27 julho 2016

4 "erros" que me irritam na blogosfera II

27 julho 2016


Estou querendo fazer esse post há séculos, tendo em conta que tenho anotado muitos "equívocos" sobre os quais gostaria de falar, mas queria fazer uma coisa melhor formatada, porque o anterior não ficou legal... Enfim, ainda não sei como fazer isso, mas se eu ficar me esperando resolver, não escreverei este post nunca xD~.

Bem verdade, não pensei que esse post dos "quatro 'erros'"seria assim tão visto, tendo em conta que ele foi o resultado do desafio OrgBlog da Lominha (que, inclusive, preciso retomar), mas ele terminou configurando a lista dos "mais acessados", de modo que quero dar continuidade a ele e fazer uma série regular.

Se você perdeu o post anterior, clique AQUI

Quero enfatizar a questão que salientei no primeiro post de que a palavra "erros" está entre aspas e que "eles" me irritam especificamente na blogosfera, mais especificamente ainda em blogs literários. Não estou me referindo a ambientes informais de linguagem, mesmo escrita, como bilhetes ou notas ou chats do facebook. Também não estou excluindo ninguém por não saber, senão jamais faria um post desses. O "erro" me irrita, a pessoa, não, de modo que não vou ficar pré-julgando quem não sabia sobre um ou outro aspecto. E também não é que EU esteja livre de cometê-los. Podem me avisar quando isso ocorrer. Se for de modo educado, GOSTO!

Vamos à listinha:


1. Colocar "onde" em tudo quanto é frase para conectar orações:


A pessoa está lá escrevendo o textinho dela:

A adolescência é uma época conturbada da vida onde existem muitas dúvidas sobre o papel do indivíduo na sociedade.

E tem uns que empolgam um pouquinho mais, né?

A adolescência é uma época conturbada da vida aonde existem muitas dúvidas...

Então: o uso está inadequado.

Onde é só para lugar, gente bonita. Se é um lugarzinho que você pode localizar no mapa, use onde; do contrário, use em que e similares (na qual, nas quais, no qual, nos quais... — ainda que o uso destes pronomes deve ser moderado, ok?)

Por exemplo:

Eu queria ir para a cidade onde meus pais moram (a gente não consegue localizar uma cidade no mapa? Então...)

No caso, corrigiríamos a primeira frase assim:

A adolescência é uma época conturbada da vida em que existem muitas dúvidas sobre o papel do indivíduo na sociedade.


E o aonde, tia?


Elementar, meu caro blogueiro. Aonde é a junção da preposição a + onde, então deve ser usado para uma direção para algum lugar e deve ser usada com verbos que indicam movimento.

Por exemplo:

Aonde você vai?
(Ir é um verbo que indica movimento).


2. Conjugar o verbo "haver" no sentido de existir:


Esse ocorre principalmente no passado e no futuro, porque é lindo escrever "houveram", né? E "haverão"? Nossa, morre de lindeza e rebuscamento linguístico.

Mas é um uso equivocado, não recomendo haha xD.

Esse verbo haver, no sentido de existir, sempre vai ser: , houve ou haverá.

Assim:

Houve 10 acidentes na rua da minha casa essa semana.
Haverá muitas tragédias, se as coisas continuarem assim.
Há muitas pessoas na sala.


3. Verbo "fazer" indicando tempo decorrido conjugado:


Já que estamos no âmbito dos verbos, vamos com mais esse. O blogueiro está compondo seu texto serelepe de aniversário do blog e resolve dizer:

Fazem três anos que comecei escrever neste blog...

Apenas: não.

Nesse caso específico, o verbo "fazer" sempre vai ficar na terceira pessoa do singular, ou seja, faz.

Assim:

Faz três anos que comecei a escrever neste blog.
Faz cinquenta anos que minha vó não vê os filhos.

Coisas assim xD.


4. "Mim" praticando ações:


Em pleno século XXI e gente ainda me escreve no blog que "peguei toda minha mesada pra mim comprar livros".

Na maioria dos casos, isso acontece com o "mim" depois do "para". Em ocasiões muito raras, acontece por confusão com o "me" (por exemplo: peguei toda a minha mesada e mim comprei livros). De todos os modos, o primeiro caso citado existe em blogs de todos os tipos e isso me soa muito incômodo.

Se a gente for analisar, o pronome "mim" é chamado de pronome "oblíquo" porque ele funciona como aqueles "pronomes objetos" do inglês, sabem? Logo, ele recebe uma ação, não a executa. É uma questão de você entender o que você está escrevendo para não cometer esse tipo de erro.

Na frase que eu coloquei:

Peguei toda minha mesada pra mim comprar livros.

Temos duas ações: a ação de "pegar a mesada" e a ação de "comprar livros". Quem praticou essas ações? Foi uma mesma pessoa, "eu". Então: "eu peguei..." e "eu comprei", certo?

Então não tem "mim", porque comprar é uma ação que "eu" estou praticando. Logo:

Peguei minha mesada para EU comprar livros.


Nossa, tia, mas "pra eu" é tão esquisito!


A falta de uso faz ficar estranho. De todos os modos, da mesma forma que para você soa esquisito, pra mim, falar "mim comprar" soa super fora de rumo xD.

No caso, eu entendo a confusão, porque o "mim" a gente só usa depois de preposição, assim:

1. Ela comprou um presente para MIM.
2. Meu pai fez uma surpresa para MIM.
3. Eu não sabia que isso tudo era para MIM.

Se você reparar, todos esses "mim" aí não estão praticando nada, mas estão "recebendo" as ações. Na primeira frase, alguém (ela) praticou a ação de comprar um presente que não "mim"; na segunda, foi "meu pai" que fez a surpresa e "mim" (ou seja, eu na "versão objeto/oblíqua") recebi a surpresa; na terceira, um monte de coisas foram feitas e "mim" (ou seja, eu na "versão objeto/oblíqua") recebi todas aquelas coisas mesmo sem saber haha.



É isso, pessoas lindas, espero que o post tenha sido útil. Se houver qualquer desvio sobre o qual vocês gostariam de comentar, basta escrever aqui embaixo. E não deixem de colocar o endereço do blog de vocês pra eu retribuir a visita, POR FAVOR! ^~



10 julho 2016

Somos todos...

10 julho 2016
Créditos: Pixabay



Um pássaro morto na rua!

Veio um transeunte 
e passou.
Veio outro transeunte 
e maldisse o obstáculo.
Veio o terceiro transeunte 
(que olhou!) 
e comentou e passou.

E eu que observava
(remoendo sensibilidades),
era eles três.




20 junho 2016

Não estou de acordo com aquilo que dizeis, Voltaire

20 junho 2016





Bem verdade, considero essa "coluna" do meu blog, denominada Verdadeiro Autor, porque achei que "Apócrifos" não era uma palavra muito chamativa, apesar de ser ótima, é um dos maiores serviços prestados à internet. Pode parecer meio ridículo, e até é mesmo na maioria das vezes, eu achar que estou fazendo grandes coisas com isso, mas pra mim é bem insuportável mesmo ver gente citando as coisas erradas por aqui e ali. Não que essas citações significam muito descontextualizadas no final das contas, porém, muitas vezes, acaba sendo um desrespeito com o estilo do autor que não a escreveu.

Enfim, a bola da vez está na imagem que encabeça este post, da citação de Voltaire e que não é de Voltaire, mas que até o Chomsky acreditou que era, ou seja, pra gente ver como essas coisas se propagam...

Soube disso bastante tempo atrás, lendo um "Especial do Milênio" da Época (denunciando as velhices total aqui xD) e confesso que fiquei bem surpresa, porque, afinal de contas, foi uma das frases que mais inflei o peito pra dizer e tinha bastante orgulho de falar que era do filósofo em questão (desculpa aí, sério...).

Porém, a autora da frase, de fato, segundo o blog Revista Filosofia, é de uma biógrafa de Voltaire, chamada Evelyn Hall. A esse respeito, diz o autor do artigo:

Talvez por uma questão de estilo, Evelyn Hall colocou a frase entre aspas e a construiu em primeira pessoa, o que acabou gerando a confusão e a falsa atribuição. Mas, de fato, a intenção da escritora era resumir o posicionamento que Voltaire teria adotado com relação ao banimento de um livro de Claude-Adrien Helvétius (1715-1771), outro filósofo francês com quem ele teve certo desacordo. Em 1758, Helvétius publicou o livro De l'espirit, o qual foi condenado pela Sorbonne, pelo Parlamento de Paris e até pelo Papa, chegando a ser queimado. Apesar do desacordo explícito com relação ao pensamento de Helvétius, Voltaire não acreditava que o banimento daquele livro fosse um ato correto. Foi a atitude de Voltaire frente a esta situação que Evelyn Hall tentou resumir com sua frase, inadvertidamente escrita entre aspas e em primeira pessoa. (Disponível em: http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/44/a-falsa-citacao-de-voltaire-investigacao-afirma-que-a-300467-1.asp).

Verdade seja dita, essa foi bem difícil, né?

Não deixem de acessar o site da revista e ler a história completa, ok?

Vocês conheciam essa frase? Sabiam que não era do Voltaire? Conta aí =D



31 maio 2016

[BLOGS UP] Melhores contos de Edgar Allan Poe

31 maio 2016
Vetores: Pixabay


Socorro! Essa semana passou muito depressa!

Mas, conforme prometido, voltei a tempo para fazer a blogagem coletiva do Blogs Up, e eu juro que no próximo post indico meus parceiros divos. Meu número de parceiros caiu, mas a culpa é toda minha por não conseguir seguir os blogs mesmo. Com o tempo recupero o prejuízo.

Poe foi um dos primeiros autores clássicos que li na vida, já na adolescência. E sua leitura me causou um impacto tão grande que eu só podia virar fã mesmo. Era impossível não perceber que havia algo diferente naquelas histórias! E a tensão que seus contos provocam, a oportunidade de olhar a mesma situação de várias maneiras, só deixam mais evidente a riqueza dos seus textos. Por essas e outras que todo mundo que me conhece do ensino médio se lembra de mim como a loca que vivia indicando conto do Poe para todo mundo. 

Uma excelente indicação, no final das contas. A importância desse autor para a literatura moderna é grandíssima. Poe é um divisor de águas na maneira de se contar uma história curta, e por isso é chamado de "o pai do conto moderno".

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