para a Edinburgh Encyclopædia, e tornou-se um polêmico comentarista social.(Fonte: Wikipédia)

Estava eu de boas, fazendo um seminário sobre o "Enredo" no mestrado, daí leio que paralelamente ao livro "Um conto de duas cidades", do Dickens, outra obra merecia um grande destaque, "História da revolução industrial", do Caryle. A fala dos críticos era a de que enquanto Dickens conseguia ser mais histórico num relato literário, Carlyle conseguia ser mais literário em um relato histórico. Daí fiquei com isso na cabeça. Acho que valeria a pena a leitura.


6º: Guerra e Paz - Tolstoi 

Nunca li e sempre tive vontade de ler. Acho que isso é motivo suficiente para estar na minha wishlist xD.


7º: Grandes Esperanças - Charles Dickens


Charles John Huffam Dickens foi o mais popular dos romancistas ingleses da era vitoriana. (Fonte: Wikipédia).
Sempre que eu tento comprar esse livro, parece que acabou no planeta inteiro. Daí quando acho, meu dinheiro já era u.u... De todos dos Dickens, "Grandes Esperanças" sempre foi aquele que me chamou mais a atenção. Só fica a lei de Murphy me atrapalhando a comprar o livro... 

Já ganhei da linda da Valdirene <3 e pus fim a essa maldição pra sempre. Amém. 






8º: Grande sertão, veredas - Guimarães Rosa









Da série: já tive, emprestei e nunca mais vi.


9º: O Livro do desassossego - Fernando Pessoa - Bernardo Soares









Da série: já tive, emprestei e nunca mais vi.


10º : Coleção: O tempo e o vento - Érico Veríssimo


Érico Lopes Veríssimo foi um dos escritores brasileiros mais populares do século XX.( Fonte: Wikipédia)

Ler "O tempo e o vento" foi um grande acontecimento na minha vida. Acho que tudo o que eu sei de história sobre a revolução de 30 e sobre a Era Vargas vem do que está nesse livro. Isso sem contar a maior "catarse" que eu tive com o personagem Floriano Cambará, dos Arquipélagos, que sou eu escritinha como se o autor predissesse a minha existência.


Tem muitos outros ainda, mas eu pretendo ir atualizando essa lista de tempos em tempos.

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